terça-feira, fevereiro 23, 2010

Sobrecarga de audiência.

No fundo do quarto, a TV mostrava cenas de um filme.
Estar com ela era como se tudo deixasse de existir.
Como se tudo à sua volta não passasse de um cenário de teatro. Imóvel e disponível.
Todo dia uma descoberta, um maravilhamento, uma aguda excitação.
Delícias a restaurar e preservar.
Apenas o tempo passava. E o prazer de estar com ela a minguar.
Ela deitou a cabeça no peito dele.
Ele, passou a mão espalmada pelo ventre dela.
Gostava daquele corpo há poucos dias desconhecido para ele. Pensava que se tratava de mais uma ligação temporária, mais um encontro fortuito e sem maiores consequências entre macho e fêmea.
Ela mexeu-se na cama, beijou o peito dele e passou uma perna sobre as suas.