<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575</id><updated>2011-12-09T14:33:33.398-02:00</updated><title type='text'>Querida, que tal baixar o televisor?!</title><subtitle type='html'>Gosto de analisar histórias alheias e cotidianas. Buscando sentimentos que fingimos não existir. Querendo ou não, a lembrança sempre vem numa noite sem luar.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>124</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-1489832629777446379</id><published>2011-12-09T14:33:00.000-02:00</published><updated>2011-12-09T14:33:33.402-02:00</updated><title type='text'>Questão de tempo.</title><content type='html'>Ventava um pouco, e cada vez que a porta se abria, para a entrada ou a saída de alguém os cabelos dela voavam-lhe no rosto. Ao erguer a mão pela terceira vez para afastá-los, prendeu a fivela do relógio na malha do vestido, na altura do ombro.&lt;br /&gt;Todos os olhares convergiam para ela. Não tinha outra saída senão puxar a mão com força e arrebentar a malha do vestido, que continuava a prender o relógio. Abaixou o rosto e, antes de fazer o movimento desejado, sentiu dedos fortes e ágeis entre os seus, que, numa fração de segundo, soltaram-lhe a mão. Surpresa, levantou o olhar e se deparou com o de um homem cuja expressão era suave e alegre.&lt;br /&gt;Como os seus, os olhos eram da cor de verde, só que de um tom diferente. Algo naquelas feições lhe era vagamente familiar. Os cabelos pareciam ter a tendência de cair um pouco na testa, e o corte os afastava das orelhas, estreitando-se um tanto da nuca. O conjunto todo era o de um rosto famoso.&lt;br /&gt;Ficaram tantos dias longe que ela parecia ter esquecido suas feições. Apenas as lembranças no seu consciente. Agora ela lembrara: era o homem de sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-1489832629777446379?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/1489832629777446379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/12/questao-de-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1489832629777446379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1489832629777446379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/12/questao-de-tempo.html' title='Questão de tempo.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-3980837445044274254</id><published>2011-12-02T13:31:00.000-02:00</published><updated>2011-12-02T13:31:20.273-02:00</updated><title type='text'>É o meu doce começo.</title><content type='html'>O jantar era composto por amigos, amigos de amigos e conhecidos destes amigos dos amigos.&lt;br /&gt;Ela o esperava. Havia mais ou menos uns... vários dias que não se viam. E ela estava lá, sentada à mesa com pessoas que nem conhecia. Esperando.&lt;br /&gt;Tentava ignorar as pretensiosas besteiras de um poeta, um cara muitos anos mais velho e que não tinha nenhum respeito pela impaciência dos outros. Ele estivera divagando sobre si mesmo por mais de uma hora e ela, a princípio, tinha escutado respeitosamente porque era do tipo de pessoa cujo comportamento adulto - em situações como essa - refletia a sua educação de criança; e quando criança, tinham lhe ensinado a ser polida.&lt;br /&gt;Por outro lado, tinha um genuíno interesse por escritores mais velhos e, ficava sentada, fascinada, enquanto eles contavam suas histórias sobre arte e ambições (a fofoca, embora antiga, era deliciosa!) de quarenta anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estás me esperando há muito tempo? - ele perguntou.&lt;br /&gt;E subitamente lhe ocorreu que sim, ela estivera esperando havia muito tempo.&lt;br /&gt;- Claro - ela respondeu distraidamente, notando o sorriso torto que a fazia se lembrar, embora de maneira nada desagradável, de um lobo rosnando, e se virou justamente quando o velho poeta ciumentamente estendia sua mão para chamar sua atenção para o hilariante, para ele, final da história. Ela riu e bateu no joelho, num gesto tão falsamente descontraído que logo a fez rir realmente pra valer. Encontrando os olhos de P.H. enquanto assim se divertia, notou neles um brilho particular que imediatamente reconheceu.&lt;br /&gt;''Meu amante'', ela pensou, observando seus cabelos, seus olhos claros, tão sensíveis, protegidos pelo par de óculos, sua pele não era tão perfeitamente bronzeada quanto poderia ser, mas que definitivamente lhe agradava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-3980837445044274254?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/3980837445044274254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/12/e-o-meu-doce-comeco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3980837445044274254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3980837445044274254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/12/e-o-meu-doce-comeco.html' title='É o meu doce começo.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-9184302054677444964</id><published>2011-11-23T12:50:00.000-02:00</published><updated>2011-11-23T12:50:54.625-02:00</updated><title type='text'>Aqueles dias de ouro.</title><content type='html'>Enlaçou seu braço no dele e convidou:&lt;br /&gt;- Vamos para casa?&lt;br /&gt;- Vamos.&lt;br /&gt;Ela apertou seu braço com força.&lt;br /&gt;Ele sorriu, com um pouco de preocupação em seu olhar:&lt;br /&gt;- Tu sabes que não gosto quando apertas meu braço desta maneira. Parece me pedir socorro. Fico preocupado.&lt;br /&gt;- Eu sei, meu amor. - e sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarem em casa, ele insistiu para que ela tomasse um banho demorado. Isso aliviaria a tensão que sentira no momento.&lt;br /&gt;Sentindo-se bem mais reconfortada, ela acomodou-se no sofá da sala. Vestia uma camisa de seu amado e olhava absorta pela janela, enquanto tragava um cigarro.&lt;br /&gt;Ele a procurara cheio de amor:&lt;br /&gt;''Estou aqui, meu amor, e vou ficar pelo tempo que tu quiseres''&lt;br /&gt;- Que tal para sempre? - sugeriu ela.&lt;br /&gt;Ele concordou com um sorriso e um aceno com a cabeça.&lt;br /&gt;Beijou-a com toda a delicadeza e controle como se ela fosse a criatura mais frágil desse mundo e que precisasse ser tratada com o máximo de cuidado.&lt;br /&gt;Ela retribuiu a carícia e ajeitou-lhe os cabelos na testa. Bem de leve, traçou uma linha, com a ponta dos dedos, que desceu pelas pálpebras, passou pelas bochechas e contornou os lábios. Desejava tocá-lo, vê-lo e respirar o aroma familiar.&lt;br /&gt;Ele acariciou-a na coxa exposta logo abaixo da barra da camisa. Sorriu ao ver que a mão tremia.&lt;br /&gt;Tivera tanta saudade dele. Durante os dias e noites de solidão, ela havia sonhado com aquele momento de reencontro. Queria tê-lo entre os braços, amá-lo e satisfazer-lhe os desejos. Todos os momentos de separação haviam sido preenchidos por recordações saudosas e pelo desespero de não poder tê-lo. Mesmo agora, custava-lhe acreditar que a sua entrega fosse total.&lt;br /&gt;Ele abraçou-a sôfrego e enterrou o rosto na curva de seu pescoço, de onde a voz saiu abafada:&lt;br /&gt;- Tente ver se consegue escapar - provocou.&lt;br /&gt;Havia muito que precisavam esclarecer e dizer um ao outro. Precisava fazer-lhe promessas, ouvir as suas e, acima de tudo, planejar o futuro. Porém, seus corpos já se comunicavam na linguagem natural do amor, e as palavras que deveriam ser ditas, passaram a ser supérfluas ante a comunhão física perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar dela revelava a nudez do desejo e da sensualidade. Ele beijou-a na face e afagou-lhe os cabelos. Queria adorar cada centímetro daquele corpo e que aquele prelúdio fosse eterno, mas não podia ignorar a exigência da satisfação total. Com um meio sorriso, sussurrou:&lt;br /&gt;- Tu te importas que a gente faça amor primeiro e depois converse?&lt;br /&gt;Ela concordou em silêncio, puxando-o pelos ombros de encontro ao próprio corpo, porém, murmurou:&lt;br /&gt;- Há uma coisa que preciso dizer antes.&lt;br /&gt;Fazia tanto tempo que ansiava pronunciar as palavras simples de significado tão profundo.&lt;br /&gt;- Eu te amo - sussurrou meiga.&lt;br /&gt;Isso era tudo que ele desejava ouvir.&lt;br /&gt;Lá fora reinava a ruína, mas, nos braços um do outro, eles construíram o próprio mundo. Amaram-se através da noite, e o sonho que tinham arquitetado havia tantas semanas era, finalmente, deles para a eternidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-9184302054677444964?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/9184302054677444964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/11/aqueles-dias-de-ouro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/9184302054677444964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/9184302054677444964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/11/aqueles-dias-de-ouro.html' title='Aqueles dias de ouro.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-576342773906703773</id><published>2011-11-16T12:58:00.000-02:00</published><updated>2011-11-16T12:58:37.773-02:00</updated><title type='text'>60 revoluções por minuto.</title><content type='html'>Como se o dia prometesse ser excepcionalmente bom, acordei com ótima disposição de espírito. A luz dourada do sol, através das cortinas transparentes que cobriam uma das paredes inteiras do quarto, chegava até a cama e, com o farfalhar da brisa, parecia produzir centenas de diamantes que brincavam nas cobertas.&lt;div&gt;Adorava essa janela imensa que jamais fechava durante a noite para poder acordar com a luminosidade matinal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cantarolando baixinho, fui até a cozinha, passando por todos os cômodos da casa enquanto admirava a decoração e tocava um ou outro objeto mais querido.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Em todos os cômodos o sol infiltrava-se através de janelas exageradas, e em cada um havia um relógio. Ao ouvir o tique-taque deles, eu mantinha a ilusão de estar no controle do tempo, embora fora consciente de minhas limitações.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eram oito e meia da manhã, e estava certa de que seria um dos melhores dias da minha vida. Às nove, em ponto, quando o telefone tocou, convenci-me de que seria o pior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As notícias só podiam ser péssimas, pensei desolada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Olhei em volta numa tentativa de recuperar o contentamento com que despertei.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Há cinco anos, tudo não passava de um sonho nebuloso e distante. No entanto, como se o céu se abrisse, os tesouros começaram a cair sobre a minha cabeça. ''E se desaparecessem da mesma forma?'', indaguei, aflita.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Apanhei-me mais uma vez com uma bolacha a meio caminho da boca. Devolvi-a depressa à lata. Sabia que estava sendo infantil ao me deixar dominar pela insegurança, meu pior defeito.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu precisava reconhecer quão boa eu era. O céu havia-se aberto para cobrir-me com uma chuva de benefícios? Não! Tudo o que eu possuo é fruto de esforço e trabalho próprios, qualidades essenciais para se chegar ao sucesso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ninguém pode me tomar o que por direito me pertence.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Logo, recebi uma mensagem: ''Ainda bem que o tem bom humor não se foi junto com tudo que perdestes''.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passei o resto da manhã tentando seguir esse raciocínio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-576342773906703773?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/576342773906703773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/11/60-revolucoes-por-minuto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/576342773906703773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/576342773906703773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/11/60-revolucoes-por-minuto.html' title='60 revoluções por minuto.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7149341504255920274</id><published>2011-11-11T15:25:00.000-02:00</published><updated>2011-11-11T15:25:58.459-02:00</updated><title type='text'>Só diga o que você precisa.</title><content type='html'>- Tu não compreendes - ela disse-me. - Não se trata dele, absolutamente.&lt;br /&gt;- Ahn...&lt;br /&gt;Voltou-se para mim e viu em meu rosto tamanha curiosidade, uma tal mania de conselhos, uma tal expressão de vampirismo. Asseverei, com gravidade:&lt;br /&gt;- Pensas entrar para um convento?&lt;br /&gt;Eu, embalei-me em longa dissertação sobre os prazeres da vida, os passarinhos, o sol, etc.&lt;br /&gt;- Queres deixar tudo isso só por causa desta loucura?&lt;br /&gt;E falei também sobre os prazeres do corpo, baixando a voz, cochichando:&lt;br /&gt;- É preciso não esquecer.... que ''isso'' também tem importância.&lt;br /&gt;Em suma, eu acabaria ali, lançando de forma que lhe descrevia os prazeres da vida. Seria possível que a vida se reduzisse ''àquilo'' para alguém?&lt;br /&gt;Ainda por cima, ela se mostrou tão opulenta em lugares comuns, tão pronta à odiosa promiscuidade das mulheres, às confidências pormenorizadas, que a larguei ali mesmo na calçada, com alegre e súbita decisão. E resolvi, alegremente: ''Suprimos também Caroline. Caroline e seus devotamentos''. E para abrandar a minha ferocidade, tive vontade de cantarolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passeei durante uma hora, entrei em seis lojas, discuti a torto e a direito, com desembaraço. Sentia-me livre, alegre mesmo, pois aquela cidade, agora, me pertencia. Ela pertencia aos sem escrúpulos, aos desenvoltos; eu sempre notara isso, porém de forma cruel, por falta mesmo de desenvoltura. Mas daquela vez era a minha cidade, a minha bela cidade dourada e categórica ''que nos pagava conforme a tratávamos''.&lt;br /&gt;Exaltava-me e impelia-me qualquer coisa; provavelmente, alegria. E eu caminhava depressa, sentia um peso de impaciência, de sangue, nos pulsos, julgava-me ridiculamente jovem. Em momentos assim, de felicidade louca, tinha a impressão de atingir uma verdade muito mais evidente do que as pobres verdadezinhas tão reteiradas de minhas tristezas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7149341504255920274?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7149341504255920274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/11/so-diga-o-que-voce-precisa.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7149341504255920274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7149341504255920274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/11/so-diga-o-que-voce-precisa.html' title='Só diga o que você precisa.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-4523898328983793951</id><published>2011-10-28T15:23:00.001-02:00</published><updated>2011-10-28T15:24:02.808-02:00</updated><title type='text'>Velhos hábitos morrerão lentamente.</title><content type='html'>Ele ficou constrangido, assumindo uma expressão digna que lhe caía mal. Eu o preferia alegre. Gostamos que as pessoas, às quais fazemos bem, vivam alegres. Isso nos cria menos escrúpulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou-se. &amp;nbsp;Via-se que não suportava a presença daquela mulher. Senti vontade de rir. Eu também sentia certas antipatias físicas, mas era obrigada a escondê-las. Havia nele qualquer coisa de infantil.&amp;nbsp;Pegou no copo, ergueu-o, inclinando para trás a cabeça, e engoliu o uísque de uma só vez. Eu me sentia como espectadora no teatro. Procurava convencer-me de que aquele não era o momento de esgueirar-me da cena, porém experimentava uma impressão de absoluta irrealidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclinou-se um pouco para a frente, com o copo vazio entre as mãos, fazendo girar o gelo com relativa cadência. Falava sem me olhar.&lt;br /&gt;Eu escutava-o sem reagir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu contemplava aquele grupo tagarela, branquicento e agitado em redor da mesa, e sentia-me invadida por uma hilaridade espontânea, enquanto pensava sempiternamente: ''Afinal, o que é que estou fazendo aqui?''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É medonho declarar, mas quando se conhece alguém, se conhece inclusive sua maneira de sofrer, e isso parece bastante aceitável. Propriamente aceitável, não; mas conhecido e portanto, menos assustador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia-me que doravante haveria entre nós de "irrepensável" ou mesmo de irreparável em qualquer novo ensaio de futilidade. Estava decidida, enfim, como uma jovem do século XVIII, a exigir-lhe reparação por um beijo.&lt;br /&gt;É engraçado a forma como achamos que um beijo com amor cura tudo. E pensando bem, cura tudo mesmo. Ou quase tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-4523898328983793951?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/4523898328983793951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/10/velhos-habitos-morrerao-lentamente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4523898328983793951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4523898328983793951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/10/velhos-habitos-morrerao-lentamente.html' title='Velhos hábitos morrerão lentamente.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7814782384630437221</id><published>2011-10-19T14:32:00.005-02:00</published><updated>2011-10-19T14:33:26.059-02:00</updated><title type='text'>Velha história.</title><content type='html'>Viajávamos com um casal de amigos para o interior.&lt;br /&gt;Pela janela do carro, olhávamos a&amp;nbsp;grama. Era como um tapete, tão novinha, macia e funda.&lt;br /&gt;O motorista fez, tão inopinadamente, a curva da rodovia para uma estradinha, e fui projetada contra P.H. Ele me reteve com ar decidido e terno.&lt;br /&gt;- Tu pareces um pássaro - comentou nossa amiga, voltando-se e olhando-nos. Era um olhar distinto e correto, que assumia aquele ar cúmplice e aprovador. Parecia significar, simplesmente, que eu ficava muito bem assim, nos braços de P.H., e que eu era enternecedora. Aliás, agradava-me bastante ser enternecedora; isso evitava, muitas vezes, que eu tivesse que acreditar, pensar e responder.&lt;br /&gt;- Um pássaro velho - disse eu. - Às vezes me sinto muito velha.&lt;br /&gt;- Eu também - replicou. - No meu caso é mais admissível.&lt;br /&gt;Todos rimos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7814782384630437221?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7814782384630437221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/10/viajavamos-com-um-casal-de-amigos-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7814782384630437221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7814782384630437221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/10/viajavamos-com-um-casal-de-amigos-para.html' title='Velha história.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-336544652361577381</id><published>2011-10-14T09:12:00.003-03:00</published><updated>2011-10-14T09:17:30.769-03:00</updated><title type='text'>Qual é a pior coisa que eu posso dizer?</title><content type='html'>Eu transformava tudo aquilo que havia me acontecendo numa bela equação árida, cínica, muito adequada. Além disso, sentia-me extraordinariamente disposta. Aceitava todas aquelas tristezas, todos aqueles conflitos, todos aqueles prazeres em marcha, aceitava tudo previamente, com derrisão.&lt;br /&gt;Li até o fim da tarde. Larguei o livro, apoiei a cabeça no braço, fiquei contemplando o céu passar do tom malva ao cinzento. E inopinadamente me senti fraca e indefesa. Minha vida fluía, e eu não fazia nada a não ser troçar.&lt;br /&gt;Ter alguém assim contra o meu rosto... Para retê-lo, apertá-lo de encontro a mim, com a lancinante violência do amor...&lt;br /&gt;Me levantei e saí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como toda pessoa que vive de suas comédias inacabadas, não podia suportá-las senão escritas por mim. Apenas por mim.&lt;br /&gt;De mais a mais, eu sabia muito bem que aquele divertimento - se divertimento havia - era perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como todas as pessoas que mentem com facilidade, eu era sensível e sincera às atmosferas onde tinha que desempenhar o meu papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, durante todo aquele tempo eu estava tentando perder uns quilos de qualquer maneira. Isso, minha pressão sanguínea e o açúcar me fizeram ficar bem entretida. Eu sentia que, se conseguisse emagrecer um pouco, a vida seria um doce...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Deixa eu sentar no teu colo enquanto essa salada que comi faz efeito.&lt;br /&gt;Ele ri.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas tentar emagrecer toma toda a atenção que eu teria pra gastar. Finalmente encarei o fato de que minha gordura é a mágoa que eu não admitia, nem mesmo pra mim mesma, e que tenho tentado me livrar dela há anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;De repente, o&amp;nbsp;tempo voltou, o interesse era outro. E houve de novo os minutos, as horas, os cigarros.&lt;br /&gt;Eu ainda era a Dona Mariana Ribeiro Ninguém-de-Lugar-Nenhum. Mas eles ainda querem o que eu quero, só que não é meu.&amp;nbsp;Parecem um bando de cães de caça tentando engolir um cheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;''Tu sempre tem cara de sono'', ele diz.&lt;br /&gt;''Mas não se pode ficar dormindo pela vida sem querer viver'', eu respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta se lamentar. Seja o que for, tem muito mais em algum lugar.&lt;br /&gt;O truque está em viver o suficiente para poder colocar os seus blefes de jovem em uso.&lt;br /&gt;No fundo, viver era arranjar-se o mais satisfatoriamente possível. Parecia tão fácil, agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-336544652361577381?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/336544652361577381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/10/qual-e-pior-coisa-que-eu-posso-dizer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/336544652361577381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/336544652361577381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/10/qual-e-pior-coisa-que-eu-posso-dizer.html' title='Qual é a pior coisa que eu posso dizer?'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-8079033881883713451</id><published>2011-10-01T02:44:00.001-03:00</published><updated>2011-10-19T14:38:32.229-02:00</updated><title type='text'>S-a-u-d-a-d-e.</title><content type='html'>Saudade de envolver meus braços no teu pescoço e te dar um beijo no cantinho da bochecha; de sentir o cheiro da tua nuca; de tentar te distrair quando tu quer assistir TV.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Saudade de quando tu morde o polegar e eu dou uma gargalhada, porque sempre acho isso muito infantil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade de te ver andando pela casa sem camisa, com aquele cheiro de banho recém tomado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade de acordar deitada no teu colo enquanto tu ainda tá assistindo aqueles filmes chatos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade de ouvir tua voz, de te ouvir rindo das coisas imbecis que eu falo, ou quando tu diz ''ai, guriiiia'...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade das cócegas, dos beliscões, dos cafunés e dos abraços.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade de te incomodar, de te beijar, de te morder e te fazer rir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade de dormir ao teu lado, de sentir teu corpo bem junto ao meu...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade de quando tu tenta me tirar da cama logo cedo, e eu, preguiçosa, quero ficar dormindo o dia todo, aí tu fica irritado e diz que o dia tá lindo demais pra gente ficar na cama, mas eu sempre acabo ganhando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade de cantar e de assoviar pra ti.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade de lutar contigo e de te ouvir reclamar feito um velho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade, também, do teu sorriso, dos teus olhos claros e da tua boca linda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade de pegar na tua mão, e apertar com força sempre que preciso de ti.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saudade de ouvir teus elogios, e tu dizendo que me ama quando eu menos espero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vem logo, amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-8079033881883713451?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/8079033881883713451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/10/s-u-d-d-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8079033881883713451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8079033881883713451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/10/s-u-d-d-e.html' title='S-a-u-d-a-d-e.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2326526940096417879</id><published>2011-09-28T15:50:00.007-03:00</published><updated>2011-12-01T10:54:39.648-02:00</updated><title type='text'>Ela nunca os ouviu...</title><content type='html'>Gabriela nem conhecia seu pai. Sua mãe trabalhava em casas particulares. Era assim que ela descrevia o seu trabalho, pra fazer com que parecesse melhor. ''Eu trabalho em casas particulares'', ela dizia. E isso soava melhor do que dizer ''eu sou uma empregada doméstica'', ela achava.&lt;br /&gt;Ganhava o suficiente para pagar o aluguel e comprar pão e leite para casa.&lt;br /&gt;Às vezes, era obrigada a deixar Gabriela sozinha em casa, porque não tinha condições de pagar alguém para cuidar da menina.&lt;br /&gt;Uma vez, ela levou a filha para o trabalho. Era como estar no país das maravilhas. Tudo era limpíssimo e novo, mesmo antes dela começar a limpar.&lt;br /&gt;A menina já tinha quatorze anos, mas parecia mulher feita.&lt;br /&gt;No dia seguinte, o dono da casa onde sua mãe estava trabalhando foi buscá-la na escola. Ela entrou no carro... ele a levou até o escritório dele, e começou a fazer perguntas do tipo ''como vocês vivem?'' e ''em que série você está?''. E aí começou a tocá-la, ela estava amedrontada... e ele a estuprou. Mas depois ele falou que não tinha a forçado, que ela sentia alguma coisa por ele, e lhe deu algum dinheiro. Ela estava chorando quando descia as escadas. Queria matá-lo.&lt;br /&gt;Ela nunca contou para sua mãe. Nunca contou para ninguém. Mas uns dois dias depois, o ocorrido se repetiu, e ela foi se acostumando, recebendo dinheiro e presentes. Disse para sua mãe que estava trabalhando como babá depois da aula.&lt;br /&gt;Isso continuou por dois anos. Ela só se deitava lá, na cama da esposa dele, e ficava pensando em como resolver alguns problemas de álgebra ou pensava no que iria comprar.&lt;br /&gt;Mas, um dia, sua mãe chegou antes que ela saísse de casa, e descobriu tudo. Fez mil perguntas sem cabimento e a menina, disse, por fim, que &lt;i&gt;ele a amava.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;A essas alturas, sua mãe chorava e rezava desesperadamente. Os vizinhos escutaram os gritos e os choros de Gabriela, que estava apanhando. Sua mãe lhe bateu com um cordão de ferro elétrico, até que não pudesse mais erguer o braço. E depois teve um de seus ataques, contorcendo-se e suando e tentando arranhar o chão. Isso aterrorizou a menina mais do que a surra.&lt;br /&gt;Ela começou a detestar sua mãe. Discutiam todos os dias, durantes meses. E a menina, com dezesseis anos, ainda continuava com aquele homem e, com a ajuda dele, colocou sua mãe num asilo.&lt;br /&gt;Seu corpo continuava fazendo o que era pago para fazer. Ela se arrependeu, meses depois, de ter colocado sua mãe no asilo e quando foi procurá-la, era tarde demais: ela havia morrido. E ela matou o homem que destruiu a vida dela.&lt;br /&gt;Ele tinha um revólver na gaveta de seu escritório, ela pediu que ele colocasse um casaco grosso - pois assim não teria de ver o sangue - e o matou. Antes de sair, roubou todo o dinheiro dele e foi para casa. Ninguém suspeitou dela.&lt;br /&gt;E no dia seguinte, a esposa dele foi até a casa de Gabriela para pedir que ela cuidasse das crianças para que ela pudesse ir ao enterro do marido.&lt;br /&gt;E ela aceitou, claro, não podia deixar que desconfiassem dela.&lt;br /&gt;E lá estava Gabriela, sentada na cama da esposa, com os filhos, comendo a galinha frita que a mulher tinha preparado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2326526940096417879?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2326526940096417879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/ela-nunca-os-ouviu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2326526940096417879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2326526940096417879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/ela-nunca-os-ouviu.html' title='Ela nunca os ouviu...'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7111279992173636378</id><published>2011-09-27T18:47:00.003-03:00</published><updated>2011-10-19T14:40:55.081-02:00</updated><title type='text'>Aonde nós vamos a partir daqui?</title><content type='html'>Sofia me telefonou, depois de anos sem dar notícias. Marcamos um encontro, um jantar.&amp;nbsp;Antes desse jantar, passei dois dias bastante monótonos.&amp;nbsp;Afinal, o que eu tinha para fazer?&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Naquela noite, antes de dirigir-me à casa de Sofia, fui fazer uma curta visita a Ana. Demorei-me apenas meia hora. Ana era vivaz, autoritária e vivia perpetuamente apaixonada.&lt;/div&gt;Naquele dia ela estava apaixonada por um atendente de uma farmácia; e fez-me longa descrição do idílio. Minha indiferença tornava-se poética a seus olhos.&lt;br /&gt;Mas, já estamos bem compenetradas de nossos respectivos papeis. Ela contava e eu ouvia. Ela me aconselhava e eu não prestava atenção.&lt;br /&gt;Aquela visita deprimiu-me. Dirigimo-nos para a casa de Sofia sem grande entusiasmo. Sentia mesmo certo receio: seria preciso falar, mostrar-me afável, causar boa impressão. Preferia jantar sozinha, girar entre os dedos um pote de mostarda, permanecer distraída, muito vaga, indeterminadamente ausente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei na conveniência de simular algum interesse pela profissão dela, coisa que nunca me ocorria. Vontade me vinha vez ou outra de perguntar a alguém: ''Tem algum caso amoroso? O que é que está lendo?'', mas nunca sentia curiosidade pela profissão de uma pessoa... coisa que decerto muita gente julga primordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Parece um pouco tensa.&lt;br /&gt;- Quer um pouco de uísque?