Ele era um homem civilizado. Ci-vi-li-za-do.
Uma pessoa de cuca limpa, com idéias abertas ou libertas.
Se sentou em um banco e ficou ali, até raiar o dia.
A festa continuava lá dentro. Ele despertou de uma longa letargia e foi embora.
Chovia muito naquele sábado de manhã.
Charlie não gostava nada de chuva. Nem de banho. Nem de cheiro de alho e barulho de moto.
No terraço, ele sentou, olhando a chuva cair, pesada, fria, molhada. O dia era daqueles compridos, daqueles que não acaba mais.
Como gota longa que escorre no vidro. Como uma lambida de gato.
Mais tarde, um raio de sol deslizou entre as nuvens.
Ele saiu do torpor e foi caminhar, sem pressa, na grama molhada.
Numa bromélia arreganhada tinha uma mosca. Uma mosca com patas e asas, como todas as moscas.
Papo rápido no uatizape.
Há 3 semanas