quarta-feira, março 03, 2010

Noite quente.

Era perto das sete da manhã e o sol escorregava sem convicção pelos eucaliptos.
E pelas ruas que serpenteiam ladeira acima, a animação continua.
Ele não chora mais as feridas da lembrança e nem das noites em que sonhava. Era um dia após o outro.
Sozinho em casa, com um bafo etílico, o incenso lhe causava uma tontura gostosa.
Realmente sentia remorso e raiva pelas coisas que tinha (ou não) feito na noite passada. Agora ele só pensava.