&lt;br /&gt;- Sim, por favor.&lt;br /&gt;- Ela já tem fama de beber muito - comentou Ana. - Sabe por que motivo? Tem o lábio superior um pouco curto; e quando bebe, fechando um pouco os olhos, isso lhe dá o ar de fervor que nada tem a ver com o uísque.&lt;br /&gt;- Todos riram.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7111279992173636378?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7111279992173636378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/aonde-nos-vamos-partir-daqui.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7111279992173636378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7111279992173636378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/aonde-nos-vamos-partir-daqui.html' title='Aonde nós vamos a partir daqui?'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-9182507725413150063</id><published>2011-09-22T15:35:00.003-03:00</published><updated>2011-09-22T22:05:42.436-03:00</updated><title type='text'>Será que eu nasci para lhe dizer?</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Nos amamos, estirados na cama. Depois, conversamos uma porção de tempo, no escuro. Sentia-me bem. E em mim, como num animal quente e vivo, havia sempre aquele gosto de alegria, de excitação e, às vezes, de exaltação. Julgava-me vagamente hipocondríaca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A manhã passou lentamente. Meu despertar foi muito agradável, muito suave, como certas manhãs indeterminadas de minha infância. Mas não era um desses longos dias amarelos e solitários, entrecortados, que me esperava. Eram ''os outros''. Os outros, para com os quais eu tinha um papel a desempenhar, um papel pelo qual eu era responsável. E essa responsabilidade, essa atividade, me agarraram logo pela garganta.&lt;br /&gt;Enterrei a cabeça no travesseiro com uma impressão de mal-estar físico. Depois me lembrei dos beijos dele, e qualquer coisa se rasgou suavemente em mim.&lt;br /&gt;O banheiro era maravilhoso. Uma vez na água, pus-me a cantarolar alegremente.&lt;br /&gt;Alguém bateu com força no tabique e bradou:&lt;br /&gt;- Será que é possível deixar dormir os pobres mortais?&lt;br /&gt;Era uma voz alegre. A voz dele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-9182507725413150063?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/9182507725413150063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/sera-que-eu-nasci-para-lhe-dizer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/9182507725413150063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/9182507725413150063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/sera-que-eu-nasci-para-lhe-dizer.html' title='Será que eu nasci para lhe dizer?'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-8863148808218893773</id><published>2011-09-22T14:24:00.002-03:00</published><updated>2011-09-22T14:31:55.268-03:00</updated><title type='text'>Não olhe para trás.</title><content type='html'>Tanto tempo sem ver aquele saudoso amigo...&lt;br /&gt;Fui convidada para um jantar na casa de sua mãe. Aliás, a mãe dele era mais minha amiga do que ele mesmo. Uma mulher bem vivida, sábia, que dava bons conselhos e compartilhava ideias comigo, volta e meia me convidava para tomar um café ou bater um papo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jantar foi mortal. Havia, efetivamente, convidados: um casal tagarela e bem informado. Durante a sobremesa, o marido, que nem lembro o nome (só lembro que ele era presidente de não sei que conselho administrativo), não se conteve e encetou o clássico refrão:&lt;br /&gt;- E você, menina, é também uma dessas infelizes existencialistas? - E, voltando-se para as outras pessoas na mesa: - Na verdade, essa mocinha desabusada me assombra. No nosso tempo de mocidade, amávamos a vida! Divertíamos-nos, farreávamos um pouco, mas com alegria, com desenvoltura, palavra de honra!&lt;br /&gt;Duas mulheres riram com ar entendido. Um rapaz bocejou, outros, tentavam entender porquê aquelas pessoas eram tão insuportáveis. Quanto a mim, era a décima vez que senhores nédios e grisalhos se serviam de minha pessoa para alvo de seu sadio bom humor, mastigando com delícia ainda maior, porque lhe ignorava o sentido, a palavra ''existencialismo''. Respirei fundo.&lt;br /&gt;- Meu prezado senhor - ponderei - desconfio que é apenas na sua idade que se faz farra. Os jovens de hoje fazem o amor, e é preferível, decerto. É preciso uma secretária e um bom cargo, para se fazer farra.&lt;br /&gt;O bon vivant não replicou. O resto do jantar decorreu sem brilho, todos conversando mais ou menos, exceto eu.&lt;br /&gt;Eu pouco exigia de um ambiente; bastava que não me aborrecesse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-8863148808218893773?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/8863148808218893773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/nao-olhe-para-tras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8863148808218893773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8863148808218893773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/nao-olhe-para-tras.html' title='Não olhe para trás.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7643132759373403919</id><published>2011-09-09T12:13:00.005-03:00</published><updated>2011-09-09T12:20:05.135-03:00</updated><title type='text'>Someone like you.</title><content type='html'>''Lembra-te, afinal, desses dias de verão, desses dias de inverno, de teu quarto...''&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo aquele tempo, repetia seu nome dentro de mim mesma, e para o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vesti-me e saí para encontrá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos a tarde em um café - uma tarde de inverno como as outras. Lembro-me que em determinado momento fiquei olhando para a janela. E isso, com muita ternura, como se estivesse olhando para um rosto. E, por algum motivo, fui invadida por violenta sensação de felicidade; pela intuição física transbordante de que ia morrer um dia, de que não haveria mais aquele sol em meus olhos, nem aquela companhia.&lt;br /&gt;Ele olhava-me, e ao ver meu sorriso, ficou curioso. Não admitia que eu fosse feliz, sem que compartilhasse com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, levou-me para conhecer seu lugar favorito. Uma casa de praia, antiga, abandonada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro do carro, numa estradinha de chão, eu caía contra ele, por conta dos solavancos. E ele, envolvia-me &amp;nbsp;num abraço protetor. Eu apoiava-me em seu casaco, contra a curva de seu ombro, aquele ombro que muito me protegera.&lt;br /&gt;Respirava seu perfume natural, reconhecia-o bem, emocionava-me. Meu primeiro amante. Fora nele que eu conhecera o perfume do meu próprio corpo. É sempre no corpo dos outros que conhecemos o nosso, de alto a baixo, com seu aroma; no começo, com desconfiança, depois, com reconhecimento grato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminhamos pelo jardim, nossos papos agora harmonizavam, como os nossos corpos à noite.&lt;br /&gt;Ele segurava minha mão, e íamos assim, delgados, agradáveis, como imagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parou, cingiu-me nos braços. E aquelas mãos, soerguendo o meu rosto! E aquela boca tão cálida, tão doce, tão bem feita para a minha! Ele abandonara os dedos em redor de meu rosto e agora os apertava com força, enquanto nos beijávamos. Passei meus braços em redor de seu pescoço. Tinha medo de mim, dele, de tudo que não fosse aquele momento.&lt;br /&gt;Então eu fechava os olhos, sob o calor que me invadia as têmporas, as pálpebras, a garganta. Surgia em mim alguma coisa que eu não conhecia, que não tinha a pressa nem a impaciência do desejo, mas que era agradável, lenta e perturbadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estirado junto a mim, beijava-me com uma espécie de respeito, de tremor, que me emocionava e me incutia medo. Eu teria gostado mais da alegria desenvolta do começo, do aspecto jovem, animal, de nossos enlances. Mas quando ele se alongou sobre mim, quando me procurou com impaciência, lembrei que era saudade.&lt;br /&gt;Era ele. E esta angústia, e esse prazer.&lt;br /&gt;Ainda hoje, principalmente hoje, aquela felicidade, aquele esquecimento de corpos parece-me uma incrível dádiva e uma estranha derrisão, se penso em meus raciocínios, em meus sentimentos e naquilo que não posso - não obstante o que me resta - deixar de chamar o essencial.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Teve um sorriso cúmplice, do qual compartilhei. Eu gostava de casas desconhecidas, dos banheiros com ladrilhos brancos e pretos, das grandes janelas. Puxou-me e beijou-me na boca, suavemente. Eu conhecia sua respiração, sua maneira de beijar. Era ele de novo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7643132759373403919?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7643132759373403919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/someone-like-you.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7643132759373403919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7643132759373403919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/someone-like-you.html' title='Someone like you.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-6217680947968655288</id><published>2011-09-08T16:31:00.001-03:00</published><updated>2011-09-08T16:32:16.215-03:00</updated><title type='text'>Tempos difíceis.</title><content type='html'>- Com licença, senhora, posso sentar aqui?&lt;br /&gt;- Claro, menina!&lt;br /&gt;- Ai, estou cheia de dores, andei muito hoje!&lt;br /&gt;- Que absurdo esta reclamação, menina! Tu és jovem, e eu... eu&amp;nbsp;tenho estas rugas, aqui.&lt;br /&gt;De fato, tinha rugas bem marcadas nos cantos dos olhos. Respondi com ternura, tocando-as com o indicador:&lt;br /&gt;- Pois acho isso maravilhoso. Quantas noites, quantas viagens, quantas fisionomias vistas, para acabar ficando com esses vincozinhos! A senhora, de certa forma, até lucra. Na verdade, isso torna o semblante expressivo. Para ser franca, acho bonito, expressivo, perturbador. Detesto os rostos lisos.&lt;br /&gt;Ela deu uma risada.&lt;br /&gt;- Só para me consolar, tu provocarias a falência dos institutos de beleza. Como tu és gentil. Gentilíssima.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Senti vergonha e redargui:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Gentil, eu? Não sou tão gentil assim...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Gente nova detesta ser gentil. Mas tu não dissestes coisas desagradáveis nem injustas. Trata bem as pessoas. Eis porque a considero perfeita.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Pois não sou, não.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Havia muito tempo que eu não falava de mim. E, contudo, era um esporte que praticara muito, até os dezessete anos. Mas agora sentia uma espécie de lassitude. Na verdade, só poderia sentir interesse e amor por mim se alguém me quisesse bem e se interessasse pela minha pessoa. Julguei estúpido este último pensamento.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Estou exagerando - considerei em voz alta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tu me pareces bastante distraída - disse a senhora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- É porque estou amando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Notando que ela me contemplava, senti invadir-me a tentação de declarar-me: ''Senhora, eu o amo, mas ele mora longe, é uma situação tão complicada...''.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas antes que eu pudesse terminar meu pensamento, ela disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Tudo bem, mocinha, esta é a minha parada. Boa noite e boa sorte com seu amor!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-6217680947968655288?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/6217680947968655288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/tempos-dificeis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6217680947968655288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6217680947968655288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/tempos-dificeis.html' title='Tempos difíceis.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7872644496276046811</id><published>2011-09-08T00:47:00.002-03:00</published><updated>2011-09-08T00:50:13.339-03:00</updated><title type='text'>Estado de febre.</title><content type='html'>Assim, de repente, fui convidada por um amigo para ir até a casa de um conhecido: uma reunião, uma festa, uma confraternização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo, me convenci, ao observar as mulheres que achei no lugar, da minha falta de elegância e brilho. Em resumo: da jovem fatal que certa vez supus ser, só restava - por volta da meia noite - um frangalho desenxabido, uma pobre criatura envergonhada de seus trajes e que invocava intimamente seu amor - que a considerava bela.&lt;br /&gt;As pessoas falavam de bebidas caras e de suas virtudes para as ''ressacas''. Havia, portanto, diversos indivíduos que tomavam essas bebidas caras, cada manhã, compenetrando-se de que seus corpos maravilhosos que podiam ser usados nas farras, contanto que fossem cuidadosamente tratados logo a seguir. Deveria eu abandonar os livros, as conversas, as caminhadas e aproar para o litoral dos prazeres, do dinheiro, da futilidade e de outras distrações absorventes? Prover-me dos meios e transformar-me num belo objeto?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7872644496276046811?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7872644496276046811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/estado-de-febre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7872644496276046811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7872644496276046811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/09/estado-de-febre.html' title='Estado de febre.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2350800132118994303</id><published>2011-08-23T00:43:00.001-03:00</published><updated>2011-08-23T00:45:40.896-03:00</updated><title type='text'>É maior do que meus olhos.</title><content type='html'>O telefone tocou . Seus olhos encheram d'água. Por muito tempo esperava este momento.&lt;br /&gt;Respirou fundo, dirigiu-se até a cozinha, serviu um pouco de uísque. &lt;br /&gt;A campainha tocou. Era o carteiro, com um pacote. Com pressa, arrancou as fitas com uma faca. Dentro do pacote? Seu coração. Doente. Sujo. Feio, exalando um terrível odor, como se estivesse em decomposição.&lt;br /&gt;Estirou-se no sofá. Começava a anoitecer e uma chuva ameaçava cair. Seus olhos não se desfixavam do pacote.&lt;br /&gt;Por que? Era só o que ela se perguntava.&lt;br /&gt;Era a pessoa que mais lhe entendia, que sempre a apoiava, a pessoa por quem ela chorava de saudade. Não era seu namorado, mas era seu melhor amigo. &amp;nbsp;Sem medo de qualquer tipo de má interpretação, ela o ama com todas as suas forças. Força... É isso que ela procura nesse momento.&lt;br /&gt;Tão frágil. Às vezes filho, às vezes pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense no amor dentro da força do coração.&lt;br /&gt;''Novamente hoje, nós colocamos em nossos corações e mentes aqueles que pereceram neste lugar há um ano e também esses que vieram trabalhar no entulho e trazer a ordem para fora do caos, e nos ajudar a fazer sentido de nosso desespero''.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2350800132118994303?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2350800132118994303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/08/e-maior-do-que-meus-olhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2350800132118994303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2350800132118994303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/08/e-maior-do-que-meus-olhos.html' title='É maior do que meus olhos.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-8354165876120522530</id><published>2011-08-11T16:49:00.000-03:00</published><updated>2011-08-11T16:49:32.227-03:00</updated><title type='text'>Eu lembro cada beijo que eu te dei.</title><content type='html'>Eu tenho duas casas. Duas camas. E um amor.&amp;nbsp;&lt;div&gt;Quando durmo na cama de solteiro, tenho a certeza e a lembrança de estar longe de ti (quase 300km, pra ser mais exata).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na outra casa, na cama de casal, durmo acompanhada, durmo mais feliz, sossegada e protegida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trezentos quilômetros de distância: ''como vocês aguentam?'' - é o que todos me perguntam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tenho saudade de ser acordada com beijos nas costas. Saudade do calor debaixo das cobertas. Saudade de acordar mais cedo só pra te ver dormindo ao meu lado, deitar em teu peito e te beijar com ternura, enquanto meus olhos enchem d'água.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ter alguém pra amar, ter alguém que me ame incondicionalmente. Alguém que eu posso confiar, mais que um amigo, mais que um companheiro, mais que um cúmplice.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a pessoa que me faz rir, me sentir criança e mulher ao mesmo tempo, a pessoa que me fez crescer, que me ensinou a ver a vida de outro jeito, que me mudou, que me completou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cadê você agora, meu amor?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-8354165876120522530?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/8354165876120522530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/08/eu-lembro-cada-beijo-que-eu-te-dei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8354165876120522530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8354165876120522530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/08/eu-lembro-cada-beijo-que-eu-te-dei.html' title='Eu lembro cada beijo que eu te dei.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2645241147647724410</id><published>2011-08-03T22:59:00.001-03:00</published><updated>2011-08-03T23:01:34.504-03:00</updated><title type='text'>Minha alma canta blues.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;Em três semanas ela mudara muito. Não era a mesma pessoa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;Olhou pela janela. Com a certeza da rotina e do dinamismo da vida, o inverno continuava, gritando em silêncio sua grandiosa estadia, compondo nos jardins sua magnífica mensagem natural.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;Saiu sem rumo,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;entrou no primeiro bar que encontrara, uma taberna na qual canecas de cerveja desapareciam com assombrosa facilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;Quarta-feira. Não gostava de quarta-feira.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;Recordações e sensações incontroláveis despertavam nela. Eram os piores dias do ano. O rádio derramava enormes quantidades de canções estúpidas e só se falava em futilidade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;Ela continuara sozinha, lembrando das coisas que lhe foram ditas por sua mãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;Às vezes lembrava-se dela... Ou será que era apenas a sua imaginação, como tantas outras coisas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; border-collapse: collapse; color: #333333; font-family: 'trebuchet ms', verdana, arial, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 18px;"&gt;Quem podia ouvir música com o volume baixo? Suspirou, indignada. E aumentou o volume do toca-discos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2645241147647724410?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2645241147647724410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/08/minha-alma-canta-blues.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2645241147647724410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2645241147647724410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/08/minha-alma-canta-blues.html' title='Minha alma canta blues.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2844286211764758673</id><published>2011-07-23T00:23:00.001-03:00</published><updated>2011-07-23T00:27:20.400-03:00</updated><title type='text'>Contracomplacente.</title><content type='html'>Teve uma de suas intuições. Mexeu o corpo, inquieta.&lt;br /&gt;Uma muda e amarga solidariedade, inútil porém calorosa, isolava-a do resto.&lt;br /&gt;Poderia amá-los apesar de tudo, ou era uma ilusão, uma necessidade produzida pela curiosidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Que tipo de sentimentos são aqueles?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Amá-los representava uma obrigação, um pagamento, seu próprio compromisso. E a possibilidade de ter paz interior.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O que acontece é que eu sou uma perfeccionista, uma intelectual barata e uma masoquista moral, nunca satisfeita, uma contrariadora da autocomplacência.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2844286211764758673?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2844286211764758673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/07/autocomplacente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2844286211764758673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2844286211764758673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/07/autocomplacente.html' title='Contracomplacente.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2664551884319736496</id><published>2011-07-01T10:25:00.008-03:00</published><updated>2011-07-01T10:34:28.829-03:00</updated><title type='text'>Gritos de guerra e champagne.</title><content type='html'>Aquela cidade repleta de presente e de passado e revelando um pouco do seu futuro.&lt;br /&gt;Levantou-se a contragosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...não queria falar com ninguém. Procurava na solidão um refúgio para seus pensamentos, só isso. Odiava os elogios gratuitos, as palavras fáceis e as palmas corteses. Odiava o cinismo adulto e a hipocrisia barata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;''Não deixe ninguém mandar em ti e assim será respeitada''.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor atingiu todas as suas terminações nervosas.&lt;br /&gt;Começou a golpear diversas vezes a parede com os punhos fechados, com toda a força, machucando-se, até que, ao apoiar a cabeça nela, conseguiu soltar, gemendo, os últimos demônios do seu corpo:&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;- Não veem que não sou como eles? Não veem que sou diferente?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;E começou a chorar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A decisão de toda uma vida nas mãos de uma resposta pronunciada a uma idade absurda.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Seria feliz vivendo uma existência aventureira, em contraste com a monotonia que imperava agora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Era a primeira vez que suplicava, que utilizava termos como ''por favor'' ou deixava o seu medo transparecer.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;''Nós vamos ser diferentes; já aprendemos a lição''.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Como faltavam dezessete dias para o seu aniversário, era melhor não forçar a situação, aparentar cooperação e bom ânimo. Pois, na verdade, a quem interessava isso?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Só a música valia a pena, tanto na vida como na morte.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2664551884319736496?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2664551884319736496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/07/venha-me-buscar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2664551884319736496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2664551884319736496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/07/venha-me-buscar.html' title='Gritos de guerra e champagne.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7589071669199242492</id><published>2011-06-20T00:19:00.002-03:00</published><updated>2011-06-20T00:21:20.485-03:00</updated><title type='text'>Come pick me up.</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;...seus olhos eternamente tristes, defendido pelos óculos que protegiam sua miopia.&lt;/div&gt;Toda paciência tinha seu limite.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela estava muito doce.&amp;nbsp;Quanto maior a doçura, maior podia ser a sua expulsão de violência, a cólera e a ira do seu orgulho.&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;E eles sentiram sua cólera aumentar.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O que podia fazer? Por que a obrigavam a entender os outros e ninguém, ninguém a entendia?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Nem mesmo se esforçavam.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Uma lenta e incontrolável onda de fúria invadiu-a. Estava no limite de uma resistência que considerava forte, mas que desmoronava, vítima dos elementos, todos aliados contra ela. Sentiu-se perdida e isso a obrigou a entrar no banheiro, vazio naquele momento. O espelho disse-lhe a verdade que mais odiava e lamentava.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Abriu a porta de um dos banheiros e fechou-a violentamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Fixou a vista num ponto imediato e procurou uma serenidade que não encontrou para levantar-se e aparentar o pleno domínio de seus atos. Infelizmente, os reflexos falharam.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Perceberam que estava desmoronando. Era a solidão total. Qualquer um poderia enlouquecer com menos motivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Havia algumas coisas superiores às suas forças.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;A vida continuava. Tentava recuperar o pulso e a ilusão.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O destino afogava o perdedor. Um acidente. Uma desgraça. Uma fatalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Dobrou a esquina de casa. Dois dias para o feriado.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7589071669199242492?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7589071669199242492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/06/come-pick-me-up.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7589071669199242492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7589071669199242492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/06/come-pick-me-up.html' title='Come pick me up.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-4428410374010379446</id><published>2011-06-02T01:06:00.002-03:00</published><updated>2011-06-02T01:10:49.281-03:00</updated><title type='text'>Está ficando frio. Fique para sempre, por favor.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Era de noite e fazia frio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;Seus olhos eram um mar de inquietações, uma tormenta sufocada e dominada pelo cansaço. Sentia-se asfixiada pelo vazio da espera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;A chuva batia contra o telhado, produzindo em seu interior um ruído monótono e surdo, como se um milhão de pássaros estivessem bicando por todas as partes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;A sensação de tristeza e solidão estava presente nela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A&amp;nbsp;vulnerabilidade a assustava.&lt;br /&gt;Por esse motivo, sempre escondia seus sentimentos, suas emoções, tudo o que fazia sentir-se fraca. Fraca num mundo que, pelo que sabia, não admitia fraqueza.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Um mundo que glorificava apenas os vencedores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Um fato duro e negativo demais para ser assumido por qualquer um dos dois.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Ela intuía algo parecido com um quarto pequeno, um frio glacial e um amor incontrolável. Mas isto podia ser mais um desejo do que uma realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;"Pode ser que tu estejas aqui, em alguma parte de mim, há muito tempo".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;O rapaz não se mexeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Levantou a cabeça e olhou-a amorosamente. Foi algo instintivo, incontrolável, que sufocou nele toda pena e inquietação, eliminando seus medos, compaixão e paternalismo. Foi apenas um instante. Renasceram nele a ternura e a bondade, doces e tirânicas ao mesmo tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;Inclinou-se para abraçá-la e quando uniram-se, os dois souberam que faziam parte de um mesmo calor íntimo, precioso, separado pela distância e pela rapidez dos encontros, que se transformavam em oásis de delicioso descanso. E isso era suficiente para eles. O silêncio e as defesas de cada um rompiam-se nas emoções dos reencontros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não podia controlar-se. Seu corpo vibrava com uma energia incontrolável, que fazia cócegas em seus nervos e chegava em todas as partículas de seu ser.&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;Uma magia brilhava em seu sorriso, e seus olhinhos, diminuídos pelos óculos, brilhavam com uma fé absoluta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;E cada encontro reavivava a fogueira do amor e aplacava o gelo do distanciamento. Os muros protetores do isolamento rachavam, até reduzir-se à poeira do nada. Desse nada os dois foram feitos e eram obrigados a comunicar-se através dele.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: normal;"&gt;Os dois formavam o núcleo de uma curiosa e estranha relação sentimental, uma relação viva e autêntica.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-4428410374010379446?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/4428410374010379446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/06/deixo-tudo-no-quintal-perturbado-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4428410374010379446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4428410374010379446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/06/deixo-tudo-no-quintal-perturbado-de.html' title='Está ficando frio. Fique para sempre, por favor.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-3880649789092843741</id><published>2011-05-24T01:03:00.003-03:00</published><updated>2011-05-24T01:07:44.374-03:00</updated><title type='text'>Turn and face the strange.