terça-feira, setembro 04, 2012

Eu sou meu próprio pior inimigo.

Pode-se lembrar de um dia e de uma hora por algum incidente que ocorreu a nós mesmos. Pode-se lembrar exatamente o que se estava fazendo quando os japoneses bombardeavam Pearl Harbour.
É uma experiência comum que um problema difícil à noite é resolvido pela manhã após o comitê do sono ter trabalhado.

Era quinta-feira, e era um dia desses em que o ar está limpo e claro como uma lente.
Não há muitos dias assim em parte alguma. O povo os adora como se fossem um tesouro. Os garotos propendem a dar gritos estridentes sem razão alguma e os homens de negócios acham que é necessário irem de automóvel ver uma propriedade. Os velhos permanecem sentados e olhando ao longe, relembrando sem muita exatidão os dias de sua mocidade que foram iguais a este. Os cavalos rolam pelo chão em pastos verdejantes em tais dias e as galinhas fazem um barulho dos diabos, cacarejando alegremente.

Ela se alegrou. Não sorriu... apenas contraiu os lábios. Seus lábios eram grossos e sua boca larga, e quando ela contraía os lábios seus olhos se apertavam e algo morno e assustador desprendia dela. Esse era um mau risco. Sobre tudo isto estava a dureza, mas não necessariamente dureza grosseira.

Mantenha-se calma, aconselhou a si própria. Está sendo ridícula. Lembre-se daquele drama sobre um mouro ciumento, escrito por um homem chamado Shakespeare.