É engraçado a forma que as coisas mudam. Estamos praticamente no final do ano... Alguns, se preparam para ir embora de suas respectivas cidades; outros, ''pegam'' empregos temporários; e há ainda os que acabarão o Ensino Médio. Aliás, era exatamente aí onde eu queria chegar: nas pessoas que se formam esse ano.
Quer dizer, tem todo aquele ritual de trocar telefone, juras de amor que parecem eternas e tudo mais.
Mas eu digo uma coisa: vamos todos nos perder de vista um dia. E o tempo para ver os ex-colegas de colégio não vai existir. Os papéis de telefones que acabamos de anotar vão sumir como que por encanto. Crescer é, de certa forma, se separar das pessoas amadas.
Vamos descrobrir, na carne, que sentir, nessa vida, é sentir o tempo indo embora.
Alguns momentos, algumas coisas, ou pessoas, cheiros, visões, objetos e lembranças, nos põem em contato com o passar do tempo. Tudo o que nos emociona, tudo o que nos toca fundo, é o tempo chegando e indo embora. Se eu pudesse dar um conselho, eu diria: não queiram nunca ser eternamente jovens; gostar de viver é gostar de sentir, e gostar de sentir é, necessariamente, gostar de envelhecer.
A vida, para uns, será mais suave; para outros, mais dura. Às vezes por castigo, às vezes por acaso. Falem com o tempo. Conversem com ele. Fiquem íntimos dele. O tempo é a nossa única companhia garantida até o último instante.
Sejam orgulhosos da derrota, e bondosos na vitória.
Papo rápido no uatizape.
Há 3 semanas