</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;A vida tinha seu lado injusto. E ele aparecera agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Sentiu-se deprimida. A vida não lhe oferecia um perfil maravilhoso para o futuro, mas continuava esperançosa. Não tinha dinheiro para comprar seus discos, seus mimos e seu cigarro; seu pai era uma lembrança perdida e sua mãe acabara de telefonar dizendo que sente saudades.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Odiava conformar-se, mas não tinha outra alternativa. Bater a cabeça na parede seria muita rebeldia. Não servia para nada mesmo. Que tudo fosse para o inferno! Ficaria trancada em seu cubículo que chama de apartamento, colocaria seus fones de ouvido e ouviria música num volume muito alto. Tão alto que a sua voz não conseguiria alcançar. Tão alto que corria o risco de ficar surda. Tão...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Estava sozinha, indecisa, num cruzamento solitário e varrido pelo vento e pelas primeiras gotas de chuva de uma noite que prometia ser gelada.&lt;/div&gt;Tinha toda a semana pela frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-3880649789092843741?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/3880649789092843741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/05/vida-tinha-seu-lado-injusto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3880649789092843741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3880649789092843741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/05/vida-tinha-seu-lado-injusto.html' title='Turn and face the strange.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-6871990311673534403</id><published>2011-05-19T01:53:00.002-03:00</published><updated>2011-05-19T12:47:35.212-03:00</updated><title type='text'>Somos inatingíveis.</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;''Somos inatingíveis''. Era o que ele me dizia.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Por que tanto medo?&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Um trovão que a acordara fez retumbar os vidros da janela. &amp;nbsp;A luz de um relâmpago desenhou um milhão de silhuetas no quarto. Cada forma imóvel transformou-se num fundo escuro e mutante, de tamanho impreciso.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;(Muitas coisas horríveis aconteciam na sua cabeça segundos antes). Acendeu a luz.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O relógio marcava duas horas da madrugada daquela quinta-feira, dezenove.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Dezenove.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Dia dezenove.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Sempre o seu número da sorte, ou seu símbolo maldito. Nada de estranho.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Conhecia os motivos e fingia ignorá-los, embora em sua solidão, sua eterna, constante e densa solidão, repleta de sensações, não pudesse enganar-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O quarto estava cheio de objetos queridos que a encheram de paz, superando a agitação que sentira ao acordar. Seu cigarro, seus livros, as lembranças e fotografias, a cadeira, a mesinha, os desenhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Jogou-se para trás, fechou os olhos, porém não apagou a luz. Se pudesse escolher os sonhos, as histórias para preencher o tempo inútil do descanso... Gostava de sonhar, porque a liberdade de sua imaginação tinha um feitiço embriagador. Cada sonho era a anarquia da mente, a revolucionária revolta do seu inconformismo. Suas ideias escapavam de qualquer limite.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Saudade...&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;A saudade. O sonho. A noite.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Sufocou sua angústia e apagou a luz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-6871990311673534403?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/6871990311673534403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/05/somos-inatingiveis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6871990311673534403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6871990311673534403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/05/somos-inatingiveis.html' title='Somos inatingíveis.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-388139906413870422</id><published>2011-04-11T00:42:00.005-03:00</published><updated>2011-04-11T00:45:21.888-03:00</updated><title type='text'>Like a waterbed.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Noite fria de outono. Para ser exata, um sábado do mês de abril. As estrelas não brilham para mim hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Estou na janela. Nostálgica.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;A lembrança dói.&amp;nbsp;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 19px;"&gt;Como lidar com as dores que não passam com um beijo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 19px;"&gt;Mal suspirava. Não estava disposta a quebrar meu voto de silêncio. Que mais eu podia fazer? Desviei o olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 19px;"&gt;Então me afundei no meu assento, pois pelo menos ali, tudo era seguro. Olhei pelo retrovisor e me imaginei participando de um drama policial, diante de um oficial lendo a minha descrição: ''Solteira, branca, 1,70 m de altura, cabelos castanhos com mechas loiras, olhos verdes, nariz vermelho e úmido e lábios pequenos. Recusa-se a falar. É uma garota má".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 19px;"&gt;Me tranquei no quarto. Escrevi poemas. Eles eram tão ruins que davam dor de cabeça. Não passavam de um palavreado bombástico e interminável, cheio de tolices sobre corpos nus, odores humanos e sobre o poder da luxúria.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 19px;"&gt;Era frio. Era seco. Era sem cor, sem forma ou gosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif; line-height: 19px;"&gt;Era assim, agora.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-388139906413870422?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/388139906413870422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/04/like-waterbed.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/388139906413870422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/388139906413870422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/04/like-waterbed.html' title='Like a waterbed.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-3587800284667228300</id><published>2011-03-17T12:19:00.001-03:00</published><updated>2011-03-17T12:20:21.905-03:00</updated><title type='text'>Meu tudo.</title><content type='html'>Meu frio. Meu calor. Meu outono. Minha lembrança. Minha memória. Minha nostalgia. Meu sorriso. Meu amigo. Meu choro. Minha companhia.&amp;nbsp; Minha alegria. Minha fé. Minha dor. Meu alimento. Minha alma. Meu pranto. Minha necessidade. Minha felicidade. Meu prazer. Minha motivação. Minha música. Minha calma. Meu aconchego. Minha angústia. Minha preocupação. Minha raiva. Minha diversão. Minha bebida. Minha conversa. Minha leitura. Minha loucura. Minha festa. Minha paciência. Minha força. Minha vontade. Minha rima. Minha fome. Meu início. Minha sede. Meu sol. Meu mar. Minha lua. Meu verão. Minha rua. Minha casa. Minha paz. Minha confusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-3587800284667228300?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/3587800284667228300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/03/tu-meu-tudo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3587800284667228300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3587800284667228300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/03/tu-meu-tudo.html' title='Meu tudo.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-6199367144853145557</id><published>2011-01-31T23:42:00.002-02:00</published><updated>2011-01-31T23:44:56.180-02:00</updated><title type='text'>E minhas memórias que voam por aí.</title><content type='html'>Que solidão eu vivo até a tua chegada!&lt;br /&gt;Quando chega a noite, te sinto mais próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me desculpa por te amar demais. Me desculpa por te esperar ansiosamente. Me desculpe por contar as horas para te ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tudo se resume a um amanhecer, seus beijos intensos, como se fossem os últimos, me aquecem. E o sentimento de que todo dia é sábado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem o deixou partir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega logo, meu amor. Me dê tua mão e faça sentir-me segura. Me dê um abraço e faça sentir-me amada. Me dê um beijo e faça sentir-me desejada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem aqui, confira meu sorriso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-6199367144853145557?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/6199367144853145557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/01/e-minhas-memorias-que-voam-por-ai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6199367144853145557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6199367144853145557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/01/e-minhas-memorias-que-voam-por-ai.html' title='E minhas memórias que voam por aí.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2299313973584741388</id><published>2011-01-11T11:44:00.000-02:00</published><updated>2011-01-11T11:44:56.206-02:00</updated><title type='text'>Do nosso amor.</title><content type='html'>Deu-me um abraço, um beijo e um pacote. Tímido. Foi embora.&lt;br /&gt;No pacote, uma garrafa. Na garrafa, um bilhete. No bilhete estava escrito: ''vá até o fim...''.&lt;br /&gt;O líquido da garrafa era vermelho. Bebi-o. Era mais forte que Martini.&lt;br /&gt;A bebida era viciante e, dias depois eu ainda estava bêbada. Bêbada do líquido do amor. Bêbada de amor. Por ELE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2299313973584741388?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2299313973584741388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/01/do-nosso-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2299313973584741388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2299313973584741388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2011/01/do-nosso-amor.html' title='Do nosso amor.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-829592442085931141</id><published>2010-12-21T13:10:00.002-02:00</published><updated>2010-12-21T13:13:27.975-02:00</updated><title type='text'>O eclipse.</title><content type='html'>Um espamo quase silencioso...&lt;br /&gt;O mundo derretia lá fora. Vinte e quatro horas é o tempo máximo que ela consegue ficar longe dele, sem reclamar.&lt;br /&gt;A semana parece interminável. As noites impossíveis de aturar.&lt;br /&gt;Em todos os rostos, vidros e lugares... &lt;br /&gt;Sua boca treme. Seu coração dispara.&lt;br /&gt;Aquele céu azul. Aquela saudade apertando.&lt;br /&gt;Com grande inquietação, as frases abafadas. &lt;br /&gt;Após uma grande coleção de minutos, horas e dias, não restava mais nada para acontecer.&lt;br /&gt;Ela morria de saudade daquilo - da segurança, da familiaridade, do cheiro do amor -, mas não conseguia se mexer. Pelo menos até a sexta-feira chegar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-829592442085931141?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/829592442085931141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/12/o-eclipse.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/829592442085931141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/829592442085931141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/12/o-eclipse.html' title='O eclipse.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-5345288761336439113</id><published>2010-12-02T15:05:00.000-02:00</published><updated>2010-12-02T15:05:41.523-02:00</updated><title type='text'>Hoje o amor bateu à minha porta.</title><content type='html'>Ele era lindo, ofegante e suava.&lt;br /&gt;Seus olhos não desgrudavam dos meus. E seu sorriso me cegava.&lt;br /&gt;Tão figurante visão.&lt;br /&gt;Ele me abraçou e nossos corações eram um só.&lt;br /&gt;Sua voz estava embargada.&lt;br /&gt;Era choro. De saudade.&lt;br /&gt;Ele sabe onde guardo meu prazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-5345288761336439113?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/5345288761336439113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/12/hoje-o-amor-bateu-minha-porta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5345288761336439113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5345288761336439113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/12/hoje-o-amor-bateu-minha-porta.html' title='Hoje o amor bateu à minha porta.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-3782357757578831309</id><published>2010-11-11T16:07:00.001-02:00</published><updated>2010-11-11T16:09:59.391-02:00</updated><title type='text'>Meu corpo segue essa sensação.</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um encontro casual e eterno.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Seus olhos verdes (para mim sempre serão azuis) saltavam sobre os meus. Eu perdi a respiração e só soube dizer que não houve nada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A partir daquele dia seus grandes verdes olhos me perseguem e eu os vejo em todos os olhos, seu rosto sorri em outros rostos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; Ele, certamente, é um anjo - (às vezes mau) - porque se multiplica em mim e derrama em todo meu corpo - (às vezes bom) - quando penetra sorrateiro em meu quarto e preenche meus sonhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ele vive em mim. É uma outra perna que adquiri, ou o travesseiro que faltava. Tornou-se uma obsessão. Corre em meu sangue. Acorda comigo e não se separa mais. Toma o café da manhã, almoça, janta comigo e é o principal artista de meus sonhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A imagem dele me transborda e flui em todos os poros. Reflete nos óculos, nos espelhos, nos vidros, na garrafa de cerveja. Me inunda com a sua presença, com seus olhos, pêlos e cabelos. Me suga, me surra, me incomoda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O sono veio tarde. Delirei.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-3782357757578831309?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/3782357757578831309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/11/meu-corpo-segue-essa-sensacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3782357757578831309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3782357757578831309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/11/meu-corpo-segue-essa-sensacao.html' title='Meu corpo segue essa sensação.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-4464549466389621544</id><published>2010-11-03T13:24:00.001-02:00</published><updated>2010-11-03T13:25:36.467-02:00</updated><title type='text'>Havia 15 pessoas me dizendo para eu mudar.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;De amor não sei. Ninguém sabe. Esse é amor que fica no corpo, coçando. Há outros amores, diferentes, que pegam a gente no descuido. Depois, só muito depois, que se percebe.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Alfredo continua à espera. Verônica também espera uma oportunidade de ter Alfredo. Mas Alfredo gosta de ambientes mal-cheirosos e escuros.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Alfredo aparenta asco. É repugnante. Repugnante? Todos temem o Alfredo. As mulheres, principalmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Espera. Esperamos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Alfredo é ranzinza e gosta de queijo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não sei por que a gente fica querendo contar essas coisas que ficaram na retina. Que calaram e calam por dentro. E doem, doem, doem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Embora os tijolos estejam caindo e as estruturas já abaladas, continuamos esperando que ela não venha. Há esperanças remotas. Ela é muito atraente. Tem botões e brilha intensamente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Naquela tarde ele esperava...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-4464549466389621544?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/4464549466389621544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/11/havia-15-pessoas-me-dizendo-para-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4464549466389621544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4464549466389621544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/11/havia-15-pessoas-me-dizendo-para-eu.html' title='Havia 15 pessoas me dizendo para eu mudar.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2933696412017598669</id><published>2010-10-27T23:36:00.000-02:00</published><updated>2010-10-27T23:36:29.381-02:00</updated><title type='text'>As atrizes.</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Renata recebeu a visita de Augusto e a noite deles foi maravilhosa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ela tem dificuldade para dormir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O sexo foi delicioso, a conversa excelente, muitas risadas e, no fim, ele insinuou que queria dormir com ela. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Passou a noite observando o homem como um bebê a seu lado enquanto não conseguia dormir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;6:56 da manhã.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Já andou na praia, comprou jornal, passou na padaria e também já comprou frutas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tomou um banho gostoso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A casa está com cheiro de café e o sol entrando pelas frestas da cortina.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O som toca uma música baixinho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Tem gente que não dorme e fica de mal humor, mas ela... ela se sente melancólica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quer colo. Quer carinho. Que nada...ela vai voltar ao quarto e aproveitar aquele homem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2933696412017598669?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2933696412017598669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/10/as-atrizes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2933696412017598669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2933696412017598669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/10/as-atrizes.html' title='As atrizes.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-5997248867359662986</id><published>2010-10-18T12:36:00.002-02:00</published><updated>2010-10-18T13:20:38.580-02:00</updated><title type='text'>E por falar em saudade...</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não podia imaginar que minha vida só então começava.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Estava, embora não o soubesse, para encontrar o homem cuja influência haveria de moldar e modelar toda a minha vida.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Lembrava-me bem quando vira aquela figura de olhos claros (eram verdes, mas insistia em dizer que eram azuis) sentada à minha frente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Desde então tem sido meu maior amigo, tendo influenciado profundamente minha vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O modelo de homem, que não parece mais florescer nestes tempos de decadência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Para a parte mais laboriosa do processo, terei comigo meu inestimável P.H.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mon enfant, mon cher, mon vieux, mon amour... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Sem ele, me sinto insuportavelmente só. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-5997248867359662986?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/5997248867359662986/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/10/e-por-falar-em-saudade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5997248867359662986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5997248867359662986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/10/e-por-falar-em-saudade.html' title='E por falar em saudade...'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-6086834571925477368</id><published>2010-10-15T21:37:00.002-03:00</published><updated>2010-10-15T21:40:24.641-03:00</updated><title type='text'>Te confesso que...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Tua voz me faz estremecer; tu me surpreende mesmo quando diz o que eu espero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Adoro te olhar enquanto dorme com o sol batendo em teu rosto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Teu abraço intenso, o jeito como fala comigo, o sorriso no olhar me aquecem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Tuas mãos me transmitem a quantidade exata de proteção que eu preciso.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif; font-size: small;"&gt;Às vezes, te beijo apenas pelo olhar, como se isso pudesse tornar tudo mais real.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Toda semana, quando me despeço de ti, sinto teu cheiro em mim, no meu corpo, nos meus lençóis...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Não sei quanto tempo tudo isso vai durar, então, agora, eu só desejo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Desejo que ao te beijar meu coração revele o que ainda é silêncio; que ao me tocar sinta a força da minha entrega.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Desejo que continue a me alentar com tuas palavras fortes; que deixe-me saborear em tua testa franzida as dúvidas que lhe provoco; que prolongue o deleite que sinto quando mostra teu jeito homem; que mantenha as palavras lascivas subentendidas ou diga aos meus olhos com tua respiração; que deite em mim tua fome e devore meus suspiros com os teus; que tome meu corpo nesse êxtase de volúpia carnal.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;Desejo que me ame. Como eu te amo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-6086834571925477368?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/6086834571925477368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/10/te-confesso-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6086834571925477368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6086834571925477368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/10/te-confesso-que.html' title='Te confesso que...'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-8163595313849774896</id><published>2010-09-29T16:27:00.000-03:00</published><updated>2010-09-29T16:27:14.419-03:00</updated><title type='text'>Ele tem a chave para chegar ao seu coração.</title><content type='html'>Depois da melancolia que a acompanhou por boa parte do dia, precisava sair, dar uma volta. Foi tranqüila meio que sem rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passando por uma praça, viu um senhor atravessando de mãos dadas com uma senhorinha muito vaidosa: usava pérolas e uma blusa de linha com fitinhas.&lt;br /&gt;O senhor chegou a parar o trânsito da rua para que sua esposa atravessasse com toda calma. E ao final da travessia recebeu um sorriso. Deram as mãos e se foram. &lt;br /&gt;Ela achou o casal lindo. Se emocionou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou à praia e decidiu tomar um suco de laranja, molhou os pés e ficou sentada na areia pensando em tudo que estava sufocando-a. Logo, ela chorou, mas aos poucos foi como se evaziasse o que pesava em sua alma.&lt;br /&gt;Decidiu entrar na água de roupa e tudo e, depois de guardar o que não podia molhar, ficou somente com a chave do carro nas mãos. Começou chutando a água, mas logo estava pulando e mergulhando. Ficou por um tempo nesse transe na praia vazia vendo o céu meio azul nublado, a areia, toda aquela água, o vento... E a sensação de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltou para casa, tomou um banho e lembrou-se do casal de idosos que viu. Não são todos que têm a oportunidade de conviver com uma pessoa carinhosa e dedicada.&lt;br /&gt;Ela teve por anos a oportunidade de aprender muitas lições de vida e amor sincero pelas pessoas. Um exemplo sólido da capacidade de transformação que o amor verdadeiro é capaz de causar. Se deu conta de que não deveria lembrar com tanta tristeza, mas sim com uma saudade nostálgica que esquenta o coração, com carinho e ternura pelas oportunidades que teve de compartilhar.&lt;br /&gt;As boas lembranças são carregadas em nosso coração e isso está tão dentro de nós que nada é capaz de mudar. Portanto, não importa aonde vá, ele estará sempre com ela e prefere vê-la sorrindo ao pensar em vê-la chorando sem seu abraço terno para consolar.&lt;br /&gt;Ela jamais esquecerá, em sua vida, do brilho dos olhos desse menino.&lt;br /&gt;E chega de choro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-8163595313849774896?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/8163595313849774896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/09/ele-tem-chave-para-chegar-ao-seu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8163595313849774896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8163595313849774896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/09/ele-tem-chave-para-chegar-ao-seu.html' title='Ele tem a chave para chegar ao seu coração.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-5314994602103482659</id><published>2010-09-04T13:03:00.002-03:00</published><updated>2010-09-04T13:09:57.079-03:00</updated><title type='text'>Os dias que estão nos jornais (antigos).</title><content type='html'>- Aí, mano! Eu bebo todo dia, tá ligado?&lt;br /&gt;- Fumo pra cacete, mano, durmo sempre aqui em frente à vendinha.&lt;br /&gt;- Já vi de tudo aqui, coisa que até o diabo duvida, mano, tá ligado?&lt;br /&gt;- Sobrevivo comendo coisas que ganho, mano, e até reviro os lixo, é mó treta com os cachorro, tá ligado?&lt;br /&gt;- Já fui esfaqueado duas vezes, mano; uma pelo Negão e a última foi pelo Boca, uns moleques folgado da porra.&lt;br /&gt;- E agora tu pensa: tudo isso e eu ainda tô vivo, mano. Agora uma pá de maluco que comia bem pra caralho já foi embora, é só pensar, o Senna, o PC Farias, o Leandro, aquele da dupla sertaneja, tá ligado? Então num é embaçado, mano? &lt;br /&gt;- Aí, eu vou sair fora agora, vai ter um sapeco lá no Saldanha, e hoje eu vou comer que nem um cachorro, falou, depois a gente se cruza.&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;- Falou, cara. Depois a gente se tromba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-5314994602103482659?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/5314994602103482659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/09/lady-lady-lay.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5314994602103482659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5314994602103482659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/09/lady-lady-lay.html' title='Os dias que estão nos jornais (antigos).'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-3280211623124437560</id><published>2010-08-31T11:07:00.004-03:00</published><updated>2010-08-31T11:14:07.842-03:00</updated><title type='text'>Atividade Experimental.</title><content type='html'>01:26, hora da nostalgia.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;We could steal time, just for one day. We can be heroes, for ever and ever. What d'you say?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tudo que ela consegue é chorar. De saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo que ela sempre quis ter: gostos e pensamentos parecidos, que saía no meio da tarde sem rumo e acabava bebendo uma cervejinha antes da aula com ela... &lt;br /&gt;Ele era assim. O melhor amigo que ela já pode ter. Que a ouvia como ninguém.&lt;br /&gt;Ele era assim. Como ela imaginava. Até mesmo com as briguinhas idiotas.&lt;br /&gt;Space Oddity e os passeios nas tardes nubladas da cidade pacata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Férias. Cerveja quente. Praia. Amigos. Música. Tédio. Bobiças. Diversão. E nada mais importava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;This is ground control to Major Tom, you've really made the grade.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mordidas. Choro. Abraços.&lt;br /&gt;E sempre a sensação de estar segura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Can you hear me, Major Tom?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ela se sente tão sozinha; olha para seu mural e vê as fotos, as cartas e os recortes e chora. Na verdade, ela não sabe se é um choro de felicidade, por lembrar tudo que passaram ou se é de tristeza, por saber que esses momentos nunca voltarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Came on so loaded man, well hung and snow white tan.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, Caínho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Became the special man.&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-3280211623124437560?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/3280211623124437560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/08/atividade-experimental.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3280211623124437560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3280211623124437560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/08/atividade-experimental.html' title='Atividade Experimental.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-6073869835995831348</id><published>2010-08-24T23:07:00.001-03:00</published><updated>2010-08-30T13:36:57.691-03:00</updated><title type='text'>Vinheta.</title><content type='html'>Como não haveria de lembrar-se da própria infância decorrida naquela mesma cidade, mas numa atmosfera completamente diversa? Do entusiasmo fácil, da espontaneidade autêntica, do idealismo ingênuo de seus companheiros de então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-6073869835995831348?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/6073869835995831348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/08/vinheta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6073869835995831348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6073869835995831348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/08/vinheta.html' title='Vinheta.