quinta-feira, setembro 08, 2011

Estado de febre.

Assim, de repente, fui convidada por um amigo para ir até a casa de um conhecido: uma reunião, uma festa, uma confraternização.

Logo, me convenci, ao observar as mulheres que achei no lugar, da minha falta de elegância e brilho. Em resumo: da jovem fatal que certa vez supus ser, só restava - por volta da meia noite - um frangalho desenxabido, uma pobre criatura envergonhada de seus trajes e que invocava intimamente seu amor - que a considerava bela.
As pessoas falavam de bebidas caras e de suas virtudes para as ''ressacas''. Havia, portanto, diversos indivíduos que tomavam essas bebidas caras, cada manhã, compenetrando-se de que seus corpos maravilhosos que podiam ser usados nas farras, contanto que fossem cuidadosamente tratados logo a seguir. Deveria eu abandonar os livros, as conversas, as caminhadas e aproar para o litoral dos prazeres, do dinheiro, da futilidade e de outras distrações absorventes? Prover-me dos meios e transformar-me num belo objeto?!