Eles se encontravam uma ou duas vezes por semana.
Paixão, ela reverberava. Fosforescências.
Ele dizia claramente. Não queria se casar, não queria se juntar. Não gostava de iludir. Cada qual em dividido, para se somarem no mais e no tudo. Assim ele dizia. Assim ele queria. Assim ela assentia.
Na esperança de esperar, ela esperava. Um dia, quem sabe? Eles se casariam.
Os encontros semanais. Resplandescências.
Durante muitos anos ela viveu feliz, à espera do que esperava. Consonâncias, as ressonâncias.
Uma vez, como tantas vezes, quando ele voltou de viagem, não telefonou. E não atendeu quando ela ligou. Dissonâncias? Reacreditada, ela se esperou. Palidecências.
De manhã, debaixo da porta dela, um envelope com a letra dele. Um bilhete. Obscurecência. Estava tudo acabado. Ele acabava de se casar.
Papo rápido no uatizape.
Há 3 semanas