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-673893234386646257</id><published>2010-08-03T01:32:00.001-03:00</published><updated>2010-08-03T01:35:43.284-03:00</updated><title type='text'>Posso atingir seus pensamentos?</title><content type='html'>Ela ainda coleciona canecas. E gosta de tons pastéis. Ela ainda é tímida e tão linda! &lt;br /&gt;Nas quintas-feiras ela gosta de beber uma cerveja especial, na sua caneca também especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ainda coleciona carrinhos. Seu quarto ainda é temático. Ele é muito tímido e charmoso. E sua boca... ah... sua boca... é fascinante!&lt;br /&gt;Nas sextas-feiras ele gosta de beber cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles não se conheciam. Até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha um bar favorito. Na sua bolsa havia uma cartela de paracetamol. Ela gosta de beber com uísque ou licor. Se sente flutuando. E a faz esquecer os problemas - mulheres também têm problemas.&lt;br /&gt;Há quem diga que ela é uma viciada. Mas ela sabe que não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele estuda sobre vampiros. E sobre fatos históricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela procura um emprego e tenta decidir seu futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa noite fria dessas de renguear cusco, eles se encontraram. Foi épico. Ele já a conhecia de vista e em segredo, a desenhava em seu velho caderno.&lt;br /&gt;Ela sempre foi mimada e fútil. &lt;br /&gt;Ele sabia disso, mas perto dele, ela parecia ser muito mais interessante. Inclusive ela sabia ser divertida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijo acabou acontecendo em meio às histórias. Quem tomou a iniciativa? Ela, é claro!&lt;br /&gt;Depois desse beijo, não se desgrudaram mais. E é no colo dele que ela se alivia. É com ele que ela se sente REALMENTE bem.&lt;br /&gt;Brigas? Pra quê? Cicatrizes? Choro! Amor. Amor. Amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora faz frio. E ela não sabe mais como é dormir sozinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-673893234386646257?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/673893234386646257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/08/posso-atingir-seus-pensamentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/673893234386646257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/673893234386646257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/08/posso-atingir-seus-pensamentos.html' title='Posso atingir seus pensamentos?'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-3688208096222998585</id><published>2010-07-29T11:46:00.000-03:00</published><updated>2010-07-29T11:46:18.244-03:00</updated><title type='text'>Com uma pulga entre dois dedos.</title><content type='html'>A porta de aço descida quase embaixo e a cara amarfanhada de todos os desânimos, João contava a magra féria no boteco. A situação começava a ficar difícil desde a cirurgia da mulher, quando ficaria alguns dias sem os salgados. Sua recuperação se complicou, e ele teve de cortar os fiados e tentar receber dos fregueses que lhe deviam. Precisava muito do dinheiro. Não compreenderam. Poucos pagaram. A maioria tratou de sumir. Tinha gente, antes tão amiga, que deslizava do outro lado da rua e nem olhava na sua direção.&lt;br /&gt;Parara de vender maço de cigarro; cigarro só picado. As prateleiras, desfalcadas. Acabou comprando cerveja de segunda mão. A mulher custou a se restabelecer, mas, com as vendas curtas e a fuga da freguesia, deixara de fazer os salgadinhos de todos os dias. O boteco, antes tão bem sortido de tira-gosto, bebidas e algumas latarias, agora era a imagem da decadência. Sobrevivia praticamente na base da cachaça ruim.&lt;br /&gt;Desesperançado, João guardou as notas no bolso e deixou alguns trocados na gaveta. Ia apagar a luz e passar por baixo da porta de aço quando ouviu um carro parando. Pelo barulho podia ser uma caminhonete. Passos se aproximaram, e uma voz lá de fora perguntou se dava para pegar um maço de cigarro.&lt;br /&gt;- Meu cigarro acabou.&lt;br /&gt;- E cerveja?&lt;br /&gt;Sim, tinha umas cinco garrafas na geladeira. Fizera bem em não ter ido dormir. João suspendeu a porta e sorriu para três homens: um branco, um preto corpulento e um jovem mulato. &lt;br /&gt;- Boa noite - disse o branco educadamente. Era a mesma voz que ouvira do lado de fora. - Nós queríamos tomar uma cerveja - continuou o branco. - Mas parece que o senhor estava fechando.&lt;br /&gt;- Podem entrar - apressou-se João. Achei que não vinha mais ninguém.&lt;br /&gt;- Quem sabe.&lt;br /&gt;- Oh, não. - João afastou-se para que os três entrassem. - Vou passar um pano na mesinha.&lt;br /&gt;- Não precisa - tornou o branco. Encaminharam-se para o balcão. - Que tal uma cachacinha? - O mulato e o preto concordaram. - Então uma cerveja e três cachaças.&lt;br /&gt;João trouxe, solícito, as bebidas e os copos, procurando não olhar para a cara séria do preto, onde havia uma cicatriz vermelha, longa e saliente. Postou-se à meia distância, de forma a deixá-los à vontade mas pronto para atendê-los. Tentou adivinhar a profissão deles. Pareciam sem vestígio de graxa. Pelo jeito já haviam bebido alguma coisa. Bobagem, pensou João. E notou que o branco, de cabelo farto e cor de fogo, embora fosse baixo e magro, devia mandar no mulato - um rapaz alto, de cara lisa - e no preto, atarracado, os braços musculosos. Só o branco sorria. Viraram primeiro a cachaça.&lt;br /&gt;- O que há para comer? - perguntou o mulato, olhando para a vitrine, onde havia apenas um prato com meia dúzia de bolinhos de queijo.&lt;br /&gt;- Traz os bolinhios - decidiu o branco. - E traz a garrafa de cachaça.&lt;br /&gt;João pegou a cachaça para serví-los e ia dizer que esquecera de recolher os bolinhos, pois eles estavam começando a endurecer, quando o branco ordenou. &lt;br /&gt;- Deixe a garrafa.&lt;br /&gt;- E os bolinhos? - lembrou o mulato.&lt;br /&gt;- Vocês viram o salame? - propôs João.&lt;br /&gt;- Salame ou bolinhos? - o branco dirigiu-se aos dois.&lt;br /&gt;- Prefiro os bolinhos - disse o mulato, mostrando os dentes perfeitos, como se estivesse rindo de outra coisa.&lt;br /&gt;Observavam João apanhar o prato na vitrine e o paliteiro. O preto ficou olhando o mulato espetar o bolinho de queijo. Deu uma mastigada e cuspiu tudo no chão.&lt;br /&gt;- É de ontem - justificou-se João. -, mas não estão estragados.&lt;br /&gt;O mulato virou o cálice de cachaça de uma vez.&lt;br /&gt;- Tudo bem, meu irmão - disse o branco. - Pode levar o prato com os bolinhos.&lt;br /&gt;- Se os senhores quiserem...&lt;br /&gt;- Leve os bolinhos - cortou o mulato. - Vai o salame? &lt;br /&gt;João ficou esperando a aprovação dos outros dois, principalmente do branco, pois o preto, até o momento, não dissera nada, e além da cicatriz do rosto dava a impressão de que estava noutro lugar. &lt;br /&gt;- É uma boa ideia - concordou o branco.&lt;br /&gt;João levou os bolos de queijo e pegou a bexiga de salame dependurada na prateleira. Trouxe também a faca e uma velha tábua.&lt;br /&gt;- Mais grosso - recomendou o branco.&lt;br /&gt;João cortou mais três pedaços e aguardou que cada um tirasse o seu. O mulato mostrou os dentes.&lt;br /&gt;- E a pele?&lt;br /&gt;- Com pele é melhor - o branco riu mais e pegou um dos três pedaços. Os outros dois fizeram o mesmo. João prestou atenção nos três comerem, como se esperasse que eles dissessem alguma coisa.&lt;br /&gt;- Corta mais - falou o branco -, mas antes traz outra cerveja.&lt;br /&gt;João trouxe uma nova garrafa e cortou mais três fatias.&lt;br /&gt;- Pode cortar tudo - tornou o branco. - E traz uns palitinhos.&lt;br /&gt;O jovem mulato entornou a cachaça nos cálices vazios, e os três observaram João com a faca afiada acabar com a bexiga.&lt;br /&gt;João ficou um momento indeciso. Sabia que o pão também era de véspera e devia estar murcho no saco de pano.&lt;br /&gt;- O pão - cobrou o branco.&lt;br /&gt;Cada um fez seu sanduíche com um naco de salame. João dirigiu-se à pia e lavou os copos sujos. De vez em quando, olhava para eles discretamente, desviava logo a vista para não ver a cicatriz no rosto do preto. Entre uma bocada e outra, davam uma bicada na pinga, que já estava bem abaixo da metade. João fechou a torneira, enxugou as mãos na calça. Pensou em recolher uma garrafa de cerveja vazia, desistiu. Os três comiam e bebiam em silêncio. Devia ser quase uma da manhã. À medida que os observava, João não conseguia atinar com a profissão deles. Os três eram bastante diferentes, sem nada em comum, a não ser o hábito de beber. A garrafa de cachaça estava quase no fim. Não tinham pressa.&lt;br /&gt;- Algum problema?&lt;br /&gt;João sorriu constrangido para o mulato e, antes que abrisse a boca, o branco pediu mais uma cerveja.&lt;br /&gt;- Escuta aqui - tornou o mulato de dentes fácies, depois que João serviu a bebida. - Como é que chama este lugar?&lt;br /&gt;- O bar?&lt;br /&gt;- Não, o bairro.&lt;br /&gt;- Primeiro de Maio.&lt;br /&gt;- Interessante: Primeiro de Maio.&lt;br /&gt;- É o nome do bairro.&lt;br /&gt;- Pelo jeito - observou o branco, olhando as prateleiras vazias -, o negócio não está indo bem.&lt;br /&gt;O rosto de João ficou mais amarfanhado.&lt;br /&gt;- Quem sabe eu estou enganado? - acrescentou o branco.&lt;br /&gt;- Dá para ir vivendo - disse João, modestamente.&lt;br /&gt;- Quanto você costuma fazer?&lt;br /&gt;- Varia muito.&lt;br /&gt;- Um dia pelo outro?&lt;br /&gt;- Uns nove mil. Às vezes um pouco mais, conforme o mês.&lt;br /&gt;- E hoje?&lt;br /&gt;- Hoje foi um dia ruim. Uns seis mil, sem contar essa despesa.&lt;br /&gt;João notou que a bebida tinha chegado ao fim, o prato limpo. O branco fez um sinal para o preto, e este se afastou do grupo. Sentiu um calafrio na espinha quando a porta de aço foi abaixada.&lt;br /&gt;- Não perca a esportiva - aconselhou o branco.&lt;br /&gt;João empalideceu de uma vez e pegou a faca de cortar salame. O mulato tirou calmamente o revólver do bolso de trás. &lt;br /&gt;- Por favor, fique calmo. Nada de bobagem - recomendou o branco. - Largue a faca e está tudo bem. Isso mesmo, largue a faca. Ninguém vai dar tiro à toa.&lt;br /&gt;Assustado e trêmulo, João achou mais prudente deixar a faca em cima da tábua. Não parava de olhar para o revólver na mão do jovem mulato.&lt;br /&gt;- Isso mesmo - disse o branco, com um sorriso calmo. - O dinheiro está na gaveta ou no seu bolso?&lt;br /&gt;João tentou correr para o fundo do bar, onde havia o banheiro. O preto cercou-o do outro lado do balcão. Um soco no meio da cara deixou João esparramado no chão.&lt;br /&gt;- Eu falei para o senhor ficar bonzinho - observou o branco, aproximando-se. - Aí no chão está bom. Fica aí, enquanto nós fazemos o nosso trabalho.&lt;br /&gt;Sangrando no nariz e na boca, João quis levantar-se. O preto colocou o pé em cima do seu pescoço, pressionando-o não mais do que o suficiente para que ele compreendesse que convinha ficar quieto.&lt;br /&gt;O branco abaixou-se para tirar o dinheiro do seu bolso. Não viu o mulato abrir a gaveta e pegar algumas garrafas na prateleira.&lt;br /&gt;- Acho que não tem mais nada - disse.&lt;br /&gt;O branco olhou em torno, com sua cara boa. É, realmente não havia mais nada - um boteco da pior categoria.&lt;br /&gt;- Gostei da faca - disse o preto pela primeira vez, sem tirar o pé do pescoço de João. Sua voz era rouca, difícil. &lt;br /&gt;- Acho que é tudo, - disse o branco.&lt;br /&gt;- E o que é que fizemos com ele? - perguntou o mulato.&lt;br /&gt;Com o pé apertando o pescoço e os olhos esbugalhados na cara ensanguentada, João ficou esperando a decisão do homem branco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-3688208096222998585?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/3688208096222998585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/07/com-uma-pulga-entre-dois-dedos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3688208096222998585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3688208096222998585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/07/com-uma-pulga-entre-dois-dedos.html' title='Com uma pulga entre dois dedos.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-699603930780344037</id><published>2010-07-22T21:25:00.000-03:00</published><updated>2010-07-22T21:25:53.525-03:00</updated><title type='text'>Ele voltará.</title><content type='html'>O rio serpenteava por entre salgueiros, que se inclinavam graciosamente, como que querendo beijar as águas que corriam suaves e tranquilas.&lt;br /&gt;Brotavam florinhas agrestes e erguiam-se árvores copadas, em cujos galhos os pássaros orquestravam festivamente.&lt;br /&gt;Na margem esquerda do rio, situava-se o bairro mais calmo. Casas branquinhas com telhados vermelhos, escondendo-se entre o verde das árvores.&lt;br /&gt;Na margem direita, via-se o bairro dos pescadores, onde as moradias apresentavam o aspecto de um mosaico de várias cores: alaranjado, verde, azul, amarelo.&lt;br /&gt;Havia um hotel para turistas e um bazar onde se vendiam souvenirs.&lt;br /&gt;As pescarias eram cheias de vida e de encanto. Todos os pescadores sentiam-se felizes na sua profissão. Eram filhos de pescadores, cujos pais, avós, bisavós também haviam sido pescadores. No rio havia muito peixe e, no coração, muito entusiamo.&lt;br /&gt;Uma vila pitoresca. Uma vila romântica.&lt;br /&gt;Tarde dourada. Reflexos do sol poente espelhavam-se nas águas do rio. Os pescadores, cantando, recolhiam as redes que haviam posto a secar. Os barcos balançavam-se ao vento.&lt;br /&gt;Dona Elvira, tendo acabado de preparar o jantar, colocou, após o banho, um vestido estampado leve e singelo. Uma criaturinha frágil. Seus olhos pareciam um pedacinho de um céu bem azul. Cabelos pretos contrastavam com sua pele pálida e aveludada.&lt;br /&gt;Os meninos, muito bem lavados, cabelos ainda molhados pela água do chuveiro, esperavam o pai chegar do trabalho.&lt;br /&gt;Aquele momento da chegada do marido era sempre agradável para Elvira. Abriu a janela e ficou a olhar para a rua.&lt;br /&gt;Entre as pessoas, apareceu a figura esperada. Caminhava apressadamente, ansioso para chegar em casa. Como sempre, carregava um embrulho, uma surpresa para os filhos e uma rosa para a esposa. Chegando, beijou-a ternamente e beijou as crianças com a mesma ternura.&lt;br /&gt;O Sr. Henrique era uma pessoa simpática e bonita: alto, moreno, olhos grandes e expressivos, sobrancelhas cerradas. Caráter firme e inabalável, ao lado de uma serenidade fora do comum. Tinha uma maneira discreta de sorrir; nunca dava uma gargalhada.&lt;br /&gt;Dona Elvira arrumava a mesa para o jantar, enfeitando-a com a flor que lhe trouxera o marido e enquanto as crianças abriam o pacote de doces cristalizados trazido pelo pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era domingo. Dia de folga pra o sr. Henrique. Enquando saboreavam a gostosa torta de frango, seu filho mais velho, encantando, exclamou:&lt;br /&gt;- O que a mãe faz é tão bom!&lt;br /&gt;- Amor, não somente os seus filhos apreciam o que você faz. Seu marido também adora sua comida, seus doces e suas quitandas.&lt;br /&gt;- Obrigada a vocês por tantos elogios.&lt;br /&gt;Era sempre assim. Dona Elvira preparava pequenas delicadezas para eles. Tudo aquilo era uma festa. Tudo aquilo era carinho. Tudo aquilo contava pontos para a felicidade do lar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-699603930780344037?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/699603930780344037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/07/ele-voltara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/699603930780344037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/699603930780344037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/07/ele-voltara.html' title='Ele voltará.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7062393823104706813</id><published>2010-07-20T23:41:00.001-03:00</published><updated>2010-07-20T23:45:11.845-03:00</updated><title type='text'>O último porre de Horácio.</title><content type='html'>Tropeçando nas pernas e babando, Horácio encontrou ao lado do fogão apenas o filho de sete meses dentro de um caixote. Gritou o nome da mulher, deu uma olhada no quarto, no quintal, vomitou, lavou a cara no tanque, voltou para a cozinha. Sentou-se e, com a boca mole de bêbado, ficou olhando o menino dentro do caixote.&lt;br /&gt;- Que o diabo a carregue.&lt;br /&gt;Não compreendia por que deixara o menino sozinho e estranhou que ele estivesse quieto, dormindo. Inclinou-se com dificuldade na direção do caixote e viu a carinha toda inchada. Devia ter chorado horas a fio.&lt;br /&gt;Horácio levantou-se, passando a mão na barba. As panelas em cima do fogão estavam sujas e vazias. A garrafa de cachaça sumira na prateleira. Sentou-se novamente e ficou coçando o pixaim cheio de serragem. A mulher devia estar na casa da sogra.&lt;br /&gt;- Que apodreça lá.&lt;br /&gt;Horácio foi para a cama e adormeceu logo. Mesmo com o choro do menino, custou a acordar. Depois esperou um bocado para ver se ele parava. Levantou-se amarrotado e enfiou o bico na boca do menino. Mas o danadinho cuspia o bico e continuava chorando. Fome, com certeza. Horácio não encontrou leite, nada de comer.&lt;br /&gt;Deixou o menino chorando no caixote e foi comprar alguma coisa no Seu Pedro. Pediu uma birita no balcão e um pedaço de queijo para o menino. O vizinho Zé Gamela, um tanto chumbado, ofereceu-lhe um copo de cerveja. Horácio falou que o menino estava sozinho, mas aceitou e retribuiu a gentileza com duas doses de Tonturinha e uma de 51.&lt;br /&gt;No meio do papo, disse para Zé Gamela que a mulher tinha saído de casa. O outro comentou que era melhor. Mais duas cachaças. Depois perguntou pelo menino e ficou surpreso ao saber que ela o deixara para trás.&lt;br /&gt;- Num levou ele mesmo, não?&lt;br /&gt;- Deixou ele pra mim.&lt;br /&gt;Os dois riam. Aos poucos, Horácio foi fazendo uma cara de idiota. Tinha ido ao boteco comprar alguma coisa para o menino. Ele estava sozinho no caixote, chorando. Engoliram mais duas pingas rápidas.&lt;br /&gt;- Até logo. - Horácio saiu trôpego pela rua descalça.&lt;br /&gt;Achou o menino chorando do mesmo jeito. Pegou-o dentro do caixote, desajeitadamente, e tentou fazer com que ele chupasse um pedaço de queijo. Horácio permaneceu adernado de um lado para outro, no meio do cômodo, com o menino engoelando no seu colo.&lt;br /&gt;Sem saber o que fazer, deitou com o menino na cama, e, apesar do choro no ouvido, dormiu imediatamente. Um sono agitado. Revirara inquieto na cama, enquanto o menino chorava cada vez com mais empenho.&lt;br /&gt;Teve uma hora em que Horácio pegou o travesseiro da mulher e pôs em cima da cara do menino e o manteve ali até que o choro terminasse, e apenas o seu ronco bêbado ocupasse todo o cômodo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7062393823104706813?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7062393823104706813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/07/o-ultimo-porre-de-horacio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7062393823104706813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7062393823104706813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/07/o-ultimo-porre-de-horacio.html' title='O último porre de Horácio.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-6212696834970443353</id><published>2010-07-20T21:25:00.001-03:00</published><updated>2010-07-20T21:29:06.149-03:00</updated><title type='text'>Assim ficou melhor para todo mundo.</title><content type='html'>Um mulato enxuto fazia a linha de ônibus do bairro. Tinha o cabelo de brilhantina, bigodinho, um dente de ouro e lábios rasgados. Simpatizava com ele. Sentava sempre na frente. Volta e meia virava e sorria pra mim com seu bigodinho e ria com seu dente de ouro. Às vezes eu ia até o ponto final. Comprava pra mim um pacote de bala, me contou que era casado, tinha três filhos. A menina mais velha combinava com minha idade.&lt;br /&gt;Um dia ele largou o serviço mais cedo, tava quase escurecendo, e foi andando na frente e eu atrás. Só falou a hora que ia sair da garagem. E eu tava lá esperando. Olhou pra mim com aquela boca rasgada e o bigodinho fino e foi andando. Vi o jornal dobrado no bolso dele e sabia para o que era. Sabia, sim. Quando chegamos no campo de futebol, ficou parado. Acho que ele tava com um pouco de receio por causa dos meus catorze anos, ou talvez por causa do meu pai, que era conhecido dele. Aí eu entrei na frente, segui a trilha e deitei na grama e falei ''vem logo''. Ele se chamava Davidson, um nome engraçado, me fazia rir.&lt;br /&gt;Fomos no campo algumas vezes. O azar é que eu peguei barriga. Mas só fiquei sabendo isso muito tempo depois, quando começou a crescer. Davidson viu minha barriga e sumiu, nunca mais voltou no serviço, e ninguém dava notícia dele. Falei com minha mãe, ela chorou. Meu pai acabou descobrindo. Aprontou o maior barulho, queria matar, esfolar, encheu mais a cara de cachaça, me deu uns tapas. Não falei de quem era o filho, podia bater à vontade. Minha barriga continuou crescendo.&lt;br /&gt;Aí veio o negócio do hospital, minha mãe deu força, ajudou, ficou comigo, tive hemorragia e quase morri. Ela cuidou do menino até eu levantar da cama. Meu pai continuou bebendo sem parar, e duas vezes peguei ele maltratando o meu neném, dando cachaça pra ele. Um dia tava na casa da minha avó, pra pegar uma roupa que ela tinha feito pra mim. Eu fui a pé, tava muito quente e deixei o menino com minha mãe.&lt;br /&gt;Tava lá experimentando o vestido, quando meu irmão chegou e disse que o pai tava batendo com a correia da bicicleta no meu neném. Ele tinha enchido a cara e falou que ia matar o menino. E a minha mãe? Meu irmão falou que ela gritava no quintal, pedindo ajuda dos vizinhos. Fui na cozinha da vó e catei uma faca pontuda e saí correndo lá pra casa.&lt;br /&gt;Meu neném tava chorando no chão e minha mãe tava tentava segurar meu pai. Eu entrei e enfiei a faca no meu pai. Não sei quantas vezes. Enfiei a faca e ele foi caindo e eu fui enfiando a faca sem parar. Foi isso.&lt;br /&gt;Arrependimento? Não, não tenho nenhum. Eu tinha de defender o meu neném. E foi bom pra minha mãe. Meu pai não prestava pra ela, não prestava pra ninguém. E já tava todo inchado de cachaça. Acho que foi melhor pra ele também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-6212696834970443353?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/6212696834970443353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/07/assim-ficou-melhor-para-todo-mundo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6212696834970443353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6212696834970443353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/07/assim-ficou-melhor-para-todo-mundo.html' title='Assim ficou melhor para todo mundo.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-4607210661071118937</id><published>2010-07-16T22:55:00.000-03:00</published><updated>2010-07-16T22:55:08.149-03:00</updated><title type='text'>O que acontece se...</title><content type='html'>''As hipóteses são como retas: tu as lança e alguma coisa, em algum momento, as encontra.''&lt;br /&gt;A técnica das ''hipóteses fantásticas'' é muito simples. Sua forma precisa é a da pergunta: &lt;i&gt;O que aconteceria se...&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Para se formular a pergunta escolhe-se ao acaso um sujeito e um predicado. A sua união fornecerá a hipótese sobre a qual se deve trabalhar. &lt;br /&gt;Vejamos: sujeito - ''Milão''; predicado - ''cercada pelo mar'': &lt;i&gt;O que aconteceria se de repente Milão fosse cercada pelo mar?&lt;/i&gt; &lt;br /&gt;Ou então: sujeito - ''Paris''; predicado - ''voar''; &lt;i&gt;O que aconteceria se Paris voasse? &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Eis duas situações dentro das quais os acontecimentos narrativos multiplicam-se espontaneamente ao infinito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-4607210661071118937?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/4607210661071118937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/07/o-que-acontece-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4607210661071118937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4607210661071118937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/07/o-que-acontece-se.html' title='O que acontece se...'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-5792887170083340818</id><published>2010-07-05T14:20:00.001-03:00</published><updated>2010-07-05T14:22:35.816-03:00</updated><title type='text'>Pequena flor da maçã.</title><content type='html'>Ela sente saudades dele, mesmo quando ele está ao seu lado.&lt;br /&gt;Ela não lembra o significado de infelicidade. Nem ao menos tenta.&lt;br /&gt;Seu corpo não consegue ficar longe do dele. Sente-se doente.&lt;br /&gt;Doente de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os livros não fazem mais companhia.&lt;br /&gt;Os filmes são repetitivos.&lt;br /&gt;O cigarro a acompanha todos os dias.&lt;br /&gt;E a bebida, na sua caneca favorita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil mesmo é ter que guardar as palavras bobas para o final de semana. &lt;br /&gt;E se sentir chorona e serena ao seu lado.&lt;br /&gt;Sorrisos são tão constantes.&lt;br /&gt;Ela espera seu doce alento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-5792887170083340818?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/5792887170083340818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/07/ela-sente-saudades-dele-mesmo-quando.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5792887170083340818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5792887170083340818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/07/ela-sente-saudades-dele-mesmo-quando.html' title='Pequena flor da maçã.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-5264425405227752252</id><published>2010-06-17T17:49:00.002-03:00</published><updated>2010-06-17T17:49:14.494-03:00</updated><title type='text'>Adora um amor inventado.</title><content type='html'>Ela ouve músicas e come morangos. &lt;br /&gt;O dia dela foi tão calmo que ela nem precisou dizer uma única palavra.&lt;br /&gt;Ela só espera...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-5264425405227752252?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/5264425405227752252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/06/adora-um-amor-inventado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5264425405227752252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5264425405227752252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/06/adora-um-amor-inventado.html' title='Adora um amor inventado.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-1763820942848329579</id><published>2010-06-10T11:24:00.001-03:00</published><updated>2010-06-10T11:24:04.198-03:00</updated><title type='text'>Brócolis.</title><content type='html'>Queria dar-te um beijo com gosto de chocolate.&lt;br /&gt;Queria fazer-te uma surpresa com areia.&lt;br /&gt;Queria deitar-me contigo antes do sol chegar.&lt;br /&gt;Pois não, então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-1763820942848329579?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/1763820942848329579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/06/brocolis.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1763820942848329579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1763820942848329579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/06/brocolis.html' title='Brócolis.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-1351186997750111632</id><published>2010-06-06T21:40:00.000-03:00</published><updated>2010-06-06T21:40:05.318-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Domingo era seu dia favorito. Dia do almoço na casa da avó: os primos discutindo e bebendo cerveja na sala de estar enquanto assam o churrasco na garagem velha.&lt;br /&gt;Segunda-feira era seu dia favorito. Prolongava a folga do domingo e não fazia nada além de ouvir música.&lt;br /&gt;Terça-feira era seu dia favorito. Bons programas na TV e uma boa comida.&lt;br /&gt;Quarta-feira era seu dia favorito. Dia de assistir futebol com o pai e de brigar com o irmão por torcer pro time rival.&lt;br /&gt;Quinta-feira era seu dia favorito. Voltas pela cidade; cerveja durante a tarde com os amigos e aulas de português à noite. &lt;br /&gt;Sexta-feira era seu dia favorito. Ela limpava a casa, lia bons livros e tirava o dia de folga.&lt;br /&gt;Sábado é seu dia favorito. Ela dorme acompanhada, se sente feliz, segura e amada.&lt;br /&gt;Domingo é seu dia favorito. Ela acorda ao lado dele e não se importa em estar descabelada e de beijá-lo com o bafo da manhã.&lt;br /&gt;Segunda-feira é seu dia favorito. Ela continua pensando nele, assim como todos os outros dias que antecedem o sábado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-1351186997750111632?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/1351186997750111632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/06/domingo-era-seu-dia-favorito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1351186997750111632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1351186997750111632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/06/domingo-era-seu-dia-favorito.html' title=''/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-8319523241908055587</id><published>2010-05-03T15:50:00.005-03:00</published><updated>2010-05-03T15:50:43.485-03:00</updated><title type='text'>O perfume que andava com o vento pelo ar.</title><content type='html'>Chovia muito naquela manhã e Francisco não se deixou levar, como tantas vezes antes, pela preguiça.&lt;br /&gt;No café-da-manhã, ele comia peixe com morangos. Depois, saía para caminhar. Ninguém traía a solidão voluntária de Francisco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-8319523241908055587?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/8319523241908055587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/05/o-perfume-que-andava-com-o-vento-pelo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8319523241908055587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8319523241908055587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/05/o-perfume-que-andava-com-o-vento-pelo.html' title='O perfume que andava com o vento pelo ar.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-6352603615358736892</id><published>2010-05-03T15:50:00.002-03:00</published><updated>2010-05-03T15:50:20.779-03:00</updated><title type='text'>Primavera.</title><content type='html'>Calmamente, mochila escamada nas costas, ele caminhava.&lt;br /&gt;Aquela quarta-feira úmida e quente. Poucos se aventuravam para fora de casa naqueles dias abafados e, por isso, um silêncio grave cobria o ambiente temperado pelo mugido aleatório dos motores que roncavam nas avenidas que circundavam aquela cidade neoclássica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-6352603615358736892?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/6352603615358736892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/05/primavera.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6352603615358736892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6352603615358736892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/05/primavera.html' title='Primavera.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-6893225448197548966</id><published>2010-05-03T15:49:00.000-03:00</published><updated>2010-05-03T15:49:38.701-03:00</updated><title type='text'>Seaside.</title><content type='html'>Membros que bailam em silenciosas coreografias no vento quente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-6893225448197548966?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/6893225448197548966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/05/seaside.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6893225448197548966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6893225448197548966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/05/seaside.html' title='Seaside.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-5760154508021825613</id><published>2010-05-03T15:46:00.002-03:00</published><updated>2010-05-03T15:46:38.391-03:00</updated><title type='text'>Os bons velhos tempos.</title><content type='html'>Num dia quente, pesado e úmido, a moça de um tapa numa mosca e quebrou o relógio.&lt;br /&gt;Romance apenas não era suficiente para Pedro, não em sua idade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-5760154508021825613?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/5760154508021825613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/05/os-bons-velhos-tempos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5760154508021825613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5760154508021825613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/05/os-bons-velhos-tempos.html' title='Os bons velhos tempos.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-8921136064508582088</id><published>2010-04-18T21:00:00.002-03:00</published><updated>2010-04-18T21:00:21.534-03:00</updated><title type='text'>11th dimension.</title><content type='html'>Neste planeta tão densamente povoado de seres reprodutivos, o medo do sonho é lei, a esperança na busca é crime e os desprevenidos aventureiros que se apaixonarem pela selva magnética devem banir para sempre os pulsos da fantasia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-8921136064508582088?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/8921136064508582088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/11th-dimension.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8921136064508582088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8921136064508582088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/11th-dimension.html' title='11th dimension.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7768063432617255645</id><published>2010-04-12T22:59:00.003-03:00</published><updated>2010-04-12T23:01:50.929-03:00</updated><title type='text'>Melody Of a Fallen Tree.</title><content type='html'>Hoje, sob um regime que tudo apequena, os senhores amam os pequenos pratos, os pequenos apartamentos, os pequenos quadros, os pequenos artigos, os pequenos jornais, os pequenos livros, isso quer dizer que as mulheres serão também menos grandiosas? Por que motivo o coração humano mudaria, só porque os senhores mudam de hábito? Em todas as épocas as paixões serão as mesmas. Sei de devotamentos admiráveis, de sublimes sofrimentos a que faltam a publicidade, a glória se preferirem, que outrora ilustrava os erros de algumas mulheres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7768063432617255645?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7768063432617255645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/melody-of-fallen-tree.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7768063432617255645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7768063432617255645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/melody-of-fallen-tree.html' title='Melody Of a Fallen Tree.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7658989591840478138</id><published>2010-04-11T20:58:00.000-03:00</published><updated>2010-04-11T20:58:00.239-03:00</updated><title type='text'>Saturday.</title><content type='html'>O lábio inferior, fino e muito móvel, se baixava nas duas extremidades em vez de se erguer, o que me parecia denunciar um fundo de crueldade nesse caráter de aparência fleumática e preguiçosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7658989591840478138?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7658989591840478138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/saturday.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7658989591840478138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7658989591840478138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/saturday.html' title='Saturday.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-3550661825746330860</id><published>2010-04-07T16:17:00.001-03:00</published><updated>2010-04-07T16:17:38.697-03:00</updated><title type='text'>About me 2.0</title><content type='html'>Meu humor só Freud realmente explica. Sou forte e frágil, doce e raivosa, carente e independente. Pois é, com esse jeito complicada e perfeitinha eu sigo minha vida e minhas relações. Possuo uma memória seletiva, que escolhe o quê e quando lembrar, mas muitas vezes, me apego ao que deu errado no passado, com dificuldade de me desprender de modo leve.&lt;br /&gt;Sou intensa em tudo o que faço e espero uma cumplicidade enorme das pessoas à minha volta.&lt;br /&gt;Tenho uma super intuição, que me guia nos momentos-chave do destino. De personalidade forte, sou apegada às pessoas importantes, sejam amigos, rolos de amor ou gente da família. Sou uma guerreira, que une as pessoas, através de conselhos e pequenas broncas, quando alguém tá pisando na bola.&lt;br /&gt;Sou um pouco controladora e manipuladora e, como conheço profundamente as pessoas, por ser intuitiva, acabo percebendo os vacilos rapidamente.&lt;br /&gt;Super carinhosa e protetora, sou a mãe da galera.&lt;br /&gt;Ouço os problemas, fico perto na hora da dor, invento atividades maluquinhas só para animar um amigo... Por ser intuitiva, sei, só de olhar, quando aquela amiga especial tá na pior.&lt;br /&gt;Nunca esqueço datas de aniversário, adoro sair pra comer e conversar. E se precisar de alguém pra chorar junto depois daquela festa catastrófica, sabe o meu número.&lt;br /&gt;Cada loucura investida vale um ponto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-3550661825746330860?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/3550661825746330860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/about-me-20.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3550661825746330860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3550661825746330860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/about-me-20.html' title='About me 2.0'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-3424614626119241514</id><published>2010-04-07T15:50:00.000-03:00</published><updated>2010-04-07T15:50:22.883-03:00</updated><title type='text'>Margarida has a strange appeal.</title><content type='html'>Uma mulher elegante será mais ou menos condessa, confessa do império ou de ontem, condessa da velha estirpe ou, como dizem em italiano, condessa por polidez. Mas quanto à grande dama, ela está morta com toda a sociedade grandiosa do séculos passado, junto com o pó-de-arroz, as moscas, os chinelos de salto alto, os corseletes apertados enfeitados de um delta de nós. As duquesas passam hoje pelas portas sem que seja necessário fazê-las alargar para as suas saias repolhudas. Enfim, o império viu os últimos vestidos de cauda!&lt;br /&gt;Daí a mulher que é duquesa, apenas no nome, não possui nem carruagem, nem criados, nem camarote no teatro, nem tempo ocioso; não dispõe de um apartamento em seu palácio, nem fortuna, nem bibelôs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-3424614626119241514?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/3424614626119241514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/margarida-has-strange-appeal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3424614626119241514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3424614626119241514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/margarida-has-strange-appeal.html' title='Margarida has a strange appeal.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-454679100246479113</id><published>2010-04-07T15:43:00.001-03:00</published><updated>2010-04-07T15:44:05.054-03:00</updated><title type='text'>Uma flor vermelha nasceu.</title><content type='html'>Matar uma mulher é um ato infantil. &lt;br /&gt;Existe sempre um macaco consumado dentro da mais bonita e angelical das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vingar-se de uma mulher não é reconhecer que ela é única, que os homens não saberiam viver sem ela? E será a vingança a maneira de conquistá-la? Se ela não vos é indispensável, se existem outras, por que não lhes deixar o direito de troca que arrogam para eles mesmos?&lt;br /&gt;Isso, bem entendido, só se aplica à paixão; de outro modo, seria anti-social, e nada prova a necessidade do casamento indissolúvel do que a instabilidade de paixão. Os dois sexos devem ser acorrentados, como animais ferozes que são, as leis inexoráveis, surdas e mudas. Suprima-se a vingança e a traição nada mais é no amor. Aqueles que acreditam que só existe uma mulher no mundo para si, esses devem ser adeptos da vingança, e nesse caso existe apenas uma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-454679100246479113?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/454679100246479113/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/sindrome-do-panico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/454679100246479113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/454679100246479113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/sindrome-do-panico.html' title='Uma flor vermelha nasceu.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-3542598012902500500</id><published>2010-04-06T23:38:00.000-03:00</published><updated>2010-04-06T23:38:08.507-03:00</updated><title type='text'>Está com os pensamentos misturados como um milkshake.</title><content type='html'>Viviam dizendo que ela era calma, preguiçosa até. É preciso reconhecer que havia um pingo de verdade nestas más línguas, mas o resto era pura invenção, potoca de quem não tinha o que fazer. Era calma sim, e daí?&lt;br /&gt;Uma vez lhe disseram que os homens vendiam calma também.&lt;br /&gt;A esquina custava a chegar. As pessoas passavam apressadas, desviando-se umas das outras, com embrulhos debaixo dos braços e uma preocupação na testa franzida.&lt;br /&gt;O vento soprou mais frio ainda, levantando no ar jornais rasgados. E ela continua calma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-3542598012902500500?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/3542598012902500500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/esta-com-os-pensamentos-misturados-como.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3542598012902500500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/3542598012902500500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/04/esta-com-os-pensamentos-misturados-como.html' title='Está com os pensamentos misturados como um milkshake.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-1505918220566462160</id><published>2010-03-26T12:06:00.000-03:00</published><updated>2010-03-26T12:06:39.914-03:00</updated><title type='text'>Hiperligação.</title><content type='html'>Não há nada que toque menos uma obra de arte do que palavras de crítica: elas não passam de mal-entendidos mais ou menos afortunados. As coisas em geral não são tão fáceis de apreender e dizer como normalmente nos querem levar a acreditar; a maioria dos acontecimentos é indizível, realiza-se em um espaço que nunca uma palavra penetrou, e mais indizível do que todos os acontecimentos são as obras de arte, existências misteriosas, cuja vida perdura ao lado da nossa, que passa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-1505918220566462160?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/1505918220566462160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/hiperligacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1505918220566462160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1505918220566462160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/hiperligacao.html' title='Hiperligação.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2104159056129869297</id><published>2010-03-22T18:19:00.000-03:00</published><updated>2010-03-22T18:19:52.100-03:00</updated><title type='text'>Homecoming - The Teenagers.</title><content type='html'>&lt;b&gt;(Ele)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, eu fui a San Diego para ver minha tia. No primeiro dia, eu conheci sua enteada gostosa. Ela é uma garota-de-torcida, é virgem e ela é muito bronzeada.&lt;br /&gt;Logo que ela desceu do carro, pude notar que ela era mais do que pegável.  Eu acho que ela estava voltando do jogo ou algo do tipo, pois ela estava segurando aqueles pom-poms toscos. No segundo dia, eu transei com ela, e foi animal. Ela é tipo uma puta.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;(Ele)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu fudi minha vadia americana.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(Ela)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu amo meu namorado inglês.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(Ele)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Foi demais, o sonho se tornou realidade, assim como eu gosto, ela tem boas tetas.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(Ela)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Foi perfeito, o sonho se tornou realidade, que nem na música do Blink 182.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(Ela)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ok, ouçam meninas: eu conheci o cara mais gostoso que existe. Basicamente, assim que eu desci do meu carro, fiquei cara-a-cara com meu primo-enteado ou seja o que for, quem se importa? De qualquer modo, ele usava jeans skinny, tinha um cabelo estranho e o sotaque britânico mais fofo.&lt;br /&gt;De longe, eu pude notar que ele era roqueiro por sua atitude sexy e o jeito que ele olhava pra mim. Mmmmmm, ele é totalmente demais.&lt;br /&gt;Ai meu Deus, eu acho que estou apaixonada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(Ele)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Foi um prazer te conhecer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(Ela)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O prazer foi todo meu, eu gostei mesmo de você. Venha pra Cancún no feriado da primavera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(Ele)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Eu vou pensar nisso. Seria ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(Ela)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;E não esqueça de me adicionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;(Ele)&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Até parece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2104159056129869297?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2104159056129869297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/homecoming-teenagers.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2104159056129869297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2104159056129869297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/homecoming-teenagers.html' title='Homecoming - The Teenagers.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-4003106211016667186</id><published>2010-03-19T00:37:00.001-03:00</published><updated>2010-03-19T00:37:06.330-03:00</updated><title type='text'>Worldwide.</title><content type='html'>Agora é manhã em Bagdá. Hora de tomar chá à sombra da mangueira, balançar os pés no muro de arrimo e assoviar para as meninas que germinavam de vergonha suas risadinhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de tarde no Arizona, calor danado na fedentina do curral. A garganta seca e arfa de poeira. Hora de água gelada da bica, à sombra do chapéu. Hora de balançar-se na porteira e cantar para as colegiais que intumescem de suor o tergal das camisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite, breu na Patagônia imóvel. O frio arrebenta os veios da mata, infiltra-se na pele da terra. É tempo de vinho quente agasalhado no poncho. Hora de soltar as cantigas, inflar as bochechas, chacoalhar os ombros. E aquecer o coração das cabrochas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na praia deserta, lá no cafundó, o sal queima a língua. O bafo é quente nas ventas. Está quase na hora de correr para casa, tomar banho e sair na brisa da varanda.&lt;br /&gt;No mundo todo, em qualquer naco que se escolha, para qualquer teco que se aponte, toda hora, todo tempo, é assim que a gente faz: a natureza dita e o coração manda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-4003106211016667186?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/4003106211016667186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/worldwide.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4003106211016667186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4003106211016667186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/worldwide.html' title='Worldwide.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-6296649566046729392</id><published>2010-03-15T23:30:00.002-03:00</published><updated>2010-03-15T23:30:51.787-03:00</updated><title type='text'>Ele possuía um nome. E agora, uma personalidade.</title><content type='html'>Descreveu-o como um rapaz quieto, sério, muito talentoso, que gostava de se manter afastado dos outros, suportava com paciência o constrangimento da vida de internato.&lt;br /&gt;Escrevi, para acompanhar meus versos, uma carta na qual expunha sem reservas, com abertura que escapava ao meu controle, de maneira que nunca fizera antes e nunca voltaria a fazer para qualquer outra pessoa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-6296649566046729392?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/6296649566046729392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/ele-possuia-um-nome-e-agora-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6296649566046729392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6296649566046729392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/ele-possuia-um-nome-e-agora-uma.html' title='Ele possuía um nome. E agora, uma personalidade.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7201845389024928030</id><published>2010-03-10T01:38:00.000-03:00</published><updated>2010-03-10T01:38:30.927-03:00</updated><title type='text'>Good to go.</title><content type='html'>É mais ou menos como se fôssemos jogados nus numa piscina cheia de gelatina de uva. Uma coisa estranha.&lt;br /&gt;O diálogo silencioso dos dois era muito expressivo.&lt;br /&gt;Mas muito indica que foi daquelas paixões estranhas que vão contaminando, contaminando. Mais ou menos na ladeira de uma montanha russa. Vai dando aquele aperto danado até largar as amarras ladeira abaixo e soltar a goela loucamente. Ou para ser mais simples, é mais ou menos quando se entra no mar depois de assar no sol. No começo é meio complicado, parece que não vai acabar mais de tanto sofrimento. Mas quando - TCHIBUM! - vem a primeira onda, que delícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim o encontro deles.&lt;br /&gt;Lindo, lindo, lindo.&lt;br /&gt;E durou. Durou para ela e também para ele. Vinte e quatro segundos. &lt;br /&gt;E foram felizes para sempre (cada um no seu canto).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7201845389024928030?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7201845389024928030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/good-to-go.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7201845389024928030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7201845389024928030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/good-to-go.html' title='Good to go.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-864678818470546723</id><published>2010-03-07T22:23:00.000-03:00</published><updated>2010-03-07T22:23:22.351-03:00</updated><title type='text'>The Caretaker.</title><content type='html'>Isso não pegava bem para sua reputação.&lt;br /&gt;Afinal de contas, suas exibições públicas eram sempre envoltas em mistério e tensão. &lt;br /&gt;Mas, de verdade, nunca ninguém se preocupou em entender direito o mundo dela.&lt;br /&gt;Ninguém nunca chegou perto, no pé do ouvido, ali, cara a cara, mão na mão, ombro contra ombro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-864678818470546723?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/864678818470546723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/caretaker.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/864678818470546723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/864678818470546723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/caretaker.html' title='The Caretaker.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-1106584931267970543</id><published>2010-03-03T15:48:00.002-03:00</published><updated>2010-03-03T15:48:43.105-03:00</updated><title type='text'>Noite quente.</title><content type='html'>Era perto das sete da manhã e o sol escorregava sem convicção pelos eucaliptos. &lt;br /&gt;E pelas ruas que serpenteiam ladeira acima, a animação continua.&lt;br /&gt;Ele não chora mais as feridas da lembrança e nem das noites em que sonhava. Era um dia após o outro.&lt;br /&gt;Sozinho em casa, com um bafo etílico, o incenso lhe causava uma tontura gostosa.&lt;br /&gt;Realmente sentia remorso e raiva pelas coisas que tinha (ou não) feito na noite passada. Agora ele só pensava.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-1106584931267970543?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/1106584931267970543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/noite-quente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1106584931267970543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1106584931267970543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/noite-quente.html' title='Noite quente.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-6336474874952209101</id><published>2010-03-02T12:51:00.002-03:00</published><updated>2010-03-02T12:51:54.283-03:00</updated><title type='text'>Life-fe.</title><content type='html'>A gente não está na Terra para entender as coisas. As coisas não são para serem entendidas.&lt;br /&gt;A gente sofre quando quer entender. Mas a natureza fez as coisas assim, para que a gente passe a vida toda tentando entender o que quer dizer a vida. E, quando a vida vai dar um ponto final, a gente percebe que não entendeu nada, porque não tinha nada para entender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-6336474874952209101?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/6336474874952209101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/life-fe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6336474874952209101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6336474874952209101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/03/life-fe.html' title='Life-fe.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-443733732892082601</id><published>2010-02-23T01:32:00.000-03:00</published><updated>2010-02-23T01:32:56.055-03:00</updated><title type='text'>Sobrecarga de audiência.</title><content type='html'>No fundo do quarto, a TV mostrava cenas de um filme.&lt;br /&gt;Estar com ela era como se tudo deixasse de existir.&lt;br /&gt;Como se tudo à sua volta não passasse de um cenário de teatro. Imóvel e disponível.&lt;br /&gt;Todo dia uma descoberta, um maravilhamento, uma aguda excitação.&lt;br /&gt;Delícias a restaurar e preservar.&lt;br /&gt;Apenas o tempo passava. E o prazer de estar com ela a minguar.&lt;br /&gt;Ela deitou a cabeça no peito dele.&lt;br /&gt;Ele, passou a mão espalmada pelo ventre dela.&lt;br /&gt;Gostava daquele corpo há poucos dias desconhecido para ele. Pensava que se tratava de mais uma ligação temporária, mais um encontro fortuito e sem maiores consequências entre macho e fêmea.&lt;br /&gt;Ela mexeu-se na cama, beijou o peito dele e passou uma perna sobre as suas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-443733732892082601?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/443733732892082601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/02/sobrecarga-de-audiencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/443733732892082601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/443733732892082601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/02/sobrecarga-de-audiencia.html' title='Sobrecarga de audiência.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-376953291862360972</id><published>2010-01-30T01:10:00.001-02:00</published><updated>2010-01-30T01:17:23.646-02:00</updated><title type='text'>Insônia.</title><content type='html'>Naquela noite, eu não conseguia dormir. Vira de um lado, vira de outro. Troquei de travesseiro, de pijama, de pensamento e nada. Lá pelas tantas, resolvi levantar. Beber água, quem sabe, ler ou ouvir música, tomar banho ou arrumar o armário. Vaguei sem rumo pela casa, tomando decisões e desistindo delas. Abri a porta que dava para a rua. O ar fresco da noite entrou, eu saí. Deitei na calçada e olhei para o céu. Poucas estrelas, nenhuma Lua, o pensamento ágil, nervos tesos.&lt;br /&gt;- Ei!&lt;br /&gt;Alguém me chamou e eu não estava sonhando. Olhei para os lados, sentei, com o coração saltando.&lt;br /&gt;- Tu mesmo, aqui, aqui!&lt;br /&gt;A voz parecia vir do alto. Levantei.&lt;br /&gt;- Aqui, na árvore. Olha para cima.&lt;br /&gt;Aproximei-me da árvore, a única que sombreava aquela pequena calçada. Fitei longamente os galhos, e lá estava, trepado em um galho, um menino. Eu não distinguia direito suas feições. Cheguei mais perto.&lt;br /&gt;- Por que tu não tá dormindo?&lt;br /&gt;- Quem é tu? O que tá fazendo aqui?&lt;br /&gt;- Eu sou o Caio. E tu é o Mário, né?&lt;br /&gt;- Sou o Mário, sim. Mas o que tá fazendo aqui?&lt;br /&gt;- Tu tá sem sono?&lt;br /&gt;- Tô sim. Mss porque diabo tu tá aí, trepado nessa árvore?&lt;br /&gt;O menino deu um pulo e caiu a meus pés, dando uma cambalhota. Levantou os braços para o alto, como se fosse um ginasta olímpico e curvou-se em um longo e penetrante cumprimento. Ele devia ter mais ou menos oito anos de idade; os cabelos despenteados e longos que lhe chegavam aos ombros. Fiquei alguns minutos observando aquela aparição. Um macacão escuro cobria-lhe os pés descalços.&lt;br /&gt;- Adivinha o que eu tenho em mãos?&lt;br /&gt;Com o peito bombado e os braços cruzados nas costas, Caio olhava para mim, interrogativo.&lt;br /&gt;- Nas mãos?&lt;br /&gt;- Sim, aqui atrás. Primeiro na mão esquerda.&lt;br /&gt;- Não sei, nada.&lt;br /&gt;- Nada não vale. Seu eu lhe perguntei o que eu tinha na mão esquerda é porque há algo. O que tenho na mão esquerda?&lt;br /&gt;Não sei de onde tirei a resposta, mas joguei em tom de desafio:&lt;br /&gt;- Um texugo vermelho.&lt;br /&gt;O menino sorriu calmamente e retirou a mão das costas, segurando pelo rabo um texugo vermelho. Nunca tinha visto um antes e sequer sabia ao certo o que era um texugo. Ele pousou o animal no chão e perguntou novamente:&lt;br /&gt;- E na outra?&lt;br /&gt;Desta vez, pensei com calma, intrigado e ao mesmo tempo seduzido pela brincadeira.&lt;br /&gt;- Hum, uma torradeira.&lt;br /&gt;- Uma torradeira? Como assim uma torradeira?&lt;br /&gt;- Uma torradeira de pão, ora bolas!&lt;br /&gt;- Mas como assim uma torradeira de pão?&lt;br /&gt;Que menino chato!&lt;br /&gt;- Uma torradeira, grande, com os dois lados de um croissant amanteigado, assando.&lt;br /&gt;O menino sorriu e tirou de trás, aquilo que me parecia agora natural: uma torradeira de pão. Ao pousá-la no chão, ele ejetou duas fatias de croissant. O menino pegou uma no ar: sentou no chão e começou a comer. Sentei a seu lado, enquanto ele apontava para a outra metade, com o queixo. Peguei o croissant quentinho.&lt;br /&gt;- Por que tu não tá conseguindo dormir, Mário?&lt;br /&gt;- Não sei direito. Às vezes acontece.&lt;br /&gt;- É verdade. Comigo acontece também. Aliás, sempre. Nunca durmo.&lt;br /&gt;- Nunca?&lt;br /&gt;- Nunca. Vamos brincar mais?&lt;br /&gt;- Brincar?&lt;br /&gt;- É, brincar.&lt;br /&gt;- Tá bom, mas primeiro tu me diz o que tá acontecendo aqui?&lt;br /&gt;- Brincando contigo, ora bolas.&lt;br /&gt;Sorri com o ''ora bolas'' provocativo do menino. Ele caiu numa gargalhada sonora, sacudindo o corpo pra trás. Também gargalhei.&lt;br /&gt;- Vem aqui. Tenta me pegar.&lt;br /&gt;O garoto deu um pulo e começou a correr pela calçada. No início, tentei segui-lo com os olhos, ensaiando alguns passos, para depois começar a correr também. Ele corria devagar, olhando para trás. Quando eu estava para pegá-lo, ainda um pouco apreensivo em tocar aquela aparição, ele deu um grito, agarrou-se com as mãos no galho da árvore e ficou de pé, acima da minha cabeça.&lt;br /&gt;- Vem me pegar, vem!&lt;br /&gt;- Desce daí, menino, tu vai cair.&lt;br /&gt;- Vem me pega, vem.&lt;br /&gt;Dei um pulo e agarrei o galho. Balancei ridiculamente, até cair com a bunda no chão.&lt;br /&gt;- Tu tem que querer pular, senão não consegue.&lt;br /&gt;- Engraçadinho tu... Como assim, ''querer''?&lt;br /&gt;- Querer quer dizer fazer de conta que tu é um macaco ou um canguru. Tenta aí.&lt;br /&gt;- Não, chega. Não quero mais brincar. Chega.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;Caio desceu da árvore e sentou-se ao meu lado. Colocou a mão no meu ombro e olhou para mim, com o rosto quase a me beijar. Senti seu sopro. Ele estava sério.&lt;br /&gt;- O que é isso no teu pescoço?&lt;br /&gt;- No meu pescoço?&lt;br /&gt;- Sim, aqui.&lt;br /&gt;O garoto colocou a mão por dentro do meu colarinho e puxou de lá um guarda-chuva. Tomei um susto.&lt;br /&gt;- E aqui? Aqui? Aqui?&lt;br /&gt;A cada palavra, ele tirava dos bolsos do meu pijama uma batedeira de maionese, um amortecedor de carro etc.&lt;br /&gt;Eu comecei a rir, e ele pulou em cima de mim. Rolamos na calçada. Rolamos e rimos, rimos e rolamos.&lt;br /&gt;Acordei molhado pelo orvalho da manhã.&lt;br /&gt;Deitado na rede, um texugo vermelho roncava, e a gargalhada de um menino brincalhão ainda ecoava pela rua adormecida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-376953291862360972?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/376953291862360972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/insonia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/376953291862360972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/376953291862360972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/insonia.html' title='Insônia.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7597211056006478269</id><published>2010-01-27T19:08:00.004-02:00</published><updated>2010-01-27T19:14:40.223-02:00</updated><title type='text'>O que você vai ser quando crescer?</title><content type='html'>- O que tu quer ser quando crescer, Alceu?&lt;br /&gt;A mãe saiu para trabalhar. O pai também saiu, para nunca mais voltar. Alceu levantou e saiu para a rua. Caminhou um pouco, devagar, olhando a pipa vermelha que rodopiava no céu. Numa laje ele sentou e ficou ali olhando o mar, lá longe.&lt;br /&gt;- Fala aí?&lt;br /&gt;- E aí?&lt;br /&gt;Osmar chegou, sentou ao lado de Alceu, olhando o mar, lá longe. Alceu e Mateus cresceram. Em cima da laje, olhando o tempo passar.&lt;br /&gt;- O que tu vai ser, depois daqui, José?&lt;br /&gt;Era uma família grande e José nem sabia ao certo quantos irmãos tinha. Saiu de casa no meio da tarde, correu pela rua e foi bisbilhotar a vizinhança.&lt;br /&gt;- Quem comeu a Carol?&lt;br /&gt;- O Pedro.&lt;br /&gt;Fernando chegou e ficaram ali, falando da vizinhança. José e Osmar cresceram. Nas ruas da favela e, de vez em quando, na cama da Carol.&lt;br /&gt;- Onde tu quer viver um dia, Garça?&lt;br /&gt;Garça tinha um irmão mais velho, o Paulão. E Paulão vivia de treta com a polícia. Garça saiu de casa e foi levar uma encomenda pro Paulão.&lt;br /&gt;- Vamos pra praia.&lt;br /&gt;- Mais tarde. Agora não dá.&lt;br /&gt;Rafael chegou e ficou ali, fumando um. Garça e Rafael cresceram. Fazendo avião para o Paulão até ele morrer e continuar depois para Prego, Cabeça e Bocão.&lt;br /&gt;O que você vai ser quando crescer, Alceu? Osmar? Garça? Fernando?&lt;br /&gt;Alceu, urso polar, bem grandão com muitas focas para se saciar.&lt;br /&gt;Osmar, o cometa Halley que só passa na Terra de vez em quando que é para não ficar com nojo.&lt;br /&gt;José, um caveleiro medieval com mil mulheres de cinto de castidade a esperá-lo no seu harém da Dinamarca.&lt;br /&gt;Fernando, uma flauta de ouro na boca de uma virtuosa da Orquestra Sinfônica da Romênia.&lt;br /&gt;Garça, maquinista de metrô no Japão, de luvas brancas e sashimi na barriga.&lt;br /&gt;Rafael, um saco de pancada, um adolescente morto, assassinado na porta do barraco, no morro à beira-mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7597211056006478269?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7597211056006478269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/o-que-voce-vai-ser-quando-crescer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7597211056006478269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7597211056006478269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/o-que-voce-vai-ser-quando-crescer.html' title='O que você vai ser quando crescer?'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-5750627113209116482</id><published>2010-01-23T17:55:00.004-02:00</published><updated>2010-01-23T18:02:15.881-02:00</updated><title type='text'>Because you're young, como já diria Mr. Bowie.</title><content type='html'>Um dia, Rafael acordou mal-humorado. Não sabia ao certo por quê. Talvez fosse o tempo, escuro, pesado lá fora. Têm dias assim, em que uma perturbação se esparrama nas tripas, no coração, na alma. Um vácuo incipiente. Um vazio sem nome, sem diagnóstico. Tudo num pretume só.&lt;br /&gt;Rafael, caminhou na casa. Banho ou café da manhã? Sair ou não sair? Até que um pequeno objeto jogado no chão despertou sua atenção. Ele se abaixou e olhou para aquela pequena cápsula cromada. Do tamanho de um botão, o objeto tinha uma face arredondada e outra plana. Rafael foi até a cozinha, enfiou uma fatia de pão na torradeira e descansou o objeto sobre a mesa.&lt;br /&gt;A torrada saltou. Rafael, de susto, estremeceu. O objeto agitou-se também. Tudo ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Rafael foi até a geladeira e serviu-se de leite. Voltou para a mesa, bebendo devagar. Ao sentar-se, puxou a cadeira que rangeu no chão. A cápsula virou-se sozinha sobre a mesa. Rafael aproximou-se para olhar o objeto. Tossiu. A cápsula saltou. Tossiu de novo, e ela se pôs a girar. Bateu palmas, o objeto saltou novamente, mas permaneceu na frente do olhar embasbacado de Rafael. E assim ficou.&lt;br /&gt;Mais palmas, e a cápsula cresceu, cresceu, cresceu. Pousou girando sobre o fogão. Rafael batia palmas, tossia, assoviava, até que uma pequena fenda se abriu no objeto que já tinha o tamanho de uma panela. De seu interior, uma luz azul atingiu o rosto do guri.&lt;br /&gt;E, lá de dentro, saiu um pequeno ser alado, azul, que voou a alguns centímetros do rosto de Rafael.&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Como tu te chama?&lt;br /&gt;- Rafael.&lt;br /&gt;- Quer dar uma volta, Rafael?&lt;br /&gt;Foi assim que Rafael entrou na nave cromada de vorticianos, habitantes de um planeta muito distante, para além da Via Láctea. A nave era toda forrada de um espesso carpete azul. No centro da cabine principal, enormes almofadas de espuma azul esparramavam-se. Do teto, pendiam gotas de cristal azul que cintilavam em mil fogos azuis. Em toda parte, vorticianos voavam em seus afazeres.&lt;br /&gt;Os vorticianos eram um povo muito guloso e, assim que Rafael entrou na nave, foi imediatamente convidado a sentar-se à mesa. Um enorme pudim azul coberto de confeitos azuis tronava no centro.&lt;br /&gt;- Coma, Rafael.&lt;br /&gt;- Eu não tô com muita fome.&lt;br /&gt;- Então vem cá, vou te mostrar uma coisa.&lt;br /&gt;Rafael e Lup, o comandante da nave, foram até uma enorme janela que se debruçava em um dos lados da nave. Lup abriu as cortinas de renda azul.&lt;br /&gt;- Veja, Rafael.&lt;br /&gt;E Rafael viu. Primeiro o piso laranja da cozinha, depois a porta vermelha da geladeira, a frente escura do abacateiro do quintal e um enorme céu azul. E mais céu, azul também.&lt;br /&gt;- Rafael, tu conhece a nossa história?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Então, escuta.&lt;br /&gt;Rafael conheceu a história do planeta azul, onde tudo era azul, até a gema do ovo, até as laranjas, até o céu-da-boca e o arco-íris.&lt;br /&gt;- Viemos para a Terra, seu planeta, para aprender.&lt;br /&gt;- Aprender o quê?&lt;br /&gt;- Aprender o laranja, o vermelho e a cor de abacate.&lt;br /&gt;Rafael exclamou:&lt;br /&gt;- Eu gosto de amarelo.&lt;br /&gt;- Amarelo? Como é amarelo?&lt;br /&gt;- Amarelo é a cor da minha mochila, do meu caderno, do tapete do meu quarto. Amarelo é a cor que vejo quando fecho os olhos e aperto assim bem forte. Entendeu?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Então, vou te mostrar.&lt;br /&gt;Rafael tirou do bolso da calça uma pequena caixa e começou a pintar de amarelo, o enorme carpete azul da nave, as almofadas azuis, o pudim azul, a cortina azul.&lt;br /&gt;Além da Via Láctea, tem um planeta, que aprendeu, na Terra, o amarelo.&lt;br /&gt;E, aqui embaixo, Rafael também aprendeu. Aprendeu que, quando a gente acorda triste, com o preto a corroer-nos o espírito, é só lembrar-se das cores e pintar o mundo como ele é: azul, amarelo, laranja, vermelho e verde abacate.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-5750627113209116482?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/5750627113209116482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/because-youre-young-como-ja-diria-mr.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5750627113209116482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5750627113209116482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/because-youre-young-como-ja-diria-mr.html' title='Because you&apos;re young, como já diria Mr. Bowie.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-916509002063068263</id><published>2010-01-17T19:46:00.009-02:00</published><updated>2010-01-23T17:51:57.501-02:00</updated><title type='text'>Palavras.</title><content type='html'>Há palavras que são mais do que palavras. Elas deveriam ser promovidas a outra qualificação que as diferenciasse das demais.&lt;br /&gt;Por exemplo, a palavra &lt;i&gt;telefone&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;colher&lt;/i&gt; ou ainda &lt;i&gt;fêmur&lt;/i&gt; não são certamente da mesma natureza que palavras como &lt;i&gt;dor, saudade&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;coração&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Existem palavras de natureza funcional que podemos chamar de protopalavras. Elas têm uma definição simples e inequívoca. Elas são úteis para diálogos simples ou textos descritivos. Por exemplo: a palavra &lt;i&gt;automóvel&lt;/i&gt; na frase: "O automóvel vinha veloz pela estrada que descia até o mar".&lt;br /&gt;Há também as palavras expansíveis, voláteis e temporais que denominamos simplesmente de palavras-palavras. São aquelas que utilizamos para sugerir o estado das coisas. As palavras-palavras são as mais comuns. Considere a palavra &lt;i&gt;frio&lt;/i&gt;. A frase: ''O frio vinha veloz pela estrada que descia até o mar'' sugere um estado passageiro, mas também pode dar abertura a interpretações e conteúdos imagéticos.&lt;br /&gt;Finalmente, as suprapalavras são as que simplesmente não têm definição. Ou melhor, a definição só existe pra quem as pronuncia, mas elas não podem ser jamais entendidas pelo interlocutor na exata dimensão em que foram expressas. Por exemplo, &lt;i&gt;amor&lt;/i&gt;. Na frase: ''O amor vinha veloz pela estrada que descia até o mar'', é impossível entender de que amor estamos falando.&lt;br /&gt;Numa graduação simples, podemos dizer que as protopalavras são aquelas que não modificam o sentido das outras palavras da frase. As palavras-palavras têm um poder limitado de fazê-lo, e as suprapalavras podem fazê-lo de forma infinita. &lt;br /&gt;Vamos voltar ao nosso exemplo.&lt;br /&gt;Quando dizemos: ''O automóvel vinha veloz pela estrada que descia até o mar'', isso significa que o que significa sem nenhuma margem interpretativa. O automóvel define ainda o sentido das palavras&lt;i&gt; veloz, estrada&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;mar&lt;/i&gt;. Se é um automóvel, a velocidade se refere, portanto, a um fenômeno físico; a estrada é uma via carroçável; e o mar é um acidente geográfico. Tudo muito preciso e de simples compreensão. &lt;br /&gt;Já quando dizemos: ''O frio vinha veloz pela estrada que descia até o mar'', o sentido sugerido pela palavra frio pode modificar moderadamente as outras. Podemos estar nos referindo ao frio climático que descia montanha abaixo, para afugentar os veranistas seminus na praia. Mas também podemos estar falando de um caminhão de gelo que ia suprir os mesmos banhistas da necessária refrescância para suas cervejas. Ou ainda pode ser o frio da água da cachoeira que se descabela até jogar-se no mar. As versões são simples; no entanto, elas têm um relativo coeficiente metafórico.&lt;br /&gt;Mas quando dizemos: ''O amor vinha veloz pela estrada que descia até o mar'', quantas interpretaçãoes  não são possíveis? Inúmeras, incontáveis, infinitas. Tantas, tantas que sequer somos capazes de enumerá-las. Mas o que faz a diferença aqui é que aquele que diz ou escreve a frase e dá um sentido preciso a esse amor. No entanto, os significados são tão variados quando o número de ouvintes ou leitores que tropeçarem nela.&lt;br /&gt;A suprapalavra &lt;i&gt;amor&lt;/i&gt; modifica com uma extraordinária alquimia o sentido de veloz, estrada, mar e tem o incrível poder de transformá-las em palavras-palavras ou até mesmo em protopalavras.&lt;br /&gt;Assim, &lt;i&gt;veloz&lt;/i&gt; pode significar acelerado, apressado ou afobado, mas pode querer dizer ainda arrasador, assassino, arrebatador e, nesse sentido, a palavra &lt;i&gt;veloz&lt;/i&gt; transforma-se em uma suprapalavra. E uma vez suprapalavra, a protopalavra &lt;i&gt;estrada&lt;/i&gt; também pode ser promovida, assim como a palavra-palavra &lt;i&gt;mar&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Críticos costumam dizer que essa teoria é completamente inútil, uma vez que todas as palavras podem ser simultaneamente protopalavras, palavras-palavras ou suprapalavras, dependendo do seu contexto na frase. Ou melhor, todas as palavras são suprapalavras de alguma forma e, portanto, essa gramática é absurda.&lt;br /&gt;Mas poucos entendem o real significado. A intenção é justamente confundir e mostrar que não se deve ler para entender, mas ler para sentir. Não se deve jamais tentar decifrar a intenção da escrita, mas apenas extrair o sentido particular, individual, único da química que se opera na leitura.&lt;br /&gt;Se fôssemos capazes de falar apenas com protopalavras ou no máximo através de palavras-palavras, tudo seria mais simples. Não haveria mal-entendidos.&lt;br /&gt;Mas o criador dessa tese não queria saber de moleza e colocou na boca dos humanos as suprapralavras. Malditas sejam!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-916509002063068263?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/916509002063068263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/palavras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/916509002063068263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/916509002063068263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/palavras.html' title='Palavras.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2036056587413487216</id><published>2010-01-16T12:32:00.000-02:00</published><updated>2010-01-16T12:32:47.381-02:00</updated><title type='text'>Picadinho.</title><content type='html'>- Era tudo picadinho, picadinho.&lt;br /&gt;- Um estrogonofe? Cenoura ralada? Couve miúda? Alho batido?&lt;br /&gt;- Não, não é comida não.&lt;br /&gt;- Então, é um quebra-cabeças?&lt;br /&gt;- Que tipo de quebra-cabeças?&lt;br /&gt;- Daqueles que a gente brincava, sabe? Aqueles quadros horríveis dos pintores lá, ou então as paisagens de outono.&lt;br /&gt;- Não, não. Vou falar de novo. Picadinho, entendeu?&lt;br /&gt;- Entendi, mas o que eu tenho que adivinhar mesmo?&lt;br /&gt;- Que picadinho era esse?&lt;br /&gt;- É mesmo. Bom, pode ser, então, um picadinho de confeti? Ou de areia da praia, daquele bem fina?&lt;br /&gt;- Nada disso.&lt;br /&gt;- Já sei! Quando o barbeiro varre o chão e pega um monte de cabelos de todas as cores, que dá vontade de pegar a fazer uma almofada?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Picadinho... picadinho. Pode ser, então, que seja uma folha de papel que a gente dobra, dobra e dobra mais. Depois recorta tudo direitinho. Daí dobra um dos pedaços e corta de novo até quando der. É isso?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Acho então que é quando se corre muito, sobe e desce, desce e sobe. No final, na hora de pedir um copo d'água pra mãe, sai tudo assim: Mmmm dddd aaaa uuuuuu mmmmm cocococo popopopop d'aaaaaaaa guaguagua?&lt;br /&gt;- Isso é picadinho, mas não é esse não.&lt;br /&gt;- Então, é uma coisa de maluco sociopata? Aquele fulano que partia as pessoas, sabe, daquele filme?&lt;br /&gt;- Cruz credo! Não!&lt;br /&gt;- Um picadinho de cubo mágico? Ou, já sei. Da prova de matemática por causa da nota ruim?&lt;br /&gt;- Podia ser, mas não é.&lt;br /&gt;- Então, é como quando chove numa folha de papel manteiga? Picadinho de chuva?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Desisto.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Ué, não sei que picadinho é esse.&lt;br /&gt;- Então, é minha vez de novo.&lt;br /&gt;- É. Que jeito!&lt;br /&gt;- Posso ir?&lt;br /&gt;- Pode.&lt;br /&gt;- Era grandão, enorme. Maior que tudo.&lt;br /&gt;- Um elefante? Um mamute? Um jumbo?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Então, desisto.&lt;br /&gt;- De novo?&lt;br /&gt;- De novo.&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;- Porque assim nunca dá pra ganhar de ti.&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;- Tu inventa tudo. Não joga limpo.&lt;br /&gt;- Não invento não.&lt;br /&gt;- Inventa.&lt;br /&gt;- Não invento.&lt;br /&gt;- Inventa.&lt;br /&gt;- Não invento.&lt;br /&gt;- Prova, então.&lt;br /&gt;- Provo sim.&lt;br /&gt;- O que era esse picadinho?&lt;br /&gt;- O picadinho?&lt;br /&gt;- Sim, o picadinho, tudo picadinho?&lt;br /&gt;- Ah, o picadinho era tudo.&lt;br /&gt;- Tudo? Não falei que tu não sabe? Inventa tudo.&lt;br /&gt;- Não invento não. Eu disse, picadinho era tudo.&lt;br /&gt;- Tudo?&lt;br /&gt;- Sim, tudo.&lt;br /&gt;- Mas tudo não é picadinho.&lt;br /&gt;- É sim.&lt;br /&gt;- Não é.&lt;br /&gt;- É. O que é tudo?&lt;br /&gt;- Tudo é tudo.&lt;br /&gt;- Então, se é tudo, podia ser qualquer coisa que eu disse antes.&lt;br /&gt;- Não. Porque qualquer coisa não é tudo. Tudo é tudo, tu disse.&lt;br /&gt;- Não entendi.&lt;br /&gt;- Se tudo é tudo e não qualquer coisa, então o tudo é picadinho de qualquer coisa, de todas as coisas.&lt;br /&gt;- E todas as coisas, então, são um picadinho?&lt;br /&gt;- São. Tudo é picadinho. Tudo.&lt;br /&gt;- Então, maior que tudo também é tudo?&lt;br /&gt;- Isso.&lt;br /&gt;- Então, esse picadinho é tudo, e esse tudo é maior que tudo?&lt;br /&gt;- Exatamente.&lt;br /&gt;- Posso perguntar agora, de novo?&lt;br /&gt;- Pode.&lt;br /&gt;- Quem esse picadinho que é tudo maior que tudo te lembra?&lt;br /&gt;- Ai, meu Deus!&lt;br /&gt;- Acertou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2036056587413487216?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2036056587413487216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/picadinho_16.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2036056587413487216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2036056587413487216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/picadinho_16.html' title='Picadinho.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-5850873486212104747</id><published>2010-01-15T20:32:00.000-02:00</published><updated>2010-01-15T20:32:39.886-02:00</updated><title type='text'>Um menino, um velho pássaro.</title><content type='html'>- Pedro, tu tá dormindo?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Não consigo dormir.&lt;br /&gt;- Nem eu.&lt;br /&gt;- Tô com medo.&lt;br /&gt;- Que besteira, medo do quê?&lt;br /&gt;- Não sei, mas, cada vez que eu fecho os olhos, tem um bicho grande olhando pra mim.&lt;br /&gt;- Vira pr'outro lado, que passa.&lt;br /&gt;- Já tentei, não deu certo. Do outro lado eu não vejo ele, mas ele, sim.&lt;br /&gt;- Quer que eu acenda a luz?&lt;br /&gt;- Não precisa. E tu, porque não consegue dormir?&lt;br /&gt;- Porque não quero dormir. É perda de tempo e preciso pensar.&lt;br /&gt;- Tá bom. Pensar em quê?&lt;br /&gt;- Não é da tua conta. Em várias coisas.&lt;br /&gt;- Por que tu acha que esse bicho tá olhando pra mim?&lt;br /&gt;- Vai ver ele quer te comer quando tu tiver dormindo. Como é esse bicho?&lt;br /&gt;- Preto e com uns dentes grandes, como uma foca.&lt;br /&gt;- Peludo?&lt;br /&gt;- É, peludo. E ele tem um olho só, no lugar do nariz.&lt;br /&gt;- Tu já tentou encarar ele?&lt;br /&gt;- Como assim? &lt;br /&gt;- Olha na cara dele como se tu tivesse querendo arrumar briga?&lt;br /&gt;- Tu tá maluco, é? Ele é muito forte. Eu fico com medo.&lt;br /&gt;- Mulherzinha.&lt;br /&gt;- Não sou mulherzinha, queria ver tu no meu lugar.&lt;br /&gt;- Quando tu abre os olhos, ele some na hora ou ele ainda fica um tempo na tua frente?&lt;br /&gt;- Deixa eu ver, peraí. Ele some.&lt;br /&gt;- Então acho mesmo que ele vai querer te comer. Tu comeu demais no jantar, ele deve tá sentindo o cheiro.&lt;br /&gt;- Idiota. Mas e tu, em que tá pensando?&lt;br /&gt;- Agora eu tô tentando falar com o tal monstro que não te deixa dormir nem me deixa pensar.&lt;br /&gt;- Tu também tá vendo ele?&lt;br /&gt;- Não, mas tô tentando atraí-lo com o poder da mente.&lt;br /&gt;- Tá dando certo?&lt;br /&gt;- Tá. Ele acaba de entrar em conexão. Fica calado um instante. Vou dizer pra ele que tu faz xixi na cama.&lt;br /&gt;- Não faço xixi na cama.&lt;br /&gt;- Faz sim. Cala a boca um instante. Ele acaba de dizer que tu parece muito gostoso.&lt;br /&gt;- Pergunta pra ele o que ele quer. Diz pra ele que eu tô com medo dele.&lt;br /&gt;- Ele disse que quer te comer, mas eu já avisei que, se ele fizer isso, tu vai acabar fazendo xixi dentro da barriga dele. &lt;br /&gt;- E o que ele disse?&lt;br /&gt;- Que tu é um menino sujo, mas que ele não se importa porque ele tá com fome.&lt;br /&gt;- Não é verdade, não sou um menino sujo e não faço xixi na cama.&lt;br /&gt;- Ele agora falou que, se tu fechar os olhos agora, ele vai te engolir tão rápido que tu nem vai conseguir fazer xixi.&lt;br /&gt;- Pára, Pedro. Vou chamar a mamãe.&lt;br /&gt;- O monstro tá morrendo de rir. Além de mijão, ele agora sabe que tu é uma mulherzinha covarde.&lt;br /&gt;- Mas tu consegue ouvir ele? Por que eu não consigo?&lt;br /&gt;- Porque tu é uma mulherzinha covarde e monstros não gostam de falar com pessoas como tu.&lt;br /&gt;- Então, por que é que ele quer me comer?&lt;br /&gt;- Porque ele tá com fome, ué!&lt;br /&gt;- Diz pra esse monstro que, ele ele me comer, eu vou fazer xixi na barriga dele.&lt;br /&gt;- Ele disse que vai comer o seu pinto primeiro e não vai dar tempo.&lt;br /&gt;- Então fala pra ele que eu vou furar o olho dele com o meu dedo. Diz pra ele que, se ele tentar me comer, ele não vai conseguir porque eu vou gritar, e a polícia vem prender ele.&lt;br /&gt;- Idiota. Tu acaha que monstros têm medo de polícia?&lt;br /&gt;- Então diz pra ele que eu vou dar um soco na cara dele.&lt;br /&gt;- Ele deu risada. Falou que é mais forte.&lt;br /&gt;- É nada. Eu vou acabar com ele. Ele que tente me comer!&lt;br /&gt;- Por que tu não diz isso a ele? Já tô cheio de ser teu porta-voz. Fala tu e me deixa pensar.&lt;br /&gt;- Tá bom. Se eu disser isso a ele, tu acha que ele vai embora?&lt;br /&gt;- Não sei. Tenta. Mas tu vai ter que olhar pra ele primeiro. Cuidado porque ele é forte e grande. Ele pode ser mais rápido e te comer antes de tu conseguir falar.&lt;br /&gt;- Ele não vai me comer.&lt;br /&gt;- Então fala isso pra ele. Vai, sua mulherzinha covarde, mijona.&lt;br /&gt;- Pedro?&lt;br /&gt;- Falou pra ele?&lt;br /&gt;- Falei, e quando fechei os olhos ele não tava mais lá. Sumiu.&lt;br /&gt;- Então vai ver ele ouviu nosso papo.&lt;br /&gt;- Acho que sim. Ele ficou com medo de mim.&lt;br /&gt;- Deve ser. Agora dorme e me deixa pensar.&lt;br /&gt;- Tá bom. Té amanhã.&lt;br /&gt;- Té.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pedro?&lt;br /&gt;- Fala, seu chato.&lt;br /&gt;- Em que tu tá pensando?&lt;br /&gt;- Já falei que não é da tua conta.&lt;br /&gt;- Por favor, vai!&lt;br /&gt;- Tá bom. Eu tô pensando que tu é uma mulherzinha covarde, mijona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-5850873486212104747?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/5850873486212104747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/um-menino-um-velho-passaro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5850873486212104747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5850873486212104747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/um-menino-um-velho-passaro.html' title='Um menino, um velho pássaro.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-1910371775514384342</id><published>2010-01-13T16:10:00.002-02:00</published><updated>2010-01-13T16:10:41.009-02:00</updated><title type='text'>Luz vermelha.</title><content type='html'>A sequência dos acontecimentos foi desastrosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tu acompanhar meu ritmo com cuidado, vai ser como se de repente mil orelhas pipocassem no teu corpo. Vai ouvir sons que arrepiam o coração.&lt;br /&gt;Ali fica a minha casa. Já estamos chegando. Só falta mesmo atravessar a floresta de cipó e passar as mãos para sentir como eles enroscam na tua nuca, correr pelo gramado com a boca bem aberta para sorver o vento de hortelã com canela e pular as doze cercas, prestando atenção aos gritinhos de prazer que as flores dão quando voamos por cima delas.&lt;br /&gt;Pronto. Seja bem-vindo à minha casa. Não precisa agradecer. Ela é tua, todos os seus cantos e encantos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-1910371775514384342?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/1910371775514384342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/luz-vermelha_13.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1910371775514384342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1910371775514384342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/luz-vermelha_13.html' title='Luz vermelha.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2899627156855972592</id><published>2010-01-12T14:30:00.004-02:00</published><updated>2010-01-12T14:37:52.241-02:00</updated><title type='text'>Mais uma xícara de paciência.</title><content type='html'>Tinha um quarto secreto na casa. Um quarto secreto e, Gabriel não sabia onde ficava. Passava horas, rastejando pela casa, com seu carrinho a raspar os rodapés brancos, na esperança de ver surgir uma ranhura diferente, uma frestra de luz, que se infiltrasse, um eco estranho, um sussurro de vozes.&lt;br /&gt;O quarto existia, com certeza. Era lá que estavam escondidos os documentos, a papelada que revelava o grande segredo. Gabriel não sabia ao certo o que procurava, se o quarto, se o segredo.&lt;br /&gt;Desde sempre ele desconfiava de sua origem. Ele era diferente dos pais e dos irmãos. Tratavam ele diferente.&lt;br /&gt;Tampouco sentia essa coisa estranha chamada ''amor'', que deveria garantir que ele era filho de seus pais e irmão de seus irmãos. Havia algo de estranho.&lt;br /&gt;Claro, existia aquela história dele pequenininho, mamando com tanta fome que até mordera o bico do peito da mãe. Aquela outra da maternidade, do Doutor Mário dizendo que era um menino. Tinha também aquela foto do pai quando bebê, mas Gabriel não concordava que aquela imagem gorducha era a cara dele. Tudo isso não passave de mais uma armação, uma mentira.&lt;br /&gt;E havia o quarto secreto com as provas. Ele tinha de achá-lo. Gabriel sabia que não pertencia àquela casa, àquela gente, àquela família.&lt;br /&gt;Gabriel tinha poderes, super-poderes. Ele sentava à varanda e acionava o farol da rua com um simples pressionar do parafuso da grade. Ele acendia as luzes do corredor do prédio, quando fechava os olhos. Ele sabia a cor de todas as rosas do jardim no caminho da escola. Gabriel tinha super-poderes: ele não podia ser filho de seu pai e de sua mãe.&lt;br /&gt;Gabriel era mais forte que seus irmãos. Muito mais forte. Afinal de contas, sofria mais que os outros. Teve aquele dia em que a avó dera dinheiro para o irmão comprar aquele urso polar de chocolate. Só para o irmão. E aquele outro, em que o pai levara a irmã para a fábrica, no sábado de manhã, só a irmã. Teve também o aniversário, o seu aniversário. Por que tão pouca gente? Por que acabou tão cedo? Por que aquele livro estúpido de presente e não a grua que ele tanto queria? Tinha algo estranho. Ele era injustiçado, mas forte, muito forte: não podia ser irmão de seus irmãos.&lt;br /&gt;Gabriel não entendia por que a mãe dizia que ele devia amá-la. Não entendia por que ela o amava. Por que é que ele devia amar os irmãos? Ele amava o carrinho azul, aquele Porsche que achara na escola. Ele amava Pingo, o gato. Ele amava comer o resto de bolo cru que a avó não conseguia raspar da tigela. Isso ele amava mesmo, de verdade. Mas Gabriel não sentia que amava sua mãe assim, seu pai, seus irmãos.&lt;br /&gt;Um dia Gabriel cresceu e largou o carrinho. Um dia Gabriel cresceu, e os faróis da rua não lhe interessavam mais. Um dia Gabriel cresceu, e o jardim de rosas morreu, Pingo morreu, a avó morreu também.&lt;br /&gt;Gabriel acordou de noite, de repente. Havia uma luz debaixo da porta. Uma luz e vozes, abafadas, misteriosas. Coragem, Gabriel. Ele abriu a porta.&lt;br /&gt;Na sala estava a mãe, a mãe de Gabriel, o pescoço levemente arqueado, os óculos na ponta do nariz, o tricô caído no chão. A TV estava ligada. Gabriel sentiu muito medo e aproximou-se do rosto amassado da mãe. Olhou suas rugas, suas veias, os escorridos fios de prata que lhe caíam da testa. Gabriel sentiu muito medo.&lt;br /&gt;Voltou para o quarto. Ele estava com muito medo. Sentado na ponta da cama, ele estava com medo. Muito medo.&lt;br /&gt;A porta abriu-se. ''O que foi, meu filho?''&lt;br /&gt;A porta abriu-se, Gabriel olhou para a mãe e chorou.&lt;br /&gt;A porta abriu-se. A secreta porta do amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2899627156855972592?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2899627156855972592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/mais-uma-xicara-de-paciencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2899627156855972592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2899627156855972592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/mais-uma-xicara-de-paciencia.html' title='Mais uma xícara de paciência.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-4582766059753417845</id><published>2010-01-09T02:25:00.000-02:00</published><updated>2010-01-09T02:25:45.334-02:00</updated><title type='text'>Selvagem é o vento.</title><content type='html'>Ela adorava orquídeas. Essas flores tinham a reconhecida propriedade de regenerar células mortas e, quando aplicadas na forma de bálsamo cutâneo à tez diáfana da garota, retiravam-lhe instantaneamente os resquícios noturnos de suas orgias etílicas e secretas.&lt;br /&gt;Numa noite mesmo, o balanço tinha sido de doze caixas de acquavit devidamente entornadas até o último vapor.&lt;br /&gt;Duas pesadas lágrimas deslizaram lentamente pelas bochechas da desconsolada pseudo-mulher e enfurnaram-se pela ruga da boca até o queixo. Sem orquídeas negras, sem ninguém. Afogou-se nas dobras da memória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-4582766059753417845?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/4582766059753417845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/selvagem-e-o-vento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4582766059753417845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4582766059753417845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/selvagem-e-o-vento.html' title='Selvagem é o vento.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-4019748914913105827</id><published>2010-01-08T15:58:00.000-02:00</published><updated>2010-01-08T15:58:09.908-02:00</updated><title type='text'>Sexta-feira está para o amor.</title><content type='html'>Sexta. Sol. Aranhas de salto alto, margaridas de saia rodada e a garota sentada com o bundão no sofá de couro. Lia um livro empoeirado e cantarolava uma moda de cânfora e anilina. E ela nem ligava para as coisas da casa, a bagunça dos gatos, o almoço, a briga do amigo.&lt;br /&gt;E, de vez em quando, ela soltava as mãos e suspirava lá, bem longe, para trás de todos. Se via, não via. Mas olhava sim.&lt;br /&gt;Tinha alma de velha e não se importava com isso. Nem sequer se importava com o gramado verde como as esperanças, ou com a trepadeira derramando seus hormônios na parede. Indiferente.&lt;br /&gt;Mas era sexta e sexta não era segunda, nem terça, nem o resto todo da vida que se esfumaçava adiante. Aquele resto que não acabava mais de ficar ali, no sofá, lendo seus livros com lembranças. Hoje, era sexta-feira.&lt;br /&gt;Porque era sexta-feira e não dava muito tempo para ler, escrever, ler e lanchar. Era sexta e, por isso, tinha amigos que ligavam convidando para beber uma cervejinha.&lt;br /&gt;- Vamos?&lt;br /&gt;Sexta-feira, tomara que o lugar preferido deles não esteja ocupado. E nem aí para as coisas de agora. Nem aí para as coisas de antes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-4019748914913105827?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/4019748914913105827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/sexta-feira-esta-para-o-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4019748914913105827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4019748914913105827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/sexta-feira-esta-para-o-amor.html' title='Sexta-feira está para o amor.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2192292134851337990</id><published>2010-01-08T15:46:00.000-02:00</published><updated>2010-01-08T15:46:18.916-02:00</updated><title type='text'>Ingressos esgotados.</title><content type='html'>Não gostava mais de assistir à TV. Nem o computador o atraía mais. Era solitário.&lt;br /&gt;Mas havia noites mais tristes que as de todo dia. Eram as noites do medo. Aquele medão que entra pelas frestras do coração.&lt;br /&gt;Naquela manhã, ele dera de frente com o amor. Um amor daqueles que dá vontade de morrer. Daqueles que dá vontade de voar. Um amor sem explicação, sem função, sem pata nem focinho. Ele não soube de saída que aquilo era amor. Só foi se dar contar, mais tarde. Foi como uma música que o despertou.&lt;br /&gt;Conhecia essa música. Ouvira a mesma ladainha centenas de vezes mas nunca entendia nada. Achava aquilo bobo, mocó, tonto. Mas ali, naquele momento, uma estranha magia escorregou por suas orelhas. Uma magia que transbordou seu coração.&lt;br /&gt;Foi assim que ele entendeu aquele torpor. Uma música brega, tola, encheu seu peito de amor.&lt;br /&gt;À noite, na sua cama, ele não sentiu mais tristeza. Nem o medo, o medo de não saber amar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2192292134851337990?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2192292134851337990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/ingressos-esgotados.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2192292134851337990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2192292134851337990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/ingressos-esgotados.html' title='Ingressos esgotados.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-838724843848267991</id><published>2010-01-02T20:37:00.005-02:00</published><updated>2010-01-02T20:43:08.543-02:00</updated><title type='text'>Totalmente last week.</title><content type='html'>O frio era de enregelar a seiva. Mas ela não ligava e até gostava.&lt;br /&gt;Ela se debruçou para ajustar a saia plissada e puxar as meias abaixo do joelho que desapontava, discreto. Aprumou-se e, orgulhosa, estufou o peito numa oferenda tesa. Terminou de se arrumar chacoalhando para o lados os cachos densos.&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Oi.&lt;br /&gt;- Onde pensa que vai assim?&lt;br /&gt;- Assim como?&lt;br /&gt;- Assim, ridícula?&lt;br /&gt;- Não vou a lugar nenhum.&lt;br /&gt;- Então por que tanta cafonice?&lt;br /&gt;- Eu gosto de me arrumar, só isso. Não posso?&lt;br /&gt;- Sei lá. É ridículo.&lt;br /&gt;- Por que ridículo?&lt;br /&gt;- Porque parece que tu vai ao baile de formatura de uma prima pobre.&lt;br /&gt;- É, mas... e daí?&lt;br /&gt;- Daí que ninguém vai reparar, porque é muita cafonice reunida.&lt;br /&gt;- Ué, mas tu reparou que eu estou arrumada, não?&lt;br /&gt;- Reparei sim, mas acho ridículo.&lt;br /&gt;- Ridículo é tu ficar o dia inteiro com essa cara amassada. Tu tá com inveja!&lt;br /&gt;- Inveja? Tu deve tá brincando. Olha só pra ti, esse peitão inchado. Coisa mais feia, tenha vergonha!&lt;br /&gt;- Inveja, isso se chama inveja. Tu é que parece um bicho. Um espantalho, isso sim, com esse chapéu de aba.&lt;br /&gt;- O que tem o meu chapéu?&lt;br /&gt;- Out of fashion, my dear. Totalmente last week.&lt;br /&gt;- Pronto, agora a gostosona resolveu arrotar o chá das cinco.&lt;br /&gt;- E essa tua cabeleira amarela, isso também é uma coisa ''complètement démodé, ma chère''.&lt;br /&gt;- Agora sim, ela tá ''se achando''. Pelo menos sou natural. Olha só o roxo do seu cabelo. Parece que levou um beliscão no coco.&lt;br /&gt;- Lilás, e não roxo. É a última moda em Beverly Hills.&lt;br /&gt;- Coitadinha, perdoai sua vaidade, nunca viu o mundo e só porque desbotou os tufos acha que vai abafar no ''nouveau chou''.&lt;br /&gt;- ''Nouveau chou''?&lt;br /&gt;- Como, tu não conhece o ''nouveau chou''?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- O ''nouveau chou'' é o que há. É lá que as coisas acontecem, que as estrelas nascem e colhem inspiração.&lt;br /&gt;- É?&lt;br /&gt;- Claro! Tu precisa conhecer, cher.&lt;br /&gt;- Mas o que é o ''nouveau chou''?&lt;br /&gt;- É tudo. Olha só pra ti, pobre infeliz com esse peitão! Se o ''nouveau chou'' te visse, ia ter um ataque. A moda está para a magreza, a longitude e não a latitude.&lt;br /&gt;- É mesmo?&lt;br /&gt;- É. Veja eu, por exemplo. Eu não dou um passo sem ouvir o ''nouveau chou''. E esse cabelo de cachinhos? O ''nouveau chou'' não suporta mais isso. É caipira. A moda está para o ''menos é mais''. Sem falar da cor. Tem que ser naturalmente menos e nunca artificialmente mais, entende?&lt;br /&gt;- Entendi.&lt;br /&gt;- Como você se chama?&lt;br /&gt;- Hortência.&lt;br /&gt;- Hortência com ''c'' ou Hortênsia com ''s''?&lt;br /&gt;- Com ''s''.&lt;br /&gt;- Muito prazer, Hortênsia com ''s''. Eu sou a Daisy.&lt;br /&gt;- Me fala do ''nouveau chou''.&lt;br /&gt;- Ah, o ''nouveau chou''! Vou te contar tudo. Como é gostoso o ''nouveau chou'', ma chère, gostoso pra chuchu.&lt;br /&gt;Asssim tagarelavam, numa fria manhã de inverno, duas flores gélidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-838724843848267991?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/838724843848267991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/totalmente-last-week.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/838724843848267991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/838724843848267991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2010/01/totalmente-last-week.html' title='Totalmente last week.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-5951245985738575891</id><published>2009-12-21T21:00:00.000-02:00</published><updated>2009-12-21T21:00:30.927-02:00</updated><title type='text'>Média para sumir.</title><content type='html'>A doçura do olhar emurchecido do rosto. O lábil tremor do gesto no encontro das mãos.&lt;br /&gt;Puxei-o pela mão direita. Parece que a mão direita do homem protege a gente, mulher.&lt;br /&gt;Mais manhãs de agosto passaram-se. Mais manhãs de setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, abril, março, abril, maio, junho, julho.&lt;br /&gt;E daí que os mal-entendidos eram subentendidos e os subentendidos, mal-entendidos?&lt;br /&gt;Foi num dia de primavera que ela se revoltou. Sim, foi. Era quase noite, cores e luz em emulsão no ar, deu-se num largo mesquinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-5951245985738575891?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/5951245985738575891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/12/media-para-sumir.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5951245985738575891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5951245985738575891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/12/media-para-sumir.html' title='Média para sumir.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-1983942463878178752</id><published>2009-12-15T14:48:00.002-02:00</published><updated>2009-12-15T14:55:35.175-02:00</updated><title type='text'>Um que você ama é onde você esconde.</title><content type='html'>Fora um encontro casual.&lt;br /&gt;Sorriram, piscaram, enrubesceram. Aproximaram-se, cochicaram impronunciáveis resmungos, tocaram-se. &lt;br /&gt;Amaram-se, uma noite para sempre, em frente à grande estante errática da sala. Arrastando-se por entre as páginas amareladas e memórias náufragas, hipnotizou-lhes o encantamento.&lt;br /&gt;Lembranças, amuletos e retratos, bibelôs quebrados, brinquedos enferrujados. Objetos tristes entre livros cerrados. &lt;br /&gt;Os resmungos sibilavam malícias nos seus tímpanos e a pútrida fumaça do ócio embrulhava-lhe as tripas.&lt;br /&gt;Quando acordou, no dia seguinte (se é que pode-se dizer que dormiram), ela pareceu mais feliz, porém, estranha e confusa com aquela situação. Seu coração parecia derreter ao vê-lo dormindo. Com a barba ainda tímida, ele recebeu um beijo quente dela. Sorriu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-1983942463878178752?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/1983942463878178752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/12/um-que-voce-ama-e-onde-voce-esconde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1983942463878178752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1983942463878178752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/12/um-que-voce-ama-e-onde-voce-esconde.html' title='Um que você ama é onde você esconde.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-4617494237307573764</id><published>2009-12-15T14:29:00.005-02:00</published><updated>2009-12-15T14:46:56.118-02:00</updated><title type='text'>É o outro eu que eu te contei.</title><content type='html'>Tudo estava em silêncio.&lt;br /&gt;Debaixo da bancada desordenada, na estante de instrumentos, entre os vasos esparsos, ela fuçou. Nada ali.&lt;br /&gt;Enfim, a madrugada arregaçou suas anáguas e ela, cansada, tentou afogar sua frustração no pub sonolento. Sua última esperança, derradeiro refúgio.&lt;br /&gt;A noite tinha sido agitada e ainda ecoavam distantes risos, cantos e confissões públicas, compartilhadas, solidárias. Os bêbados de sempre. Em busca, como ela.&lt;br /&gt;Entrou no depósito desordenado - sem querer -. Barris emborcados, babas salivadas... Encontrou a saída. O relento ora doce ora azedo das fermentações.&lt;br /&gt;Foi até o balcão do bar novamente. Afogou-se numa caneca de cerveja escura, para esquecer a busca, a saudade sonhada e o disfarce de liberdade.&lt;br /&gt;Voltando a andar, se depara com sua casa favorita. Na verdade, um sobrado de paredes amarelas, janelas e portas azuis. &lt;br /&gt;Aquele sobrado permanecia cheio de gritos e roncos sinfônicos, ela nomeava assim, mas sabia que eram gemidos. De qualquer forma, era decorado com muito esmero, tapetes, troféus, bibelôs por toda parte. Os donos dele, às vezes, recitavam uns para os outros juras de amor, vingança, conquista, opressão e morte.&lt;br /&gt;Mas ela, continuara sua busca. Agora, no presente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-4617494237307573764?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/4617494237307573764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/12/e-o-outro-eu-que-eu-te-contei.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4617494237307573764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/4617494237307573764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/12/e-o-outro-eu-que-eu-te-contei.html' title='É o outro eu que eu te contei.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-8512495595871010189</id><published>2009-12-14T13:33:00.003-02:00</published><updated>2009-12-14T13:47:41.253-02:00</updated><title type='text'>Ele levou minutos, levou a nenhum lugar.</title><content type='html'>Gostava de se vestir bem. Usava relógio de ouro. Sapatos sob medida. Antes de sair de casa, examinava-se no espelho. Parecia precocemente envelhecido, talvez porque bebesse demais com os amigos todos os dias. De qualquer maneira, sentia-se um vencedor. Mas não era feliz.&lt;br /&gt;Freqüentemente, chegava em casa bêbado, de madrugada. Consumia-se em angústias que jamais confessara a alguém. Quando ficava deprimido, passava dias inteiros sem abrir a boca, imerso, alheio, indiferente. Rico e hipocondríaco, olhava-se toda manhã em busca de novas rugas e novos cabelos brancos, antes de sair para o trabalho no escritório.&lt;br /&gt;A mulher que ele amava continuava solteira, morando com os pais; estava muito magra; sempre solitária... Pelo menos essas eram as notícias que seu irmão trazia sobre a moça.&lt;br /&gt;Numa madrugada de domingo, acordou sobressaltado. A mão direita doía como se estivesse sob pressão de tenazes de aço. Imaginou que acabava de sofrer um derrame. Acendeu a luz, chamou a mulher - ele fora obrigado a casar com ela, para não se sentir só - e ela resmungou, irritada: ''Isso não é nada, é cisma tua. Tu estava dormindo sobre a mão, não é nada de mais. São três horas da madrugada, me deixa dormir, pelo amor de Deus''.&lt;br /&gt;Cinco dias depois, recebeu mais uma visita do irmão dela, no escritório. O homem, abatido, trazia a notícia triste; ela morrera em seus braços, na madrugada do último domingo, às três da manhã. Antes de morrer, murmurava: ''Minha última vontade era apertar novamente a mão dele''.&lt;br /&gt;Ouviu a notícia em silêncio. Mas assim que o outro saiu, começou a chorar como uma criança, porque percebeu naquele instante - naquele preciso e fugaz instante - tudo o que havia perdido pra sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-8512495595871010189?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/8512495595871010189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/12/ele-levou-minutos-levou-nenhum-lugar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8512495595871010189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8512495595871010189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/12/ele-levou-minutos-levou-nenhum-lugar.html' title='Ele levou minutos, levou a nenhum lugar.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-5835691680538969210</id><published>2009-12-04T15:42:00.001-02:00</published><updated>2009-12-04T15:42:59.391-02:00</updated><title type='text'>Charlie.</title><content type='html'>Ele era um homem civilizado. Ci-vi-li-za-do.&lt;br /&gt;Uma pessoa de cuca limpa, com idéias abertas ou libertas.&lt;br /&gt;Se sentou em um banco e ficou ali, até raiar o dia. &lt;br /&gt;A festa continuava lá dentro. Ele despertou de uma longa letargia e foi embora.&lt;br /&gt;Chovia muito naquele sábado de manhã. &lt;br /&gt;Charlie não gostava nada de chuva. Nem de banho. Nem de cheiro de alho e barulho de moto.&lt;br /&gt;No terraço, ele sentou, olhando a chuva cair, pesada, fria, molhada. O dia era daqueles compridos, daqueles que não acaba mais. &lt;br /&gt;Como gota longa que escorre no vidro. Como uma lambida de gato.&lt;br /&gt;Mais tarde, um raio de sol deslizou entre as nuvens. &lt;br /&gt;Ele saiu do torpor e foi caminhar, sem pressa, na grama molhada. &lt;br /&gt;Numa bromélia arreganhada tinha uma mosca. Uma mosca com patas e asas, como todas as moscas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-5835691680538969210?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/5835691680538969210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/12/charlie.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5835691680538969210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5835691680538969210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/12/charlie.html' title='Charlie.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-5053733546007513595</id><published>2009-12-03T01:37:00.002-02:00</published><updated>2009-12-03T01:38:36.987-02:00</updated><title type='text'>Anos de prata.</title><content type='html'>Eles se encontravam uma ou duas vezes por semana. &lt;br /&gt;Paixão, ela reverberava. Fosforescências. &lt;br /&gt;Ele dizia claramente. Não queria se casar, não queria se juntar. Não gostava de iludir. Cada qual em dividido, para se somarem no mais e no tudo. Assim ele dizia. Assim ele queria. Assim ela assentia. &lt;br /&gt;Na esperança de esperar, ela esperava. Um dia, quem sabe? Eles se casariam. &lt;br /&gt;Os encontros semanais. Resplandescências. &lt;br /&gt;Durante muitos anos ela viveu feliz, à espera do que esperava. Consonâncias, as ressonâncias. &lt;br /&gt;Uma vez, como tantas vezes, quando ele voltou de viagem, não telefonou. E não atendeu quando ela ligou. Dissonâncias? Reacreditada, ela se esperou. Palidecências. &lt;br /&gt;De manhã, debaixo da porta dela, um envelope com a letra dele. Um bilhete. Obscurecência. Estava tudo acabado. Ele acabava de se casar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-5053733546007513595?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/5053733546007513595/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/12/anos-de-prata.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5053733546007513595'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5053733546007513595'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/12/anos-de-prata.html' title='Anos de prata.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7623464382380926641</id><published>2009-11-30T15:01:00.006-02:00</published><updated>2009-12-02T09:53:25.223-02:00</updated><title type='text'>Forma ao esquema de coisas.</title><content type='html'>Um é placidez dos lençóis. Outro é o estremecer da nudez. Um é a resposta da carícia na pele. Um é o segredo do oculto. Outro é a revelação do exposto. Um é o suspiro. Outro é o arquejo. Um é a espera. Outro é perigo. Um é o amor. Outro é a paixão. Ela quer os dois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7623464382380926641?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7623464382380926641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/para-ser-novamente-recente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7623464382380926641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7623464382380926641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/para-ser-novamente-recente.html' title='Forma ao esquema de coisas.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2962315193333649308</id><published>2009-11-24T09:29:00.005-02:00</published><updated>2009-11-29T13:26:41.062-02:00</updated><title type='text'>Simétrico.</title><content type='html'>Acariciando o queixo, desenhava com uma mão, assuntando com as tripas e respirando com o coração. &lt;br /&gt;Horas a fio pesquisava, firmava o traço e os rabiscos soluçavam sobre o papel.&lt;br /&gt;Tudo começou com um ponto. Um ponto solto, vermelho, solitário, no meio da folha. Depois, uma linha a percorrer o papel em arabescos barrocos. As curvas loucas, preenchenco o vazio, desenrolando-se e curvando-se novamente para todos os lados. Finalmente, as manchas pesadas espatifando-se e dissipando os intrincados ornamentos. &lt;br /&gt;Os gatinhos sapecavam em suas pernas, de fome. &lt;br /&gt;Esfregando pesadamente suas pantufas felpudas pelo piso gelado da sala, vai até a cozinha. Vazia e escura. Já era quase dia. Aproveita e bebe um pouco de uísque. Ele se empolga, senta na mesa e bebe duas garrafas. Em instantes, dormia um sono etílico.&lt;br /&gt;O telefone toca e ele, após acordar assustado, sobe até o quarto para atendê-lo. Era engano. Fica por lá e continua a escrever.&lt;br /&gt;Quando se deu por satisfeito, no quarto silencioso, um enorme sorriso iluminou o papel. A carta estava cerrada. Mandaria no dia seguinte. No mesmo envelope, o desenho que fizera. &lt;br /&gt;Todas as cartas de amor são parecidas. Dizem as mesmas coisas, repetem as mesmas palavras, as mesmas superfícies e idênticos conteúdos.&lt;br /&gt;Cartas de amor não dizem nada. Cartas de amor são palavras parasitas. Tal qual um vírus inanimado quando solto no ar, manifestam-se quando penduram seus mistérios no receptor.&lt;br /&gt;E, quando encontram o único e adequado terreno, meu Deus, o que é essa avalanche? Meu Deus do céu, faça-me escravo desta química!&lt;br /&gt;De que me importa o Deus do céu, quando se ama?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2962315193333649308?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2962315193333649308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/simetrico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2962315193333649308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2962315193333649308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/simetrico.html' title='Simétrico.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-7573125781477467628</id><published>2009-11-23T14:15:00.002-02:00</published><updated>2009-11-23T14:24:52.751-02:00</updated><title type='text'>Ré menor, opus 21.</title><content type='html'>- Tu sabe o que é uma borboleta? &lt;br /&gt;- Mas... Claro que sei!&lt;br /&gt;- O que é, então?&lt;br /&gt;- Ora, é uma borboleta! Uma... butterfly, uma... mariposa, uma Schmetterling, uma papillon, certo?&lt;br /&gt;- Muito certo. Mas como ainda podemos definir uma borboleta?&lt;br /&gt;- Um ser, um inseto que voa!&lt;br /&gt;- Correto. O que mais?&lt;br /&gt;- Bem, as borboletas têm uma tromba de elefante por onde se alimentam, asas muito grandes e coloridas, muitos pés também.&lt;br /&gt;- Mais alguma coisa?&lt;br /&gt;- Elas vivem pouco tempo. Pobres borboletas...&lt;br /&gt;- É?&lt;br /&gt;- É, e também existem os caçadores de borboletas, com aquelas redes... dando ''pulinhos de primavera'', tipo os do Bob Esponja.&lt;br /&gt;- Sei... Eles também parecem borboletas, né?&lt;br /&gt;- Não! Eles são maus. Depois de pegar as coitadas, crucificam elas com dois alfinetes.&lt;br /&gt;- Tá. E... o que mais tu sabe das borboletas?&lt;br /&gt;- Eu sei também que existem muitos tipos de borboletas. Dizem que suas asas têm um pó que pode nos cegar. &lt;br /&gt;- Interessante! E o que mais?&lt;br /&gt;- Como? Mais? Por que cargas d'água tu quer saber o que eu sei das borboletas? &lt;br /&gt;- Só para puxar assunto mesmo, hê.&lt;br /&gt;- Ok...&lt;br /&gt;- Então, mais alguma coisa?&lt;br /&gt;- Tem ainda aqueles desenhos que fazemos quando crianças, com... papel dobrado e tinta no meio, sabe? Tem também as gravatas borboletas... aquele... tipo de macarrão, tem...&lt;br /&gt;- Mas essas não têm graça. Prefiro as de verdade. Fala mais das outras.&lt;br /&gt;- Bom, elas... voam meio torto, eu li uma vez. Parece que nunca sabem onde estão indo.&lt;br /&gt;- Como se estivessem sem pressa?&lt;br /&gt;- Sem pressa, não. Como se tivessem acabado de acordar, sabe? Tipo... procurando os chinelos debaixo da cama...&lt;br /&gt;- Sei... Diga mais.&lt;br /&gt;- Deixa eu pensar... Humm... Lembrei! Quando as borboletas pousam numa flor, suas asas ficam fechadas, assim como se estivessem rezando.&lt;br /&gt;- Tu sabe muito sobre borboletas.&lt;br /&gt;- Tu acha? &lt;br /&gt;- Acho. Tem mais alguma coisa?&lt;br /&gt;- Bem, tem aquela fase que vem antes, quando elas não são borboletas ainda, quando são uma larva. Mas disso eu não sei muito e tu me perguntou sobre borboletas, não larvas. &lt;br /&gt;- É verdade. Mas, continua.&lt;br /&gt;- Sobre borboletas?&lt;br /&gt;- É, sobre borboletas.&lt;br /&gt;- Mas eu não sei mais nada sobre borboletas.&lt;br /&gt;- Nada?&lt;br /&gt;- Nada.&lt;br /&gt;- Está bem. Então me fale sobre nuvens.&lt;br /&gt;- Nuvens?&lt;br /&gt;- É, nuvens, como aquelas ali.&lt;br /&gt;- Tá. Mas por que tu quer saber sobre nuvens? &lt;br /&gt;- Assim, por nada.&lt;br /&gt;- Nuvens são concentrações de água em estado gasoso, no céu.&lt;br /&gt;- O que mais?&lt;br /&gt;- Nuvens são como borboletas: parece que nunca sabem para que lado voar.&lt;br /&gt;- É verdade. Mais algo?&lt;br /&gt;- Não sei muita coisa sobre nuvens, desculpe.&lt;br /&gt;- Então me fale sobre bigodes.&lt;br /&gt;- Bigodes?&lt;br /&gt;- É, bigodes ou, então, cílios. Tu prefere falar de bigodes ou cílios? &lt;br /&gt;- Tanto faz. &lt;br /&gt;- Diz o que tu sabe sobre cílios e bigodes, então.&lt;br /&gt;- Mas o que tu quer saber sobre cílios e bigodes?&lt;br /&gt;- São mais parecidos com borboletas ou com nuvens?&lt;br /&gt;- Bigodes: com borboletas; e cílios, com nuvens.&lt;br /&gt;- É mesmo. Continua...&lt;br /&gt;- Tá bem, mas antes...&lt;br /&gt;- Sim?&lt;br /&gt;- Antes eu queria dizer que te amo.&lt;br /&gt;- É?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Eu também.&lt;br /&gt;- Que bom. Continua sobre os cílios e bigodes, ou tu prefere falar agora sobre pulgas? &lt;br /&gt;- Pulgas? Pode ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-7573125781477467628?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/7573125781477467628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/re-menor-opus-21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7573125781477467628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/7573125781477467628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/re-menor-opus-21.html' title='Ré menor, opus 21.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-5800254935649002630</id><published>2009-11-19T19:12:00.005-02:00</published><updated>2009-11-19T21:56:51.162-02:00</updated><title type='text'>P-p-p-party.</title><content type='html'>Chega tarde à festa e só surpreende pedaços de corpos, muitos pedaços, separados, disformes, atravacando seu caminho. Pernas, braços, olhos, muitos olhos dando reflexos multicoloridos ao ambiente escuro. Um dos olhos o reconhece e se encaminha para ele, vai aos pulos e se ajeita no bico do sapato... Com medo, John olha para ele: um dos olhos de Lucy, verde, verde, grande e úmido, como se ela acabasse de chorar. Mas seu olho está vivo, não traz marcas vermelhas deixadas pelas lágrimas. O verde, o branco e o círculo negro bem definidos, marcantes. O olho não está triste, embora sem o companheiro. Onde estará o outro, as outras partes de Lucy? Precisa encontrar-se com ela, salvá-la, salvar o resto do corpo. Mas a luz está turva, leitosa. Os olhos só se refletem nas paredes, nunca no chão de corpos divididos. Eles parecem buscar no alto outros olhos, piscam, mudam de direção, não páram num só espaço. O olho de Lucy ficou preso nos de John, e os de John, no de Lucy. O ambiente vai afogando o homem, luzes de olhos na parede, luzes vermelhas no palco fundo, sons aloucados e um bolo na garganta impede seu grito. Ele grita: ''Lucy-Lucy-Lucy'', mas o som repercute apenas dentro dele. Os rapazes do conjunto pop permanecem frenéticos, incansáveis, barulhentos. Cantam desesperadamente uma canção que ele não entende, quase uivos. E a luz vermelha vai apagando e acendendo, mudando de tonalidades: forte exageradamente, quase cegante, ou indistinta. Luz e sombras nos corpos deles, nas estranhas cabeleiras longas que sobem e descem, volteiam inquietas. À medida que a música fica mais louca, sente que nuas pernas, lisas e cabeludas, se movimentam dinamicamente, não no palco, mas ao seu lado. Só pernas, só o seu corpo no meio delas. Duas estão encostando ao seu corpo, se esfregando nas suas pernas em ritmo vertical e horizontal. Ele tem medo e desejo, muito desejo, muito medo. Suas mãos descem até elas, são as longas pernas de Lucy, tem certeza de que são. Já tinha um olho, agora, duas pernas, muitas esperanças. Logo outras partes reaparecerão e, como fazia com os brinquedos de criança, montará todo o corpo de Lucy, peça por peça. E Lucy renascerá em suas mãos, de suas mãos. O corpo de Lucy é sua geografia constante e nada desconhece dele. É terreno moldado em suas mãos e só ele sabe dos vales, montanhas e planícies daquele corpo. Ouve estrondos de palmas, vivas, barulho alegre, gritos. Uma mulher, maior que todos, mas com rosto de criança, aparece nua, canta e dança, possuída pelo demônio. Enquando ela canta, todos se calam. Depois novos gritos, palmas, vivas. A voz volta a imperar. Não consegue deter uma nota ou um verso, mas é música e a voz emite palavras estranhas, sons onomatopaicos e selvagens. Crescem os corpos ao fundo, mas não sabe distinguir fisionomias e sexos. Estão nus e os corpos vão sofrendo metamorfoses: surgem lisos como de moças ou adolescentes e vão criando pêlos enormes que crescem, crescem, até surgirem os corpos novamente lisos. A voz vai ficando triste, mais triste, mais choro que canto. Parece sinos desordenados, tristes, fortes. Lucy, Lucy, por que você inventou esta festa? Por que o convidou com tanto empenho? Onde estão as outras partes do seu corpo, onde? É tão confuso. Sente-se abafado, sem luz, neste fundo de poço imenso, cheio de fantasmas aloucados, e sem definição. Está confuso e não compreende as mãos surgindo, sem os braços enormes, nítidas. As mãos correm pelo corpo dele, tiram suas roupas, Lucy... Está excitado, muito excitado. As mãos, as pernas, o olho, um olho só, as mãos revisitando seu corpo muitas vezes, como uma amante saudosa. Ele tem partes do corpo dela, necessita uní-las com as demais, até recriar ela completa e mais velha. Lucy lhe disse muitas vezes que nasceu nas mãos dele, elas descobriram seu corpo. Agora elas vão montá-la e será divino vê-la nascer delas (novamente). Mas não excite-o assim, ele precisa concentrar nessas partes de tantos corpos para descobrir as que lhe faltam. Precisa, urgentemente, de seu corpo completo, reconstituído. Não quer que seu corpo se relaxe, depois do orgasmo provocado por suas pernas nas dele, suas mãos correm o corpo de John, seu olho hipnotizando-o. Sente um calor nos lábios, primeiro o vem uma doce repugnância. Olha e alegremente descobre os lábios dela, sua boca inteira, dentes, sorriso. Seus lábios queimam os dele, saem da boca e mordem o ombro dele, beijam seus braços, o rosto. Aos poucos, outras partes surgirão e será mais fácil reconstruí-la, Lucy. Não pode se excitar tanto. Se interromper seus desejos, não montará seu corpo, peça por peça, como na infância. Quer calma e ar puro para montá-la melhor ainda do que era antes. Tudo seria mais fácil se houvesse um ambiente aberto, flores, muitas flores, cantos de pássaros ou uma música de Bach, tocada baixinho. Mas esta maldita barulheira, esta alucinação, este poço escuro e triste e o sexo em desespero impedem de concentrar-se na obra. Outras partes vão surgindo mais, elas se movimentam dinamicamente como a música tocada. Seus movimentos são lentos e querem uma construção minuciosa, como a de um poeta buscando palavras exatas para um poema maior. Ele precisa montar Lucy, seu poema. Precisa do corpo completo para completar seu ato de amor. Quer seu corpo colado no dela, sem faltar um detalhe. Não quer se satisfazer com as partes disponíveis apenas. As mãos de Lucy se juntarão às suas, agora elas estão presas nos braços e eles tocam o corpo de John. Mãos, boca, braços, pernas excitando-o e ele querendo deter cada parte para formar o todo. Agora são dois olhos nos dele. Por que esta festa maluca, por quê? Eles estavam tão felizes e calmos, isolados das pessoas, ambientes e coisas fora do mundo. Criavam a vida de uma maneira calma, sem luzes, cores, festas, palpites, fugas. Longe, tão longe das mentiras criadas no tempo de solidão, antes de um se descobrir no corpo do outro. Por que esta festa, Lucy? Será que precisava de fugas? Ele não entende, não consegue... John pede para que ela tire a mão de sua boca, ele quer falar, perguntar. Quer porque dói muito e não encontra resposta para o insólito disto tudo. Os dois olhos, a boca, agora o nariz e cabelos, as mãos, os braços, as pernas, o corpo vai se recompondo, mas sente vontade de parar com tudo e deixar que seu corpo cansado tenha paz. Os beijos de Lucy, suas mãos no corpo dele, as pernas nas dele, não, Lucy, agora não. Os seios, onde estão os seios? São fundamentais para maior harmonia e beleza. Ele suplica que não alise seu corpo agora, por Deus, ele não agüenta, não esfregue as pernas assim, por Deus, Lucy. Precisa dos seios, das nádegas, do que lhe falta... E seu corpo está queimando, resistindo, esfregando-se ao dela. Não, precisa concluir, não pode desistir. Quer e não quer, não pode. Agora, Lucy, pare um pouco, ele está completando o poema, com poucas palavras mais, não deixe que as partes se unam, John quer montá-las uma a uma, peça a peça, bem dispostas, como as palavras do maior poema de amor que alguém já fez. Impossível, não pode, não há mais forças, nem tempo, nem nada. Que as partes se encontrem nos gemidos finais. Já ouve o gemido de Lucy e o hálito dela quente ao ombro dele, voaram, voaram, voaram, viagens, sons, cores, viagens, cores, sons, voaram, voaram. Seu corpo completo completa o dela. Os corpos trêmulos se compuseram juntos, são deuses, dois corpos, um só corpo e Lucy Lucy.&lt;br /&gt;A música baixinha, a claridade da lua no céu, fora do poço dois corpos estendidos. Um sono pesado, sua cabeça pendida nos ombros de John, um beijo na testa, diversos beijos em seu corpo, agora completo. Tomba cansado e sonha, sonham.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-5800254935649002630?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/5800254935649002630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/p-p-p-party.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5800254935649002630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/5800254935649002630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/p-p-p-party.html' title='P-p-p-party.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-8125860413829237458</id><published>2009-11-18T23:32:00.004-02:00</published><updated>2009-11-19T21:00:04.307-02:00</updated><title type='text'>Subsídio.</title><content type='html'>Pega um cigarro, custa a acendê-lo. Não consegue controlar o tremor das mãos. &lt;br /&gt;Dá uma espiadinha no espelho do carro, ajeita o cabelo despenteado pela ventania. Paciência! Depois se arruma melhor. O importante é que está ali. Apóia a cabeça no encosto do banco, respira fundo. No rádio: ''Lucy in the sky with diamonds''. Ouve atento, em busca de descontração. Não quer que ela perceba como está tenso. Disfarça. Tenta uma conversa impessoal, procura ser lúcido, brilhante. Não é nada disso.&lt;br /&gt;Dirige devagar. Troca a marcha inexperientemente. O carro parece tão grande para ele. Com aquela cara de menino.&lt;br /&gt;Chegados no apartamento dela, ele respira aliviado. Tenta aparência natural. Observa móveis, quadros, aparelhos de som, discos... Separa: Caetano Veloso, Chico Buarque, The Carpenters, Beatles e Arnaldo Antunes. Ela abre o uísque e o serve. Algumas almofadas pelo chão. Senta-se, tira os sapatos, ajeita a camisa. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Are you sure didn't make it up yourself?&lt;/span&gt; - ouve. E vai sofreando perguntas, essas perguntas tolas que os homens fazem ou têm vontade de fazer: é seu apartamento? Você vem sempre aqui? Procura se convencer de que isso não importa. Pega o copo de uísque, põe no chão a seu lado. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;I'm standing in the wind, but I never wave bye-bye, but I try, I try&lt;/span&gt; - começa a cantarolar.&lt;br /&gt;Ouve e bebe com certa sofreguidão. Talvez lhe faça bem.&lt;br /&gt;Na penumbra da sala, pára o seu cigarro, onde uma cinza comprida parecia querer cair a qualquer momento. A moça sorri.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-8125860413829237458?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/8125860413829237458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/subsidio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8125860413829237458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8125860413829237458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/subsidio.html' title='Subsídio.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-2118491372197113975</id><published>2009-11-18T14:19:00.009-02:00</published><updated>2009-11-18T16:01:42.403-02:00</updated><title type='text'>Modern Love.</title><content type='html'>Olhar ele dormindo não era uma coisa que ela imaginara. Foi por acaso que dormiram juntos. Mesmo sem conseqüências sexuais. Talvez porque se conheçam há pouquíssimas horas e ela, mesmo sendo uma mulher moderna, ainda se considera absoleta em relação às jovens da mesma idade atualmente.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violeta acaba de sair de um (curtíssimo) relacionamento, onde, dramatizava ''estar com o coração em pedaços'' e que, nenhum outro alguém poderia curá-la. Parece que agora estava enganada, não é mesmo, Violeta?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro trabalha no ramo de publicidade. Ele ainda é jovem. Mas sempre foi um cara boêmio (desconsiderando o antigo significado da palavra), com alma de idoso, mas ao mesmo tempo, muito responsável, apesar de sua desorganização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele a convidara para dar uma volta no seu ''carango'', como ainda costumava chamar seu carro antigo. Violeta, claro, adorava aquele jeito de falar de Pedro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, quando Violeta se deu conta, sentiu uma mão em sua cintura. Estranho... Ela não lembrara de nada. A resposta estava justamente em frente a seus olhos: quinze - sim, QUINZE - garrafas de vinho tinto e mais duas de vodka barata. Certamente ela não lembraria de nada que aconteceu na última noite e isso, de certa forma, a deprimia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violeta sempre foi uma mulher nostálgica. Quando se sentia carente (não raramente), se pegava lembrando de amores passados. E isso a incomodava um pouco. Mas mesmo assim, não perdia o hábito. Talvez porque não tenha encontrado alguém que a satisfaça por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro abriu os olhos. Sua cabeça pesava um pouco, mas sua memória era invejável. Lembrava de cada detalhe com Violeta. E não se lamentava por não terem feito sexo. Olhou para o lado, e em seus braços, estava o corpo de Violeta. Ela parecia perturbada. Mas aos poucos, retomava sua memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violeta entrou no carro e, em meio àquele cheiro de incenso, resmungou: ''para onde vamos hoje?''&lt;br /&gt;Ele parecia mais empolgado que ela, e disse sem pensar: ''quero que conheça um lugar''. Ela lançou um longo sorriso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro não conteve-se, e quando viu Violeta ao seu lado, quis beijá-la. Ela, meio assustada, correspondeu ao beijo de tirar o fôlego. Indícios de excitação tomaram conta dos dois corpos. Porém, Pedro recuou: ''se não aconteceu ontem, certamente, é porque devemos esperar um pouco mais, certo?''.&lt;br /&gt;Violeta sorriu e o beijou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já mencionei como se conheceram?! Acho que não...&lt;br /&gt;Violeta e Pedro, se encontraram pela primeira vez numa feira literária, na cidade onde um amigo de Pedro morava. Ela, foi convidada por uma amiga... que, era amiga do amigo de Pedro. &lt;br /&gt;Violeta avistou aquele rapaz de cabelos negros, compridos e brilhantes. Seu par de  óculos e tênis chamaram a atenção. Sua roupa simples, fora de uso e aparentemente macia, a envolvia. Ela queria mesmo conhecê-lo. E sem vergonha alguma, dirigiu palavras a ele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela mesma cama, Violeta tentava lembrar como foram parar ali. E Pedro, com uma simplicidade na fala, explicou-a que haviam apenas ouvido algumas músicas no velho toca-discos e bebido (muito). Ela se sentia segura, mesmo não lembrando muito bem sobre a noite passada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegados ao lugar onde Pedro gostaria de mostrar à Violeta, ele a desceu do carro e mandou que abrisse os olhos. Acredite ou não, ele levou-a num zoológico. Nem ao menos imaginando que Violeta amava animais. E mais do que isso, amava zebras. Sem querer, Pedro a colocou frente a frente com as zebras do zoológico. O que claro, fez com que Violeta abrisse um sorriso que mal cabia em seu pequeno e delicado rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violeta lembrara aos poucos que haviam ido tomar sorvete após terem ido ao zoológico. E apenas isso teria acontecido. Ela estava surpresa com tudo. Nunca um homem a tinha tratado com tanto respeito. Por um momento, ela até desconfiou da heterossexualidade de Pedro. Mas lembrou que eles estavam abraçados e que ele a beijara várias vezes. Não era possível. E não era mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viram os leões também, que eram os animais favoritos de Pedro. Além de seu signo ser Leão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sabor de sorvete favorito de Violeta é flocos. Pedro acertara mais uma vez. Espero que ele descubra que suas flores favoritas são rosas amarelas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-2118491372197113975?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/2118491372197113975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/modern-love.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2118491372197113975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/2118491372197113975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/modern-love.html' title='Modern Love.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-285297274877205611</id><published>2009-11-17T14:35:00.006-02:00</published><updated>2009-11-18T14:34:25.016-02:00</updated><title type='text'>The youth is starting to change. Are you starting to change?</title><content type='html'>É engraçado a forma que as coisas mudam. Estamos praticamente no final do ano... Alguns, se preparam para irem embora de suas respectivas cidades; outros, ''pegam'' empregos temporários; e há ainda os que acabarão o Ensino Médio. Aliás, era exatamente aí onde eu queria chegar: nas pessoas que se formam esse ano.&lt;br /&gt;Quer dizer, tem todo aquele ritual de trocar telefone, juras de amor que parecem eternas e tudo mais. &lt;br /&gt;Mas eu digo uma coisa: vamos todos nos perder de vista um dia. E o tempo para ver os ex-colegas de colégio não vai existir. Os papéis de telefones que acabamos de anotar vão sumir como que por encanto. Crescer é, de certa forma, se separar das pessoas amadas.&lt;br /&gt;Vamos descrobrir, na carne, que sentir, nessa vida, é sentir o tempo indo embora.&lt;br /&gt;Alguns momentos, algumas coisas, ou pessoas, cheiros, visões, objetos e lembranças, nos põem em contato com o passar do tempo. Tudo o que nos emociona, tudo o que nos toca fundo, é o tempo chegando e indo embora. Se eu pudesse dar um conselho, eu diria: não queiram nunca ser eternamente jovens; gostar de viver é gostar de sentir, e gostar de sentir é, necessariamente, gostar de envelhecer. &lt;br /&gt;A vida, para uns, será mais suave; para outros, mais dura. Às vezes por castigo, às vezes por acaso. Falem com o tempo. Conversem com ele. Fiquem íntimos dele. O tempo é a nossa única companhia garantida até o último instante.&lt;br /&gt;Sejam orgulhosos da derrota, e bondosos na vitória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-285297274877205611?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/285297274877205611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/youth-is-starting-to-change-are-you.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/285297274877205611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/285297274877205611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/11/youth-is-starting-to-change-are-you.html' title='The youth is starting to change. Are you starting to change?'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-1085022109166813653</id><published>2009-10-05T14:08:00.007-03:00</published><updated>2009-10-10T14:04:24.297-03:00</updated><title type='text'>Uma única...</title><content type='html'>Ela estava inquieta. Agitada demais para dormir, tentou ler por algum tempo, mas logo abandonou seu livro e começou a andar pelo quarto. Estava começando a chover, e Claire* viu as gotas geladas caindo nas vidraças com força espantosa. &lt;br /&gt;Respirando fundo, forçou-se a interromper a agitada caminhada pelo aposento e sentou-se.&lt;br /&gt;Naquele instante a porta se abriu.&lt;br /&gt;Claire emitiu uma exclamação de espanto ao vê-lo entrar no aposento, chutando a porta para fechá-la. Ele abriu as presilhas do colete e deixou-o cair no chão. A camisa de linho estava suja e molhada, como seus cabelos e seu rosto. Sua aparência era ameaçadora, perigosa e Claire recuou um passo enquanto ele se aproximava.&lt;br /&gt;Seus olhos ardiam ainda mais escuros, e ele, a encarava enquanto atravessava o quarto com passos lentos, determinados. Ao parar diante dela, praticamente encurralando-a contra a parede, John ergueu uma das mãos e tocou seu queixo.&lt;br /&gt;- Não tenho pensado em nada que não seja você - disse, o tom soando zangado aos ouvidos de Claire. &lt;br /&gt;Então ele a beijou.&lt;br /&gt;John roçou sua boca com os lábios, quase incapaz de conter-se, temendo esmagá-la com a intensidade de sua ânsia.&lt;br /&gt;Não devia se importar com ela.&lt;br /&gt;Entrara no quarto de Claire com o firme propósito de deitá-la diante da lareira e saciar seu desejo. Mas, quando vira o medo em seus olhos, sentira que o instinto se tornava mais brando, menos urgente. Queria tê-la como antes, desejando-o, excitada e relaxada. Por isso conteve-se, tocando apenas seu rosto com a ponta dos dedos, beijando seus lábios com ternura.&lt;br /&gt;Claire conteve o fôlego e abriu os olhos. De repente, ela o enlaçou com os braços e beijou-o com ferocidade espantosa, pressionando o corpo contra suas roupas sujas e ensopadas, sem dar nenhuma importância ao prejuízo que causava às próprias roupas.&lt;br /&gt;John não pensou duas vezes. Puxou-a contra o peito, segurando sua cabeça, inserindo a língua entre seus lábios. Ela correspondeu de pronto, e o calor de sua boca o fez pensar no calor que encontraria quando a despisse e mergulhasse em sua... feminilidade.&lt;br /&gt;Claire abaixou as mãos. Empurrando a camisa dele para cima, ela tocou a pele de seu abdome, do peito e dos mamilos. Sem interromper o beijo, usou o polegar e o indicador para massageá-los.&lt;br /&gt;John ouviu o próprio gemido aflito. Tinha de penetrá-la. Agora!&lt;br /&gt;Rápido, tomou-a nos braços e levou-a para a frente da lareira, onde a guitarra ocupava todo o espaço de um assento duplo. Colocando-a no chão, mudou o instrumento de lugar, despiu a camisa, removeu o restante das roupas e aproximou-se novamente dela.&lt;br /&gt;Claire tremia, mas isso não o impediu de levantar seu vestido, desnudando suas pernas. Por um momento o homem hesitou, mas ela tocou sua nuca e puxou-o em sua direção, tomando sua boca num beijo devastador.&lt;br /&gt;Um gemido rouco brotou de seu peito quando a língua encontrou a dele, como se ela estivesse esperando por aquele momento há dias. Emoções profundas, variadas, imensas e intensas preenchiam por completo, e ele moveu a cabeça de forma a poder olhá-la com sedução.&lt;br /&gt;Nenhum dos dois disse nada. Quando os olhos se encontraram, John penetrou-a com um movimento firme e seguro, fechando os olhos para melhor desfrutar do prazer da união.&lt;br /&gt;Quando ele começou a se mover, Claire acompanhou seu ritmo. Por maior que houvesse sido o frio que sentira há pouco, de repente queimava com um frenesi que nunca havia experimentado antes. Os músculos sofriam com a tensão e ele se deliciava com as sensações que o corpo feminino proporcionava. Tomou seus lábios novamente para mais um (longo) beijo, engolindo seus gritos de prazer, derramando gota a gota em seu interior todo o prazer que o dominava no momento do êxtase.&lt;br /&gt;Tremendo, apertou-a entre os braços, aninhando-a até sentir que seu coração retomava o ritmo normal e a respiração ganhava profundidade. Jamais conhecera tal emoção, nem se sentira tão íntimo de outra pessoa. Nem mesmo com a própria esposa.&lt;br /&gt;Era perigoso demais pensar nisso.&lt;br /&gt;De qualquer maneira, sua falta de controle o assutava. Fora procurá-la movido pelo desejo de possuí-la, mas nunca se imaginaria fazendo amor com uma mulher daquela maneira, no chão do quarto, diante da lareira, correndo o risco de ser surpreendido por um de seus irmãos... Mas, diante da recepção calorosa e das evidências de desejo de Claire por ele, não fora capaz de controlar-se.&lt;br /&gt;Apoiado nos cotovelos, encarou-a e viu o torpor em seus olhos. Ela estava confusa, perplexa, e saber que sua reação ao ato era tão intensa quando a dele só tornava a sua situação ainda pior. Não queria sentir-se ligado a ela. Não queria laços além daqueles que os uniam na cama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-1085022109166813653?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/1085022109166813653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/10/ocorrencia-3114.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1085022109166813653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/1085022109166813653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/10/ocorrencia-3114.html' title='Uma única...'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-8941180731772602612</id><published>2009-10-05T13:41:00.003-03:00</published><updated>2011-07-02T22:46:59.549-03:00</updated><title type='text'>Milonga.</title><content type='html'>Algo estava errado ali. Eu conhecera seu rosto e interpretara suas expressões tão bem quanto as minhas, mas aquela... jamais a vira antes. E não gostava do que via.&lt;br /&gt;Ele estivera chorando, e não queria que ninguém soubesse disso. A constatação me aborrecia mais do que gostaria de admitir. Não que acreditasse estar sendo vítima de uma mentira. Também não suspeitava de que ele guardava algum segredo obscuro e perigoso. Sabia que não era nada disso. &lt;br /&gt;Mas algo o pertubava. E o instinto dentro de mim despertava um estranho sentimento de proteção. Queria destruir o que quer que houvesse causado aquelas lágrimas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-8941180731772602612?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/8941180731772602612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/10/milonga-milonguita.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8941180731772602612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8941180731772602612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/10/milonga-milonguita.html' title='Milonga.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-343007485174205135</id><published>2009-09-24T17:12:00.000-03:00</published><updated>2009-09-24T17:13:35.516-03:00</updated><title type='text'>Deuses astronautas em plena nudez.</title><content type='html'>Gosto do jeito como me apaixono por estranhos. Do modo como eles me chamam atenção, me fazem sentir borboletas no estômago e na outra semana, são apenas boas lembranças. E mais do que isso, acho merecedor escrever sobre eles aqui, por isso, aí vai mais um conto de fim de semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelos padrões do Uruguai, ainda era cedo; às onze horas da noite o horário da janta estava apenas iniciando. Eu comecei a sentir fome e ia me inclinando sobre o braço do meu primo para pedir comida, quando algo me chamou atenção no centro do salão. O olhar de um homem fez minha respiração se acelerar... de um modo que quase doeu. Foi como uma pontada seguida de dor, que começou em minha garganta e se aprofundou por meu corpo através do peito, direto ao coração.&lt;br /&gt;Olhei, e continuei olhando. Algumas coisas nele me encantaram... Como os cabelos escuros; ombros largos; uma expressão corporal que me puxava; a maneira como se inclinava para a frente, atento, balançando a cabeça de certo modo para ouvir o que o homem a sua frente estava dizendo; o modo como franzia a testa e curvava a boca num discreto sorriso que dizia que mal conseguia ouvir, mas que continuava tentando. Cada gesto, cada olhar, parecia-me extremamente familiar. Ele não era um estranho.&lt;br /&gt;Deviam ter passado alguns segundos antes que eu percebesse as roupas que ele estava usando, e quando o fiz a estranha sensação se abateu sobre mim outra vez. Meu coração disparava e parava, disparava e parava, como se não soubesse o que fazer, assim como minha cabeça.&lt;br /&gt;Calça jeans, camisa branca e um colete de couro muito caro e folgado, com um bolso de cada lado. Ele também usava um lenço, meio cinza, meio lilás. Fazia muito frio naquela noite, todos usavam roupas quentes e casacos pesados, mas ele não parecia incomodar-se ao usar somente aquela roupa.&lt;br /&gt;Fiquei dividida. Parte de mim, a parte que vive entre imagens e devaneios, queria se levantar da cadeira e ir até o outro lado da mesa e dizer: "Oi!", quase aceitando o fato que aquilo realmente acontecia diante de meus olhos. Mas a outra parte em que me dividia estava amedrontada.&lt;br /&gt;Tentei racionalizar. No entanto, permanecia o fato de que o rosto dele era tão familiar para mim. Talvez eu já o tivesse visto em alguma janta em família, sei lá.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, ele não parecia real.&lt;br /&gt;Se eu o tocasse ele se dissolveria como vapor? Seria de carne e osso? Ou seria uma aparição?&lt;br /&gt;Incapaz de me mover, eu simplesmente fiquei ali sentada, boquiaberta. Ele não era uruguaio, concluí; não gesticulava como um uruguaio. Infelizmente, com todo aquele barulho, era impossível ouvir em que idioma ele falava, mesmo estando na mesma mesa.&lt;br /&gt;Talvez ele tivesse percebido meu olhar, como acontece à gente às vezes. Ele devia ter sentido, porque desviou o olhar da pessoa a quem ouvia tão atentamente. E não vagou o olhar pelo salão em busca da fonte de energia que se orientava em sua direção. Ao contrário, voltou a cabeça e olhou diretamente para mim, e apenas para mim.&lt;br /&gt;Fiquei deslumbrada com o azul-prateado daqueles olhos, que cintilaram com uma espécie de surpresa. Ele franziu a testa, e cada contração muscular de seu rosto, o menor tremor revelava surpresa. Meu coração se comportava como louco. Tentei conter a respiração e não consegui, nossos olhares se cruzavam de um modo que jamais esqueci.&lt;br /&gt;Ele parecia me conhecer! Ainda assim não era possível... aquele estranho não podia me conhecer.&lt;br /&gt;Nossos olhares continuavam fundidos, acima da fumaça e do barulho do restaurante. Não sei o que ele via, mas de uma coisa estava certa: ele me reconhecia. "Ele realmente me conhece!", pensei, num momento de loucura - onde já não ouvia o que as pessoas em volta falavam.&lt;br /&gt;Então a lucidez retornou. Comecei a tremer. Tentei olhar para o lado e não consegui. Ele voltou a prestar atenção no homem com quem conversava - parecia ser seu tio. Mas novamente seu olhar pareceu atraído para mim.&lt;br /&gt;"Devo parar de olhar!", implorava a mim mesma. Talvez fosse apenas meu olhar que estivesse atraindo a atenção dele; ele apenas reagia àquela sensação de estar sendo observado.&lt;br /&gt;Mas, não, era mais que isso. O olhar dele me queimava como um fogo prateado. Não sei se cheguei a sorrir. Nem ele sorriu. Ele apenas me olhava como se dissesse: "Eu quase... me lembro".&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, ele começou a se despedir de todos na nossa mesa. Disse que a janta estava agradável, mas ele ainda tinha que ir para outros lugares naquela mesma noite - talvez encontrar sua namorada. Mas garantiu que voltaria no outro dia, para o churrasco na casa de Ramiro.&lt;br /&gt;Ao se levantar, parecia mais alto do que a maioria. Na penumbra do salão do restaurante, seu rosto mostrava-se incrivelmente belo. Um pouco antes de chegar à porta da rua, ele tirou um óculos do bolso da camisa e colocou-o. "Que estranho", pensei, "usar óculos escuros à noite". Aquilo me fez pensar que ele tentava proteger sua identidade, escondendo-se de alguém... ou de alguma coisa.&lt;br /&gt;Depois que ele saiu, fiquei ali sentada, tentando concluir se era um sonho que havia entrado e saído da minha vida...&lt;br /&gt;Discretamente, virei para o lado, e perguntei para minha vó qual o nome do homem/rapaz. Ele se chamava Pablo. Pablo Vicente. Filho de um dono de vinhedo na Argentina. O guri parece que também nasceu na Argentina e veio morar aqui no sul do Brasil com a mãe.&lt;br /&gt;Enfim, pela manhã, fomos andar pelas ruas de Melo. Minha mãe queria ver o comércio da cidade.&lt;br /&gt;A luz da manhã produzia um efeito revigorante, especialmente naquele país luminoso onde o sol de inverno ergue-se tão brilhante acima das casas e se reflete sobre as fontes como se espalhasse chuva de diamante. Tentei me concentrar no "passeio", para esquecer Pablo.&lt;br /&gt;Minha tia e minha mãe entraram numa loja, e eu recostei a um banco de pedra com o Gustavo no colo. De olhos fechados, eu fiquei sentindo o sol bater em mim. Nunca senti tanta vontade de estar com a minha câmera numa simples viagem. Tudo era lindo.&lt;br /&gt;Eu ouvia as pessoas falando em espanhol, e, no momento em que aquela cena ganhava vida em minha mente, alguma força invisível me envolveu e me fez abrir os olhos. Engasguei com o Alfajor que eu dividia com Gustavo. Ali mesmo, caminhando entre as pessoas, caminhava Pablo. Hoje, porém, ele usava um casaco.&lt;br /&gt;O chão brilhava refletindo o sol em ondas de luz e calor que davam a tudo uma impressão de irrealidade. O sol uruguaio derramava-se sobre minha cabeça e ombros; o reflexo na pintura e nos cromados dos carros me ofuscava a vista.&lt;br /&gt;Quase cega pela intensa luminosidade, eu quase não distinguia mais a realidade. Não era possível que eu estivesse vendo aquele homem que franzia os olhos sob a luz do sol de inverno. Pablo não era real!&lt;br /&gt;Me decepcionei quando Pablo não apareceu para o churrasco do domingo à tarde. Me decepcionei mais ainda quando voltei para o Brasil sem vê-lo novamente. Pablo com certeza não existia. Era uma invenção da minha cabeça. Ou apenas um conhecido da família...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-343007485174205135?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/343007485174205135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/09/deuses-astronautas-em-plena-nudez.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/343007485174205135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/343007485174205135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/09/deuses-astronautas-em-plena-nudez.html' title='Deuses astronautas em plena nudez.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-6554762995063257501</id><published>2009-09-09T00:08:00.001-03:00</published><updated>2009-09-09T00:10:51.436-03:00</updated><title type='text'>Folhas.</title><content type='html'>O rapaz de vinte e um anos deixou escapar um suspiro profundo.&lt;br /&gt;Mas ao perceber o perigo de um motim, decidiu mudar de assunto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-6554762995063257501?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/6554762995063257501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/09/folhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6554762995063257501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/6554762995063257501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/09/folhas.html' title='Folhas.'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1680070139431274575.post-8518983121385520035</id><published>2009-08-27T14:17:00.002-03:00</published><updated>2009-08-27T14:24:33.484-03:00</updated><title type='text'>Sem avisar...</title><content type='html'>...E agora me encontrava em uma festa de gala em um clube esnobe, cheio de mulheres e homens que transpiravam riqueza.&lt;br /&gt;A música era enfadonha, incapaz de contagiar alguém. Mas ao menos eu podia me consolar com a cerveja, enquanto observava aquelas pessoas estranhas. Os casais pareciam dançar com mais dignidade do que por entusiasmo. Mas quem poderia culpá-los? Afinal de contas, a orquestra era tão viva e animada quanto um velório!&lt;br /&gt;Era interessante observar todas aquelas jóias reluzindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1680070139431274575-8518983121385520035?l=utilependente.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://utilependente.blogspot.com/feeds/8518983121385520035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/08/sem-avisar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8518983121385520035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1680070139431274575/posts/default/8518983121385520035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://utilependente.blogspot.com/2009/08/sem-avisar.html' title='Sem avisar...'/><author><name>Mariana F.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16507523275344767441</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/-oMeyeFKM4uU/TYe_7bETSDI/AAAAAAAAAtY/B62Xh9EsWuM/s220/Snapshot_20110311_10.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
